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Vimizim - Bula

Principio activo: Alfaelosulfase

Para que serve

Alfaelosulfase (substância ativa) é indicado para pacientes com mucopolissacaridose tipo IVA (MPS IVA; síndrome de Morquio A).

Contraindicação

Hipersensibilidade grave ou com risco à vida ao princípio ativo ou a qualquer excipiente listado na composição, se a hipersensibilidade não for controlável.

Como usar

Prepare e use Alfaelosulfase (substância ativa) de acordo com as seguintes etapas. Use técnicas assépticas. Alfaelosulfase (substância ativa) deve ser diluído antes da administração. A solução de Alfaelosulfase (substância ativa)diluído deve ser administrada nos pacientes usando-se um equipo de infusão com filtro em linha de 0,2 μm.

Determine o número de frascos a ser diluído com base no peso do paciente e na dose recomendada de 2 mg/kg usando o seguinte cálculo.

Peso do paciente (kg) multiplicado por 2 mg por kg

Dose do paciente (mg)

Dose do paciente (mg) dividida por (1 mg/mL de concentrado de Alfaelosulfase (substância ativa))

Número total de mL de Alfaelosulfase (substância ativa)

Quantia total (mL) de Alfaelosulfase (substância ativa) dividida por 5 mL por frasco

Número total de frascos

Arredonde para cima para obter o número inteiro de frascos. Retire do refrigerador o número estimado de frascos. Não aqueça os frascos nem os coloque em micro-ondas. Pegue uma bolsa de infusão contendo solução de cloreto de sódio a 0,9% para injeção, adequada para administração intravenosa. O volume total da infusão é determinado pelo peso corporal do paciente.

Os pacientes que pesam menos de 25 kg devem receber um volume total de 100 mL.

Os pacientes que pesam 25 kg ou mais devem receber um volume total de 250 mL.

Antes de retirar Alfaelosulfase (substância ativa) do frasco, inspecione visualmente cada frasco quanto a material particulado e alteração na coloração. Como esta é uma solução proteica, pode ocorrer pequena floculação (fibras finas translúcidas). A solução de Alfaelosulfase (substância ativa) deve estar transparente a levemente opalescente, incolor a amarelo pálido. Não use se a solução estiver com alteração na coloração ou se houver material particulado na solução. Retire e descarte o volume de solução de cloreto de sódio a 0,9% para injeção, da bolsa de infusão, igual ao volume do concentrado de Alfaelosulfase (substância ativa) a ser adicionado. Retire lentamente o volume calculado de Alfaelosulfase (substância ativa) do número apropriado de frascos, com cuidado para evitar agitação excessiva. Adicione lentamente Alfaelosulfase (substância ativa) à bolsa de infusão com cuidado para evitar agitação. Com cuidado, gire a bolsa de infusão para garantir a distribuição adequada de Alfaelosulfase (substância ativa). Não agite a solução. Administre a solução diluída de Alfaelosulfase (substância ativa) aos pacientes usando um equipo com filtro em linha de 0,2 μm.

Alfaelosulfase (substância ativa) não contém conservantes; por isso, o produto deve ser usado imediatamente após a diluição. Se o uso imediato não for possível, o produto diluído pode ser armazenado por até 24 horas em temperatura de 2 °C a 8 °C seguido de 24 horas em temperatura de 23 °C a 27 °C. A administração de Alfaelosulfase (substância ativa) deve ser concluída dentro de 48 horas após a diluição.

Os frascos são para uso único. Não congele nem agite. Proteja da luz. Descarte qualquer produto não utilizado.

Posologia do Alfaelosulfase

A prescrição de Alfaelosulfase (substância ativa) deverá ocorrer após a comprovação do diagnóstico mediante dois resultados de exames laboratoriais, realizados em dias diferentes, comprovando a deficiência da enzima N-acetilgalactosamina 6–sulfatase.

A dose recomendada de Alfaelosulfase (substância ativa) é de 2 mg por kg de peso corporal, administrados uma vez por semana em infusão intravenosa durante aproximadamente 4 horas.

Recomenda-se o pré-tratamento com anti-histamínicos com ou sem antipiréticos de 30-60 minutos antes do início da infusão.

Alfaelosulfase (substância ativa) deve ser diluído com solução de cloreto de sódio a 0,9% para injeção, até volume final de 100 mL ou 250 mL baseado no peso do paciente, antes da infusão (consultar “Diluição e Administração”) e administrado via infusão intravenosa.

Para pacientes com menos de 25 kg, Alfaelosulfase (substância ativa) não deve ser preparado em bolsas de solução salina maiores que 100 mL.

Quando diluído em 100 mL, a velocidade de infusão inicial deve ser de 3 mL/h e pode ser aumentada conforme tolerância, a cada 15 minutos como segue (Tabela 3): primeiro, aumentar a velocidade para 6 mL/h, depois, a cada 15 minutos, em incrementos de 6 mL/h até a velocidade máxima de 36 mL/h ser atingida.

Quando diluído em 250 mL, a velocidade de infusão inicial deve ser de 6 mL/h e pode ser aumentada conforme tolerância, a cada 15 minutos, como segue (Tabela 3): primeiro, aumentar a velocidade para 12 mL/h, depois, a cada 15 minutos, em incrementos de 12 mL/h até a velocidade máxima de 72 mL/h ser atingida.

Tabela 3: Volumes e velocidades recomendados de infusão*

* A velocidade de infusão pode ser aumentada conforme tolerado pelo paciente.

Alfaelosulfase (substância ativa) deve ser preparado e administrado sob a supervisão de um profissional da saúde capacitado para lidar com emergências médicas. A administração domiciliar sob a supervisão de um profissional de saúde pode ser considerada para pacientes que estão tolerando bem as infusões.

Precauções

Avisos gerais

Anafilaxia e reações alérgicas graves

Como ocorre com qualquer produto proteico intravenoso, reações alérgicas graves de hipersensibilidade são possíveis. Se ocorrerem essas reações, interrompa imediatamente a infusão e inicie tratamento médico adequado. Para os pacientes que tiveram reações alérgicas graves durante a infusão com Alfaelosulfase (substância ativa), deve-se tomar cuidado ao reintroduzir o medicamento.

Reações à infusão

As reações à infusão (RIs) são definidas como reações que ocorrem desde o início da infusão até o final do dia após a infusão. As RIs foram as reações adversas mais comumente observadas em pacientes tratados com Alfaelosulfase (substância ativa) nos estudos clínicos. As ris podem incluir reações alérgicas. Ris graves foram observadas nos estudos clínicos, e incluem anafilaxia, hipersensibilidade e vômito. Os sintomas mais comuns de RIs (ocorrendo em ≥10% dos pacientes tratados com Alfaelosulfase (substância ativa) e ≥5% mais quando comparado ao placebo) foram cefaleia, náusea, vômito, pirexia, calafrios e dor abdominal. As RIs foram, em geral, leves ou moderadas, e a frequência foi maior durante as 12 primeiras semanas de tratamento e com tendência a ocorrerem menos frequentemente com o tempo. Nos pacientes que tiveram RIs, as infusões posteriores foram gerenciadas com velocidade de infusão contínua mais lenta, tratamento com anti-histamínicos profiláticos adicionais e, em caso de reação mais grave, tratamento com corticosteroides profiláticos.

Devido ao potencial para ris com Alfaelosulfase (substância ativa), os pacientes devem receber anti-histamínicos com ou sem antipiréticos antes da infusão. O cuidado das ris deve ser baseado na gravidade da reação e incluir diminuição da velocidade ou mesmo interrupção temporária da infusão e/ou administração de anti-histamínicos, antipiréticos e/ou corticosteroides adicionais. Caso ocorram ris graves, interromper imediatamente a infusão de Alfaelosulfase (substância ativa) e iniciar o tratamento adequado. Devem ser levados em consideração os riscos e benefícios da readministração de Alfaelosulfase (substância ativa) após uma reação grave.

Compressão da medula espinhal ou cervical

A compressão da medula espinhal ou cervical (CMC) é uma complicação conhecida e grave da MPS IVA e pode ocorrer como parte da história natural da doença. Em estudos clínicos, a CMC foi observada em pacientes que receberam Alfaelosulfase (substância ativa) e em pacientes que receberam placebo. Os pacientes com MPS IVA devem ser monitorados quanto a sinais e sintomas de CMC (incluindo dor nas costas, paralisia dos membros abaixo do nível da compressão, incontinência urinária e fecal) e receber cuidados clínicos adequados.

Uso em populações específicas

Categoria B para gravidez

Estudos de reprodução foram realizados em ratos e coelhos em doses até 10 vezes a dose humana, e não revelaram nenhuma evidência de fertilidade deficiente ou dano ao feto devido a Alfaelosulfase (substância ativa). Contudo, não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Como os estudos de reprodução animal nem sempre preveem a resposta humana, este medicamento deve ser usado durante a gravidez somente se claramente necessário.

Esse medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem a orientação de um médico ou cirurgião-dentista.

Lactantes

Dados reprodutivos disponíveis em animais mostraram excreção de Alfaelosulfase (substância ativa) no leite. Não se sabe se Alfaelosulfase (substância ativa) é excretado no leite materno humano, por isso a decisão sobre continuar/descontinuar a amamentação ou continuar/descontinuar a terapia com Alfaelosulfase (substância ativa) deve ser tomada considerando-se o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapia com Alfaelosulfase (substância ativa) para a mãe.

Uso pediátrico

É importante iniciar o tratamento o mais cedo possível. A maioria dos pacientes tratados com Alfaelosulfase (substância ativa) em estudos clínicos estava na faixa etária pediátrica e adolescente (5 a 17 anos). Em um estudo aberto, 15 pacientes pediátricos com MPS IVA com idade inferior a 5 anos (9 meses a <5 anos) receberam 2 mg/kg de Alfaelosulfase (substância ativa) semanalmente por 52 semanas. Os resultados de segurança e farmacodinâmica nesses pacientes são consistentes com os resultados observados em pacientes com 5 a 57 anos.

Uso geriátrico

Os estudos clínicos de Alfaelosulfase (substância ativa) não incluem nenhum paciente com 65 anos ou mais. Não se sabe se respondem de modo diferente dos pacientes mais jovens.

Reações Adversas

A avaliação das reações adversas baseia-se na exposição de 176 pacientes com MPS IVA, com idades de 5 a 57 anos recebendo 2 mg/kg de Alfaelosulfase (substância ativa) semanalmente (n=58), 2 mg/kg de Alfaelosulfase (substância ativa) a cada duas semanas (n=59), ou placebo (n=59) em um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo.

Reações adversas importantes incluem anafilaxia, reações alérgicas graves e RIs. As reações adversas mais comumente relatadas foram RIs.

As reações adversas mais comuns do estudo clínico de Fase 3 relatadas em ≥ 5% mais pacientes tratados com Alfaelosulfase (substância ativa) (2 mg/kg semanalmente) do que nos pacientes tratados com placebo estão listadas na Tabela 4 por Classe de Sistemas de Órgãos.

As frequências são definidas como:

Muito comuns (≥ 1/10). Comuns (≥ 1/100 a < 1/10). Incomuns (≥ 1/1000 a < 1/100).

Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.

Tabela 4: Reações adversas com incidência ≥ 5% maior nos pacientes tratados com Alfaelosulfase semanalmente do que nos pacientes tratados com placebo

MedDRA Classe de Sistemas de Órgãos

MedDRA Termo preferido

Frequência

Distúrbios do sistema nervoso

Cefaleia

Muito comum

Tontura

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Dispneia

Muito comum

Distúrbios gastrointestinais

Diarreia

Muito comum

Vômito
Dor orofaríngea
Dor abdominal superior
Dor abdominal
Náusea

Distúrbios musculoesqueléticos e de tecido conjuntivo

Mialgia

Comum

Calafrios

Muito comum

Distúrbios gerais e condições no local da administração

Pirexia

Muito comum

Outras reações adversas nos estudos clínicos incluíram anafilaxia (incomum) e reações de hipersensibilidade (comum).

A natureza e a gravidade das reações adversas observadas em outros estudos clínicos foram semelhantes às reações adversas detalhadas acima. Um paciente descontinuou o estudo durante o tratamento aberto com Alfaelosulfase (substância ativa) devido a um evento adverso.

Em um estudo clínico com 15 pacientes pediátricos < 5 anos de idade (faixa etária de 9 meses a 4,9 anos) tratados com 2,0 mg/kg de Alfaelosulfase (substância ativa) semanalmente, as reações adversas mais frequentemente relatadas foram pirexia (100%), vômito (80%) e tosse (73%).

Imunogenicidade

Como ocorre com todas as proteínas terapêuticas, existe potencial para imunogenicidade. A avaliação da incidência de formação de anticorpos é altamente dependente da sensibilidade e da especificidade do ensaio. Além disso, a incidência observada de positividade de anticorpos (incluindo anticorpos neutralizadores) em um ensaio pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo metodologia do ensaio, manuseio da amostra, momento da coleta de amostra, medicamentos concomitantes e doença subjacente. Por essas razões, a comparação da incidência de anticorpos em Alfaelosulfase (substância ativa) com a incidência de anticorpos em outros produtos pode ser equivocada.

Todos os pacientes tratados com Alfaelosulfase (substância ativa) desenvolveram anticorpos anti-Alfaelosulfase (substância ativa). Aproximadamente 80% dos pacientes desenvolveram anticorpos neutralizadores capazes de evitar que o medicamento se ligasse ao receptor de manose-6-fosfato independente de cátion. Ao longo do tempo, foi observada a permanência das melhorias nas medidas de eficácia e reduções no SQ na urina entre os estudos, apesar da presença de anticorpos anti-Alfaelosulfase (substância ativa). Não foi encontrada nenhuma correlação entre titulações mais altas de anticorpos ou positividade de anticorpos neutralizadores, reduções nas medidas de eficácia ou ocorrência de anafilaxia ou outras reações de hipersensibilidade. Anticorpos IgE contra Alfaelosulfase (substância ativa) foram detectados em ≤ 10% dos pacientes tratados e não foram consistentemente relacionados à anafilaxia ou a outras reações de hipersensibilidade e/ou interrupção do tratamento.

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