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Vildagliptina + Cloridrato de Metformina - Bula

Para que serve

Para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (T2DM)

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) é indicado como adjuvante à dieta e ao exercício para melhorar o controle glicêmico em pacientes cuja glicemia não está adequadamente controlada com cloridrato de metformina ou vildagliptina em monoterapia ou naqueles já tratados com vildagliptina mais cloridrato de metformina em combinação livre.

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) é indicado em combinação com sulfonilureia (SU) (ou seja, terapia de combinação tripla) como um adjuvante à dieta e ao exercício em pacientes inadequadamente controlados com metformina ou sulfonilureia.

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) é indicado como complemento à insulina como um adjuvante à dieta e ao exercício para melhorar o controle glicêmico em pacientes cuja dose estável de insulina e metformina sozinhas não fornecem controle glicêmico adequado.

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) também é indicado como terapia inicial em pacientes com T2DM quando este não é adequadamente controlado apenas com dieta e exercício físico, desde que os pacientes apresentem hiperglicemia moderada a grave, ou seja, HbA1c acima de 7,6%.

Contraindicação

Hipersensibilidade

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à vildagliptina, ao cloridrato de metformina ou a qualquer um dos excipientes.

Insuficiência renal

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) é contraindicado a pacientes com insuficiência renal [detectado p.ex.: pelos níveis de creatinina sérica > 1,5 mg/dL (> 135 micromol/L) em homens e > 1,4 mg/dL (> 110 micromol/L) em mulheres ou pela depuração anormal de creatinina], que podem também resultar de condições como choque cardiovascular, infarto agudo do miocárdio e septicemia.

Insuficiência cardíaca congestiva

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) é contraindicado a pacientes com insuficiência cardíaca congestiva necessitando de tratamento farmacológico.

Acidose metabólica

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) é contraindicado a pacientes com acidose metabólica aguda ou crônica, incluindo cetoacidose diabética, com ou sem coma. A cetoacidose diabética deve ser tratada com insulina.

Estudos radiológicos

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve ser temporariamente descontinuado em pacientes que se submeterão a estudos radiológicos envolvendo a administração intravascular de materiais de contraste iodados, uma vez que o uso de tais produtos pode resultar em alterações agudas da função renal.

Como usar

Via oral.

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve ser administrado com as refeições para reduzir os efeitos colaterais gastrintestinais associados ao cloridrato de metformina.

Se uma dose de Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) for perdida, ela deve ser tomada assim que o paciente se lembrar. Uma dose duplicada não deve ser tomada no mesmo dia.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Posologia

O manejo da terapia antidiabética no controle do diabetes mellitus tipo 2 deve ser individualizado com base na sua efetividade e tolerabilidade. O uso de Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não deve exceder a dose diária máxima recomendada de vildagliptina (100 mg).

A dose inicial recomendada de Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve ser baseada na condição e/ou no regime atual do paciente em relação ao uso de vildagliptina e/ou cloridrato de metformina.

Dose inicial para pacientes inadequadamente controlados com vildagliptina em monoterapia

Com base nas doses usuais iniciais de cloridrato de metformina (500 mg duas vezes ao dia ou 850 mg uma vez ao dia), Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) pode ser iniciado com os comprimidos de 50 mg/500 mg duas vezes ao dia e gradualmente titulado até atingir uma resposta terapêutica adequada.

Dose inicial para pacientes inadequadamente controlados com cloridrato de metformina em monoterapia

Com base na dose atual de cloridrato de metformina do paciente, Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) pode ser iniciado com os comprimidos de 50 mg/500 mg, 50 mg/850 mg ou 50 mg/1.000 mg duas vezes ao dia.

Dose inicial para pacientes trocando da combinação livre de vildagliptina mais cloridrato de metformina

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) pode ser iniciado com comprimidos de 50 mg/500 mg, 50 mg/850 mg ou 50 mg/1.000 mg baseado na dose de vildagliptina ou metformina que está sendo tomada.

Dose inicial para o tratamento de pacientes que nunca tomaram o medicamento

Para o tratamento de pacientes que nunca tomaram o medicamento, Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve ser iniciado com 50 mg/500 mg uma vez ao dia e titulado gradualmente até uma dose máxima de 50 mg/1.000 mg duas vezes ao dia após avaliação adequada da resposta terapêutica.

Uso em combinação com SU ou com insulina

A dose de Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve fornecer 50 mg de vildagliptina duas vezes ao dia (dose diária total de 100 mg) e uma dose de metformina semelhante à dose que está sendo tomada.

População alvo geral

Adultos com 18 anos ou mais.

Insuficiência renal

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência renal, p.ex.: níveis de creatinina sérica > 1,5 mg/dL (> 135 micromol/L) em homens e > 1,4 mg/dL (> 110 micromol/L) em mulheres.

Insuficiência hepática

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não é recomendado em pacientes com evidências clinicas ou laboratoriais de problemas hepáticos incluindo pacientes com ALT ou AST > 2,5 vezes o limite superior da normalidade anteriormente ao tratamento.

Pacientes pediátricos

Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia de Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) em pacientes pediátricos. Dessa forma, Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não é recomendado a menores de 18 anos.

Pacientes geriátricos

Como a metformina é excretada via renal e idosos tendem a apresentar função renal diminuída, pacientes idosos recebendo Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) devem ter suas funções renais monitoradas regularmente. Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve somente ser utilizado em pacientes idosos com função renal normal.

Precauções

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não é um substituto da insulina em pacientes insulino-dependentes. Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não deve ser utilizado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou no tratamento da cetoacidose diabética.

Vildagliptina

Insuficiência hepática

A vildagliptina não é recomendada em pacientes com insuficiência hepática incluindo pacientes com ALT ou AST > 2,5 vezes o limite superior da normalidade anteriormente ao tratamento.

Monitoramento de enzimas hepáticas

Casos raros de disfunção hepática (incluindo hepatite) foram relatados com vildagliptina. Nesses casos, os pacientes foram geralmente assintomáticos sem nenhuma sequela clínica e os testes de função hepática (TFH) retornaram ao normal após a descontinuação do tratamento. TFH devem ser realizados antes do início do tratamento com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa). TFH devem ser monitorados durante o tratamento com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) em intervalos de três meses durante o primeiro ano e depois periodicamente. Pacientes que desenvolverem aumento dos níveis das transaminases devem ser monitorados com uma segunda avaliação da função hepática para confirmar o achado e seguimento até que a(s) anormalidade(s) retorne(m) ao normal. Se um aumento de 3 vezes ou mais o limite superior da normalidade da AST ou ALT persistir, é recomendado que se interrompa o tratamento com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa). Pacientes que desenvolveram icterícia ou outros sinais sugestivos de disfunção hepática devem descontinuar o tratamento e contatar o médico imediatamente. Após o tratamento com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) e TFH normalizados, Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não deve ser reiniciado.

Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não é recomendado a pacientes com insuficiência hepática grave.

Insuficiência cardíaca

Um estudo clínico com vildagliptina em pacientes com New York Heart Association (NYHA) classe funcional I-III mostrou que o tratamento com vildagliptina não foi associado com uma mudança na função de ventrículo esquerdo ou agravamento de insuficiência cardíaca congestiva pré-existente versus placebo. A experiência clínica em pacientes com NYHA classe funcional III tratados com vildagliptina é ainda limitada e os resultados são inconclusivos.

Não há experiência em estudos clínicos sobre o uso de vildagliptina em pacientes com NYHA classe funcional IV e, portanto, seu uso não é recomendado nestes pacientes.

Pancreatite

O uso de vildagliptina foi associado com o risco de desenvolvimento de pancreatite aguda. Pacientes devem ser informados sobre as características dos sintomas de pancreatite aguda. Se houver suspeita de pancreatite, o uso da vildagliptina deve ser descontinuado. Se a pancreatite aguda for confirmada, o uso da vildagliptina não deve ser reiniciado.

Deve-se ter cautela em pacientes com histórico de pancreatite aguda.

Não existem dados conclusivos de redução de riscos micro e macrovasculares com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa).

Cloridrato de metformina

Acidose lática

A acidose lática é uma complicação metabólica muito rara, mas grave, que ocorre com mais frequência com o agravamento agudo da função renal, doença cardiorrespiratória ou sepse. O acúmulo de metformina ocorre com o agravamento agudo da função renal e aumento do risco de acidose lática.

No caso de desidração (por exemplo, devido a diarreia ou vômito, febre ou redução da ingestão de líquido), o paciente deve parar de tomar medicamentos contendo metformina e procurar imediatamente atendimento médico.

Medicamentos que podem prejudicar gravamente a função renal (como anti-hipertensivos, diuréticos e AINEs) devem ser iniciados com cautela em pacientes que são tratados com medicamentos que contenham metformina. Outros fatores de risco para acidose lática são a ingestão excessiva de álcool, insuficiência hepática, controle inadequado de diabete, cetose, jejum prolongado e qualquer fator associado a hipóxia, bem como o uso concomitante de medicamentos que pode causar acidose lática.

Diagnóstico da acidose lática

Pacientes e cuidadores devem ser informados sobre o risco de acidose lática. A acidose lática é caracterizada pela dispneia acidótica, dor abdominal, câimbras musculares, astenia e hipotermia seguida de coma. Se ocorrer suspeita dos sintomas, o paciente deve parar de tomar medicamentos contendo metformina e procurar imediatamente atendimento médico. Achados laboratoriais de diagnóstico incluem pH sanguíneo baixo (< 7,35), aumento de lactato plasmático (>5 mmol/L) e intervalo aniônico e taxa lactato/piruvato aumentado. Se houver suspeita de acidose metabólica, o tratamento com medicamentos contendo metformina devem ser descontinuados e o paciente deve ser imediatamente hospitalizado.

Monitoramento da função renal

O cloridrato de metformina é conhecido por ser substancialmente excretado pelos rins e o risco de acúmulo do mesmo e de acidose lática aumenta de acordo com a gravidade do comprometimento da função renal. Pacientes com níveis de creatinina sérica acima do limite superior de normalidade para a idade não devem receber Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa). Uma vez que o avanço da idade está associado à redução da função renal, Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve ser cuidadosamente titulado em idosos a fim de estabelecer a dose mínima para um efeito glicêmico adequado e a função renal deve ser monitorada regularmente.

Deve-se ter cuidado especial em situações onde a função renal possa se tornar insuficiente, por exemplo, ao iniciar terapia anti-hipertensiva ou diurética ou quando iniciar tratamento com fármacos anti-inflamatórios não esteroidais (AINE). A função renal deve ser avaliada e ser normal antes do início do tratamento com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) e, então, avaliada pelo menos uma vez ao ano em pacientes com função renal normal e duas a quatro vezes ao ano em pacientes com os níveis de creatinina sérica no limite superior da normalidade. Pacientes nos quais a disfunção renal é precoce devem ter suas funções renais avaliadas mais frequentemente. Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve ser descontinuado se houver evidências de insuficiência renal.

Medicação concomitante que pode afetar a função renal ou as características do cloridrato de metformina

Deve-se utilizar com cautela as medicações concomitantes que possam afetar a função renal, que resultem em alterações hemodinâmicas significativas ou em acúmulo do cloridrato de metformina, tais como os fármacos catiônicos que são eliminados pela secreção tubular.

Administração de materiais de contrastes iodados intravasculares

Administração intravascular de agentes de contrastes iodados podem causar nefropatia induzida pelo contraste, resultando em acúmulo de metformina e aumento do risco de acidose metabólica. Produtos contendo metformina devem ser descontinuados antes ou no momento desses procedimentos de imagens e não ser reiniciado até 48 horas subsequentes ao procedimento e reinstituído apenas após a função renal ser reavaliada e se apresentar estável.

Estado de hipóxia

Choque cardiovascular, insuficiência cardíaca congestiva aguda, infarto agudo do miocárdio e outras condições caracterizadas pela hipoxemia têm sido associadas à acidose lática e também podem causar azotemia pré-renal. Se esses eventos ocorrerem em pacientes recebendo Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa), a medicação deve ser imediatamente descontinuada.

Procedimentos cirúrgicos

Medicamentos contendo metformina devem ser descontinuado no momento da cirurgia sob anestesia geral, espinal ou epidural (exceto procedimentos menores não associados à restrição da ingestão de comida e fluidos) e deve ser reiniciado não antes das 48 horas subsequentes a cirurgia ou até que o paciente volte a nutrição oral e a função renal ter sido reavaliada e se apresentar estável.

Ingestão de álcool

O álcool é conhecido por potencializar os efeitos do cloridrato de metformina no metabolismo do lactato. Pacientes devem ter cautela com a ingestão excessiva de álcool enquanto receberem Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa).

Insuficiência hepática

Uma vez que a insuficiência hepática tem sido associada a alguns casos de acidose lática, um risco associado ao cloridrato de metformina, Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve ser evitado em pacientes com evidências clínicas e laboratoriais de doença hepática.

Níveis de vitamina B12

A metformina tem sido associado à diminuição dos níveis séricos de vitamina B12, sem manifestações clínicas, em aproximadamente 7% dos pacientes. Essa diminuição é muito raramente associada à anemia e parece ser rapidamente reversível com a descontinuação do cloridrato de metformina e/ou suplementação de vitamina B12. É aconselhável medir os parâmetros hematológicos, pelo menos anualmente, nos pacientes recebendo medicamentos contendo metformina e qualquer anormalidade aparente deve ser investigada e tratada.

Alguns indivíduos (p.ex.: aqueles com ingestão ou absorção inadequada de vitamina B12 ou cálcio) parecem ser predispostos a desenvolver hipovitaminose B12. Nesses pacientes, pode ser útil medir a vitamina B12 sérica rotineiramente, a intervalos no mínimo de dois a três anos.

Alteração no estado clínico de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 previamente controlado

Um paciente com diabetes mellitus tipo 2 previamente bem controlado com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) que desenvolve anormalidades laboratoriais ou doença clínica (especialmente doença vaga ou pobremente definida) deve ser imediatamente avaliado quanto cetoacidose e/ou acidose lática. Se qualquer uma das duas formas de acidoses ocorrer, Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) deve ser imediatamente interrompido e devem-se iniciar medidas apropriadas.

Hipoglicemia

A hipoglicemia geralmente não ocorre nos pacientes recebendo Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) sozinho, mas pode ocorrer quando a ingestão calórica é deficiente, quando exercícios vigorosos não são compensados pela suplementação calórica ou com o uso de etanol. Idosos, pacientes debilitados ou subnutridos e aqueles com insuficiência adrenal ou pituitária ou com intoxicação por álcool são suscetíveis aos efeitos hipoglicêmicos. A hipoglicemia pode ser difícil de reconhecer em idosos e em pessoas tomando fármacos betabloqueadores adrenérgicos.

Perda do controle glicêmico

Quando um paciente estável em um regime diabético é exposto ao estresse como febre, trauma, infecção, cirurgia, entre outros, pode ocorrer a perda temporária do controle glicêmico. Nesses casos, pode ser necessário suspender Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) e administrar temporariamente a insulina. Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) pode ser reinstituído após o episódio agudo ter sido controlado.

Gravidez

Estudos de desenvolvimento embriofetal (teratologia) têm sido conduzidos em ratos e coelhos com a combinação vildagliptina e cloridrato de metformina, em uma proporção de 1:10, e não apresentaram evidências de teratogenicidade em ambas as espécies. Não há experiência suficiente com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) em mulheres grávidas. Portanto, Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não deve ser utilizado durante a gravidez a menos que os benefícios à mãe sejam superiores aos riscos potenciais ao feto. Nem sempre estudos em animais preveem a resposta em humanos.

Este medicamento pertence à categoria de risco na gravidez B, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

Não foram conduzidos estudos com a combinação dos componentes de Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa). A metformina é excretada pelo leite materno. Não se sabe se a vildagliptina é excretada no leite humano ou não. Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) não deve ser administrado em mulheres que estejam amamentando.

Fertilidade

Não foram conduzidos estudos com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) sobre o efeito na fertilidade humana. Estudos de fertilidade foram realizados com a vildagliptina em ratos com doses que produziram exposições equivalentes a até 200 vezes a dose humana e não revelaram evidências de diminuição da fertilidade ou desenvolvimento embrionário precoce devido à vildagliptina. A fertilidade de ratos machos ou fêmeas não foi afetada pela metformina quando administrada em doses altas como 600 mg/kg/dia, o que é, aproximadamente, três vezes a dose máxima diária recomendada em humanos, baseado em comparações de área de superfície corporal.

Efeitos na habilidade de dirigir e/ou operar máquinas

Nenhum estudo sobre o efeito da habilidade de dirigir e/ou operar máquinas foi realizado. Os pacientes que sentirem tontura devem, então, evitar dirigir veículos e/ou operar máquinas.

Reações Adversas

Resumo do perfil de segurança

Os dados apresentados são relacionados à administração da vildagliptina e de metformina como combinação em dose livre ou fixa.

Casos raros de angioedema foram relatados com a vildagliptina em taxas similares aos controles. A maior parte dos casos foi relatada quando vildagliptina foi administrada em combinação com inibidores da enzima conversora de angiotensina (inibidores da ECA). A maioria dos eventos foi leve na gravidade e desapareceram durante o tratamento com a vildagliptina.

Casos raros de disfunção hepática (incluindo hepatite) foram relatados com vildagliptina. Nesses casos, os pacientes foram, no geral, assintomáticos sem sequelas clínicas e os testes de função hepática (TFHs) retornaram ao normal após a descontinuação do tratamento. Nos dados dos estudos clínicos controlados de monoterapia e terapia com associação de até 24 semanas de duração, a incidência de elevações da ALT ou AST ≥ 3 vezes o limite superior de normalidade (classificado como presente em pelo menos 2 medidas consecutivas ou no final do estudo) foi 0,2%, 0,3% e 0,2% para vildagliptina 50 mg diários, vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia e todos os comparadores, respectivamente. Estas elevações nas transaminases foram, no geral, assintomáticas, de natureza não progressiva e não associada com colestase ou icterícia.

Nos estudos clínicos com a combinação da vildagliptina + metformina, 0,4% dos pacientes saíram do estudo devido a reações adversas no grupo de tratamento com vildagliptina 50 mg uma vez ao dia + metformina e nenhum paciente saiu devido a reações adversas relatadas nos grupos de tratamento com vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia + metformina ou placebo + metformina.

Em estudos clínicos, a incidência de hipoglicemia foi incomum em pacientes recebendo vildagliptina 50 mg uma vez ao dia em combinação com metformina (0,9%), pacientes recebendo vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia em combinação com metformina (0,5%) e em pacientes recebendo placebo e metformina (0,4%). Nenhum evento hipoglicêmico grave foi relatado nos grupos da vildagliptina.

A vildagliptina teve efeito neutro sobre o peso quando administrada em combinação com a metformina.

Reações adversas gastrintestinais incluindo diarreia e náusea ocorrerem muito comumente durante a introdução do cloridrato de metformina. No programa clínico da vildagliptina em monoterapia (N=2.264), onde vildagliptina foi administrada 50 mg uma vez ao dia, 50 mg duas vezes ao dia ou 100 mg uma vez ao dia, a taxa de diarreia foi 1,2%, 3,5% e 0,8%, respectivamente, e a taxa de náusea foi 1,7%, 3,7% e 1,7%, respectivamente, quando comparada a 2,9% para ambos no grupo placebo (N=347) e 26,2% e 10,3%, respectivamente, no grupo cloridrato de metformina (N=252).

De maneira geral, os sintomas gastrintestinais foram relatados em 13,2% (50 mg uma vez ao dia ou duas vezes ao dia) dos pacientes tratados com a combinação de vildagliptina e cloridrato de metformina comparado a 18,1% dos pacientes com cloridrato de metformina sozinho.

Resumo das reações adversas ao medicamento tabuladas dos estudos clínicos

As reações adversas relatadas nos pacientes que receberam vildagliptina nos estudos duplo-cego em combinação com a metformina e como monoterapia estão listadas abaixo, para cada indicação, por classe dos sistemas de órgãos e frequência absoluta MedDRA. Dentro de cada classe de sistema de órgãos, as reações adversas medicamentosas são classificadas por frequência, com as reações mais frequentes primeiro. Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.

A categoria de frequência correspondente para cada reação adversa ao medicamento baseia-se na seguinte convenção (CIOMS III)

Muito comum (≥ 1/10);  Comum (≥ 1/100 a < 1/10); Incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100); Rara (≥ 1/10.000, < 1/1.000);  Muito rara (< 1/10.000).

Tabela 1 Outras reações adversas relatadas em pacientes que receberam vildagliptina 50 mg uma vez ao dia (N=233) ou 50 mg duas vezes ao dia (N=183) em associação à metformina comparada ao placebo mais metformina em estudos duplo-cegos:

Classe de órgãos Frequência Reação adversa
Distúrbios do sistema nervoso Comum Tremor, tontura, cefaleia.

Quando a vildagliptina foi estudada como terapia inicial em combinação com a metformina, nenhum dado de segurança adicional ou risco inesperado foi observado. Estudos clínicos com até 2 anos de duração não mostraram nenhum dado de segurança adicional ou riscos não esperados quando a vildagliptina foi associada à metformina.

Em combinação com insulina

Em estudos clínicos controlados usando vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia em combinação com insulina, com ou sem metformina concomitante, a incidência global de retirada da medicação devido a reações adversas foi de 0,3% no grupo de tratamento com vildagliptina e não houve retirada da medicação no grupo do placebo.

A incidência de hipoglicemia foi semelhante em ambos os grupos de tratamento (14,0% no grupo da vildagliptina versus 16,4% no grupo do placebo). Dois pacientes relataram eventos de hipoglicemia graves no grupo da vildagliptina e 6 pacientes, no grupo do placebo.

No final do estudo, o efeito no peso corpóreo médio foi neutro (mudança de +0,6 kg a partir do início no grupo da vildagliptina e nenhuma alteração de peso no grupo do placebo).

Tabela 2 Reações adversas relatadas em pacientes que receberam Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) 50 mg duas vezes ao dia em combinação com insulina (com ou sem metformina) (N=371):

Classe de órgãos Frequência Reação adversa
Distúrbios do sistema nervoso Comum Cefaleia.
Distúrbios gastrintestinais Comum Náusea, doença do refluxo gastroesofágico.
Incomum Diarreia, flatulência.
Distúrbios gerais e condições do local de administração Comum Calafrios.
Distúrbios metabólicos e nutricionais Comum Diminuição da glicose sanguínea.

Combinação com SU

Não houve retirada da medicação relatada devido a reações adversas no grupo de tratamento com vildagliptina + metformina + glimepirida versus 0,6% no grupo de tratamento com placebo + metformina + glimepirida.

A incidência de hipoglicemia foi comum em ambos os grupos de tratamento (5,1% para vildagliptina + metformina + glimepirida versus 1,9% para placebo + metformina + glimepirida). Um evento de hipoglicemia grave foi relatado no grupo da vildagliptina.

No final do estudo, o efeito no peso corpóreo médio foi neutro (+0,6 kg no grupo da vildagliptina e -0,1 kg no grupo do placebo).

Tabela 3 Reações adversas relatadas em pacientes que receberam Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) 50 mg duas vezes ao dia em combinação com metformina e SU (n=157):

Classe de órgãos Frequência Reação adversa
Distúrbios do sistema nervoso Comuns Tontura, tremor.
Distúrbios gerais e condições no local de administração Comum Astenia.
Distúrbios metabólicos e nutricionais Comum Hipoglicemia.
Distúrbios de pele e tecido subcutâneo Comum Hiperidrose.

Vildagliptina

As reações adversas relatadas para a vildagliptina como monoterapia nos estudos duplo-cegos estão listadas na Tabela 4.

Tabela 4 Reações adversas relatadas em pacientes que receberam vildagliptina 50 mg uma vez ao dia (N=409) ou 50 mg duas vezes ao dia (N=1.373) como monoterapia em estudos duplo-cegos:

Classe de órgãos Frequência Reação adversa
Distúrbios do sistema nervoso Comuns Tontura.
Incomum Cefaleia.
Distúrbios gastrintestinais Incomum Constipação.
Distúrbios gerais e condições no local da administração Incomum Edema periférico.

A incidência geral de desistência dos pacientes dos estudos de monoterapia devido às reações adversas não foi maior nos pacientes tratados com vildagliptina na dose de 50 mg uma vez ao dia (0,2%) ou vildagliptina na dose de 50 mg duas vezes ao dia (0,1%) que nos em uso de placebo (0,6%) ou comparadores (0,5%).Nenhuma das reações adversas relatadas para a vildagliptina em monoterapia apresentou relevância clínica maior do que quando a vildagliptina foi administrada concomitantemente à metformina.

Em estudos de monoterapia, a hipoglicemia foi incomum, relatada em 0,5% (2 de 409) dos pacientes tratados com vildagliptina 50 mg uma vez ao dia e 0,3% (4 de 1.373) dos pacientes tratados com vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia comparado com 0,2% (2 de 1.082) dos pacientes nos grupos tratados com um comparador ativo ou placebo, com nenhum evento sério ou grave relatado. A vildagliptina teve efeito neutro sobre o peso quando administrada como monoterapia.

Estudos clínicos com até 2 anos de duração não mostraram nenhum dado de segurança ou riscos não esperados com a vildagliptina em monoterapia.

Reações adversas ao medicamento de casos espontâneos e casos da literatura experiência pós-comercialização (frequência desconhecida)

As seguintes reações adversas ao medicamento foram derivadas da experiência pós-comercialização com Vildagliptina + Cloridrato de Metformina (substância ativa) via relatos de casos espontâneos e casos da literatura. Como essas reações são re latadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, não é possível estimar com segurança a sua frequência, o que é, portanto, classificada como desconhecida.

Hepatite, reversível após a descontinuação do medicamento; Urticária, pancreatite, lesões esfoliativas na pele e bolhas; Pancreatite; Artralgia, algumas vezes grave.

Cloridrato de metformina

Reações adversas conhecidas para o componente metformina estão resumidas na Tabela 5.

Tabela 5 Reações adversas conhecidas para a metformina:

Classe de órgãos Frequência Reação adversa
Distúrbios do metabolismo e nutrição Muito comum Diminuição do apetite.
Muito rara Acidose lática.
Distúrbios do sistema nervoso Comum Disgeusia.
Distúrbios gastrintestinais Muito comum Flatulência, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal. 
Distúrbios hepatobiliares Muito rara Hepatite**.
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Muito rara Reações na pele como eritema, prurido, urticária.
Laboratoriais Muito rara Diminuição da absorção da vitamina B12*, anormalidades no teste da função hepática.

* Um decréscimo na absorção da vitamina B12 com diminuição dos níveis séricos tem sido raramente observado em pacientes tratados com metformina em longo prazo e parece, geralmente, não ter relevância clínica. Recomenda-se considerar tal etiologia se um paciente apresentar anemia megaloblástica. ** Têm sido relatados casos isolados de anormalidades no teste da função hepática ou hepatite que são resolvidos com a descontinuação de metformina.

Os efeitos gastrintestinais indesejáveis ocorrem mais frequentemente durante o início da terapia e desaparecem espontaneamente na maioria dos casos. Para preveni-los, recomenda-se que a metformina seja administrada em 2 doses diárias durante ou após as refeições. Um aumento lento na dose também pode melhorar a tolerabilidade gastrintestinal.

Atenção: este produto é um medicamento com nova indicação terapêutica e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Preço

A partir de R$116.00
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