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Vestronidase Alfa - Bula

Para que serve

O Vestronidase Alfa (substância ativa) é indicado para o tratamento das manifestações não neurológicas da mucopolissacaridose VII (MPS VII; síndrome de Sly).

Fonte: conteúdo extraído da Agência Europeia de Medicamentos e não representa as informações da Anvisa. Clique aqui para ler o conteúdo completo.

Contraindicação

Hipersensibilidade potencialmente fatal (reação anafilática) à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

Fonte: conteúdo extraído da Agência Europeia de Medicamentos e não representa as informações da Anvisa. Clique aqui para ler o conteúdo completo.

Como usar

O tratamento deve ser supervisionado por um profissional de saúde com experiência no tratamento de doentes com MPS VII ou outras doenças metabólicas hereditárias. A administração de Vestronidase Alfa (substância ativa) deve ser feita por um profissional de saúde com formação apropriada e com capacidade para tratar urgências médicas.

A dose recomendada de Vestronidase Alfa (substância ativa) é de 4 mg/kg de peso corporal administrada por perfusão intravenosa a cada duas semanas.

Para minimizar o risco de reações de hipersensibilidade, deve ser administrado um anti-histamínico sem ação sedativa, com ou sem um medicamento antipirético, 30-60 minutos antes do início da perfusão. A perfusão deve ser evitada se o doente tiver uma doença respiratória ou febril aguda.

Populações especiais

Idosos

A segurança e a eficácia de Vestronidase Alfa (substância ativa) em doentes com mais de 65 anos de idade não foram ainda estabelecidas. Nestes doentes, não se recomenda um regime posológico alternativo.

Compromisso renal e hepático

A segurança e a eficácia de Vestronidase Alfa (substância ativa) em doentes com compromisso renal ou hepático não foram avaliadas. Nestes doentes, não se recomenda um regime posológico alternativo.

População pediátrica

A posologia na população pediátrica é a mesma que a utilizada em adultos.

Modo de administração

Apenas para uso intravenoso.

O volume total diluído da solução para perfusão deve ser administrado com um regime de titulação do débito durante aproximadamente 4 horas.

O débito de perfusão deve ser o seguinte:

Perfusão de 2,5% do volume total na primeira hora, seguido pelo restante ao longo das três horas subsequentes. Deverá ter-se em consideração qualquer espaço morto nas linhas para garantir que 2,5% do volume de perfusão total é administrado ao doente durante a primeira hora de perfusão. O débito mais baixo administrado a um doente no programa de desenvolvimento clínico foi de 0,5 ml/hora durante os primeiros 30 minutos de perfusão, seguido de 1 ml/hora nos 30 minutos seguintes, igualando 0,75 ml como o volume total mais baixo perfundido durante a primeira hora.

Não irrigue a linha que contém Vestronidase Alfa (substância ativa) para evitar um bolus rápido de enzima perfundida. Devido ao baixo débito de perfusão, pode ser adicionada uma solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) suplementar através de uma linha separada (piggy-back ou tubo em Y) para manter um fluxo intravenoso suficiente. Após a primeira hora, o débito pode ser aumentado para perfundir a solução para perfusão restante ao longo de 3 horas, conforme tolerado.

O débito de perfusão pode ser diminuído, temporariamente interrompido ou descontinuado em caso de reações de hipersensibilidade.

Não proceda à perfusão de Vestronidase Alfa (substância ativa) combinada com outros medicamentos na tubagem de perfusão. A compatibilidade com outros medicamentos não foi avaliada.

Fonte: conteúdo extraído da Agência Europeia de Medicamentos e não representa as informações da Anvisa. Clique aqui para ler o conteúdo completo.

Precauções

Os efeitos do tratamento com Vestronidase Alfa (substância ativa) devem ser avaliados periodicamente e a descontinuação do tratamento deve ser considerada em casos em que não se observem benefícios evidentes (incluindo a estabilização das manifestações da doença).

Como as lesões nos órgãos terminais progridem ao longo do tempo, é mais difícil para o tratamento reverter as lesões ou mostrar melhorias. O médico responsável pelo tratamento deve ter em consideração que a administração de Vestronidase Alfa (substância ativa) não afeta as complicações irreversíveis (p. ex., deformidades do esqueleto).

Não se prevê que a Vestronidase Alfa (substância ativa), na exposição observada em humanos, atravesse a barreira hematoencefálica, pelo que não é provável que tenha impacto nas manifestações neurológicas da doença.

Reações de hipersensibilidade incluindo anafilaxia

Foram notificadas reações de hipersensibilidade graves, incluindo anafilaxia, com a Vestronidase Alfa (substância ativa), pelo que deve estar prontamente disponível suporte médico apropriado aquando da administração de Vestronidase Alfa (substância ativa).

A perfusão deve ser evitada se o doente tiver uma doença respiratória ou febril aguda.

Recomenda-se a administração de pré-medicação com anti-histamínicos sem ação sedativa, com ou sem antipiréticos, 30–60 minutos antes do início da perfusão.

É importante administrar a Vestronidase Alfa (substância ativa) seguindo o plano de débito de perfusão recomendado.

Se ocorrerem reações de hipersensibilidade graves, deve suspender imediatamente a perfusão de Vestronidase Alfa (substância ativa) e iniciar tratamento apropriado. O tratamento das reações de hipersensibilidade deve basear-se na gravidade da reação e inclui interrupção temporária ou descontinuação da perfusão e/ou administração de anti-histamínicos, antipiréticos e/ou corticosteroides adicionais para reações ligeiras a moderadas. Considere a administração rápida de solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) para tensão arterial baixa e de oxigénio para hipoxia. Os doentes devem ser observados durante um mínimo de 60 minutos após concluída a perfusão de Vestronidase Alfa (substância ativa).

Os doentes devem ser informados dos sinais e sintomas das reações de hipersensibilidade e instruídos a consultar imediatamente um médico em caso de ocorrência de tais sinais e sintomas. Os riscos e os benefícios da readministração de Vestronidase Alfa (substância ativa) devem ser tidos em conta após uma reação de hipersensibilidade grave.

Compressão da medula espinal/cervical

A compressão da medula espinal ou cervical é uma complicação conhecida e grave da MPS VII. Durante a terapêutica de substituição enzimática, podem ocorrer lesões na medula espinal devido à mobilidade aumentada do pescoço e da coluna vertebral. Os doentes com MPS VII medicados com Vestronidase Alfa (substância ativa) devem ser monitorizados quanto a sinais e sintomas de compressão da medula espinal ou de instabilidade do pescoço, incluindo dor cervical ou dorsalgia, fraqueza dos membros, alteração dos reflexos ou incontinência urinária e fecal. Deve procurar-se imediatamente tratamento clínico apropriado.

Dieta com baixo teor de sódio

Este medicamento contém 17,8 mg de sódio por frasco e é administrado numa solução de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) para perfusão. Para cada frasco de dose, incluindo o volume de diluente correspondente, a ingestão de sódio é de 35,5 mg. Esta quantidade é equivalente a 1,8% da ingestão diária máxima de sódio (2 g) recomendada pela OMS. O Vestronidase Alfa (substância ativa) é considerado como tendo um alto teor de sódio. Este aspeto deverá ser considerado durante a diluição do medicamento em doentes que se encontram numa dieta com baixo teor de sódio ou em doentes com insuficiência cardíaca congestiva que necessitam de restringir a ingestão de sódio e de água total.

Gravidez

Não existem quaisquer dados sobre a utilização de Vestronidase Alfa (substância ativa) em mulheres grávidas. Em estudos realizados em animais com Vestronidase Alfa (substância ativa) não foram observados efeitos nocivos diretos ou indiretos no que respeita à gravidez ou ao desenvolvimento embriofetal. Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de Vestronidase Alfa (substância ativa) durante a gravidez, exceto se os potenciais benefícios para a mãe superarem os riscos teóricos para o feto.

Amamentação

Não existem quaisquer dados de estudos em mulheres que amamentam. Não se conhece se a Vestronidase Alfa (substância ativa) é excretada no leite humano, mas não se prevê exposição sistémica através do leite materno. Devido à falta de dados em humanos, deve-se administrar a Vestronidase Alfa (substância ativa) a uma mulher que esteja a amamentar apenas se os potenciais benefícios da Vestronidase Alfa (substância ativa) para a mãe e os benefícios da amamentação do bebé superarem os potenciais riscos teóricos para o bebé.

Fertilidade

Não se encontram disponíveis dados em humanos sobre o efeito da Vestronidase Alfa (substância ativa) na fertilidade. Em estudos realizados em animais com a Vestronidase Alfa (substância ativa) não foi observado qualquer impacto na fertilidade masculina ou feminina.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos do Vestronidase Alfa (substância ativa) sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.

Fonte: conteúdo extraído da Agência Europeia de Medicamentos e não representa as informações da Anvisa. Clique aqui para ler o conteúdo completo.

Reações Adversas

Resumo do perfil de segurança

A avaliação das reações adversas baseou-se na exposição de 23 doentes dos 5 meses aos 25 anos de idade, em 4 ensaios clínicos, que receberam Vestronidase Alfa (substância ativa) em doses de até 4 mg/kg uma vez a cada duas semanas durante 132 semanas. Dezanove dos doentes tinham menos de 18 anos de idade.

As reações adversas mais frequentes observadas nestes 4 ensaios clínicos em 23 doentes tratados com Vestronidase Alfa (substância ativa) foram reações anafilatoides (13%), urticária (13%), tumefação do local de perfusão* (13%), extravasamento no local de perfusão (8,7%), prurido (8,7%), diarreia (8,7%) e erupção cutânea (8,7%). A maioria das reações adversas foi de gravidade ligeira a moderada. Foi observada uma única reação adversa de convulsão febril num doente (4,3%), que recuperou sem sequelas.

Lista tabulada das reações adversas

A Tabela 1 enumera as reações adversas notificadas em 4 ensaios clínicos em 23 doentes tratados com Vestronidase Alfa (substância ativa).

As reações adversas são apresentadas por classes de sistemas de órgãos e por frequência. As frequências são definidas como muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1000 a < 1/100), raras (≥ 1/10.000 a < 1/1000) e muito raras (< 1/10.000).

Tabela 1 Reações adversas notificadas em doentes tratados com Vestronidase Alfa (substância ativa)

Classes de sistemas de órgãos segundo a base de dados MedDRA

Termo preferido MedDRA

Frequência

Doenças do sistema imunitário

Reação anafilatoide

Muito frequentes

Doenças do sistema nervoso

Convulsão febril*

Frequentes

Doenças gastrointestinais

Diarreia

Frequentes

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Urticária

Muito frequentes

Erupção cutânea

Frequentes

Prurido

Perturbações gerais e reações no local de administração

Tumefação do local de perfusão**

Muito frequentes

Extravasamento no local de perfusão

Frequentes

*Consultar a descrição de reações adversas selecionadas para obter mais pormenores sobre a convulsão febril em 1 dos 23 doentes do ensaio. **Uma reação adversa de tumefação periférica está incluída no âmbito da frequência de tumefação do local de perfusão dado que o acontecimento é classificado como problema do cateter intravenoso.

Descrição de reações adversas selecionadas

Convulsão febril

Um doente que estava a receber uma dose de 4 mg/kg de Vestronidase Alfa (substância ativa) sofreu uma convulsão febril durante o tratamento na semana 66, 3 dias após ter recebido a vacina contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa. A perfusão foi interrompida, o doente recebeu anticonvulsivantes, antipiréticos e antibióticos, tendo-se resolvido a convulsão febril. Posteriormente, o doente foi novamente tratado sem recorrência e continuou o tratamento com Vestronidase Alfa (substância ativa). Este acontecimento foi determinado como estando possivelmente relacionado com a Vestronidase Alfa (substância ativa) devido à associação temporal com a perfusão.

Imunogenicidade

Dezasseis dos 23 doentes (70%) que participaram em 4 ensaios clínicos desenvolveram anticorpos (ADA) anti-beta-glucuronidase recombinante humana (rhGUS), tendo nove desses doentes desenvolvido ainda anticorpos neutralizantes (NAb) em, pelo menos, uma ocasião, mas não foi consistente ao longo do tempo. Não existe uma correlação definitiva entre o título de anticorpos e o desenvolvimento de anticorpos neutralizantes. Na maioria dos doentes, foi sugerido um padrão de imunogenicidade atenuada com a exposição crónica através do declínio dos títulos de anticorpos ao longo do tempo com tratamento contínuo. A presença de ADA (não-NAb e NAb) não parece afetar a redução do marcador farmacodinâmico, glicosaminoglicanos (GAG) urinários.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

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