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Velpatasvir + Sofosbuvir - Bula

Para que serve

Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) é indicado para o tratamento da infeção crónica pelo vírus da hepatite C (VHC) em adultos.

Contraindicação

Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos excipientes.

Utilização com indutores potentes da P-gp e do CYP

Medicamentos que são indutores potentes da glicoproteína P (P-gp) ou indutores potentes do citocromo P450 (CYP) (rifampicina, rifabutina, hipericão [Hypericum perforatum], carbamazepina, fenobarbital e fenitoína).

A coadministração irá diminuir significativamente as concentrações plasmáticas de sofosbuvir ou velpatasvir podendo resultar na perda de eficácia de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa).

Como usar

O tratamento com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) deve ser iniciado e monitorizado por um médico com experiência no tratamento de doentes com infeção por VHC.

Os doentes devem ser instruídos a engolir o comprimido inteiro com ou sem alimentos. Devido ao sabor amargo, recomenda-se que o comprimido revestido por película não seja mastigado ou esmagado.

Via oral.

Posologia do Velpatasvir + Sofosbuvir

A dose recomendada de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) é de um comprimido, tomado por via oral, uma vez por dia, com ou sem alimentos.

Tabela 1: Tratamento recomendado e duração para todos os genótipos do VHC

População de doentesa

Tratamento e duração

Doentes sem cirrose e doentes com cirrose compensada

Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) durante 12 semanas - Poderá considerar-se a adição de ribavirina em doentes infetados com genótipo 3 com cirrose compensada 

Doentes com cirrose descompensada

Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) + ribavirina durante 12 semanas

a Inclui doentes coinfetados pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) e doentes com VHC recorrente pós-transplante hepático.

Quando utilizado em associação com a ribavirina, consulte também o Resumo das Características do Medicamento da ribavirina.

É recomendada a seguinte posologia nos casos em que a ribavirina é repartida em duas doses diárias e administrada com alimentos:

Tabela 2: Orientações relativas à posologia de ribavirina quando administrada com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) em doentes com cirrose descompensada

Doente

Dose de ribavirina

Cirrose de Classe B de Child-PughTurcotte (CPT) pré-transplante

1.000 mg por dia em doentes com um peso < 75 kg e 1.200 mg em doentes com um peso ≥ 75 kg

Cirrose de Classe C de CPT pré-transplante

Dose inicial de 600 mg, que pode ser aumentada gradualmente até um máximo de 1.000/1.200 mg (1.000 mg em doentes com um peso < 75 kg e 1.200 mg em doentes com um peso ≥ 75 kg), se for bem tolerada. Se a dose inicial não for bem tolerada, a dose deverá ser diminuída conforme clinicamente indicado com base nos níveis da hemoglobina

Classe B ou C de CPT pós-transplante

Se a ribavirina for utilizada em doentes infetados com genótipo 3 com cirrose compensada (pré- ou pós-transplante) a dose de ribavirina recomendada é de 1.000/1.200 mg (1.000 mg em doentes com um peso < 75 kg e 1.200 mg em doentes com um peso ≥ 75 kg). Para modificação da dose de ribavirina, consulte o Resumo das Características do Medicamento da ribavirina. Os doentes devem ser informados de que se ocorrerem vómitos no período de 3 horas após a administração da dose, devem tomar um comprimido de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) adicional. Se ocorrerem vómitos mais de 3 horas após a administração da dose de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa), não é necessária uma dose adicional.

Se houver omissão de uma dose de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) e isto acontecer no período de 18 horas após a hora normal, os doentes devem ser instruídos a tomar o comprimido assim que possível e a tomar a dose seguinte à hora habitual. Se isto acontecer após 18 horas, então os doentes devem ser instruídos a esperar e tomar a dose seguinte de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) à hora habitual. Os doentes devem ser instruídos a não tomar uma dose de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) a dobrar.

Doentes que não responderam previamente ao tratamento com um regime contendo um inibidor da NS5A

Pode ser considerado o tratamento com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) + ribavirina durante 24 semanas.

Idosos

Não se justifica ajuste posológico em doentes idosos.

Compromisso renal

Não é necessário um ajuste posológico de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) em doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado. A segurança e eficácia de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) não foram avaliadas em doentes com compromisso renal grave (taxa de filtração glomerular estimada [TFGe] < 30 ml/min/1,73 m2) ou com doença renal terminal (DRT) necessitando de hemodiálise.

Compromisso hepático

Não é necessário ajuste posológico de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) em doentes com compromisso hepático ligeiro, moderado ou grave (Classe A, B ou C de CPT). A segurança e eficácia de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) foram avaliadas em doentes com cirrose de Classe B de CPT, mas não foram avaliadas em doentes com cirrose de Classe C de CPT.

População pediátrica

A segurança e eficácia de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade não foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Precauções

Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) não deve ser administrado concomitantemente com outros medicamentos contendo sofosbuvir.

Bradicardia grave e bloqueio cardíaco

Têm sido observados casos de bradicardia grave e bloqueio cardíaco quando sofosbuvir, utilizado em associação com outro antivírico de ação direta (AAD), é utilizado com amiodarona concomitantemente, com ou sem outros medicamentos que diminuem a frequência cardíaca. O mecanismo não foi estabelecido. A utilização concomitante da amiodarona foi limitada através do desenvolvimento clínico de sofosbuvir em associação com AAD. Os casos são potencialmente fatais. Por conseguinte, a amiodarona só deve ser utilizada em doentes a tomarem Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) quando outros tratamentos antiarrítmicos alternativos não são tolerados ou são contraindicados. No caso de a utilização concomitante da amiodarona ser considerada necessária, recomenda-se que os doentes sejam atentamente monitorizados quando iniciarem a toma de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa). Os doentes identificados como estando em situação de alto risco de bradiarritmia devem ser continuamente monitorizados durante 48 horas num contexto clínico adequado.

Devido à longa semivida da amiodarona, deve proceder-se também a uma monitorização adequada no caso dos doentes que suspenderam a toma da amiodarona nos últimos meses e que irão iniciar a toma de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa). Todos os doentes que recebem Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) em associação com a amiodarona, com ou sem outros medicamentos que diminuem a frequência cardíaca, devem ser igualmente alertados para os sintomas de bradicardia e bloqueio cardíaco e informados da necessidade de contactarem urgentemente um médico caso verifiquem algum desses sintomas.

Doentes que não responderam previamente ao tratamento com um regime contendo um inibidor da NS5A

Não existem dados clínicos para apoiar a eficácia de sofosbuvir/velpatasvir no tratamento de doentes que não responderam a um regime com outro inibidor da NS5A. Contudo, com base em variantes associadas à resistência (VARs) da NS5A tipicamente observadas em doentes que não responderam ao tratamento com outros regimes com inibidores da NS5A, a farmacologia in vitro de velpatasvir e os resultados do tratamento com sofosbuvir/velpatasvir em doentes sem exposição prévia a inibidores da NS5A que apresentaram VARs da NS5A no início dos estudos ASTRAL, o tratamento com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) + RBV durante 24 semanas pode ser considerado em doentes com falência ao tratamento num regime com NS5A e que sejam considerados em risco elevado de progressão clínica da doença e que não tenham opções de tratamento alternativas.

Compromisso renal

Não é necessário um ajuste posológico de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) em doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado. A segurança de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) não foi avaliada em doentes com compromisso renal grave (taxa de filtração glomerular estimada [TFGe] < 30 ml/min/1,73 m2) ou com doença renal terminal (DRT) necessitando de hemodiálise. Quando Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) é utilizado em associação com a ribavirina consulte também o Resumo das Características do Medicamento da ribavirina no caso de doentes com depuração da creatinina < 50 ml/min.

Utilização com indutores moderados da P-gp ou do CYP

Os medicamentos que são indutores moderados da P-gp ou indutores moderados do CYP (p. ex., oxcarbazepina, modafinil ou efavirenz) podem diminuir as concentrações plasmáticas do sofosbuvir ou velpatasvir, levando à redução do efeito terapêutico de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa). A coadministração destes medicamentos com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) não é recomendada.

Utilização com certos regimes antirretrovirais contra o VIH

Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) demonstrou aumentar a exposição ao tenofovir, especialmente quando utilizado juntamente com um regime contra o VIH contendo tenofovir disoproxil fumarato e um potenciador farmacocinético (ritonavir ou cobicistate). A segurança do tenofovir disoproxil fumarato no contexto terapêutico de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) e de um potenciador farmacocinético não foi estabelecida. Os riscos e benefícios potenciais associados à coadministração de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) com o comprimido de associação de dose fixa contendo elvitegravir/cobicistate/emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato ou com tenofovir disoproxil fumarato administrados juntamente com um inibidor da protease do VIH potenciado (p. ex., atazanavir ou darunavir) devem ser considerados, especialmente em doentes com um maior risco de disfunção renal.

Os doentes medicados com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) concomitantemente com elvitegravir/cobicistate/emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato ou com tenofovir disoproxil fumarato e um inibidor da protease do VIH potenciado devem ser monitorizados para deteção de reações adversas associadas ao tenofovir. Consulte o Resumo das Características do Medicamento de tenofovir disoproxil fumarato, de emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato ou de elvitegravir/cobicistate/emtricitabina/tenofovir disoproxil fumarato para recomendações sobre monitorização renal.

Coinfeção por VHC/VHB (vírus da hepatite B)

Foram notificados casos de reativação do vírus da hepatite B (VHB), alguns deles fatais, durante ou após o tratamento com medicamentos antivirais de ação direta. Antes do início do tratamento, deve ser efetuada a pesquisa do VHB em todos os doentes. Os doentes coinfetados por VHB/VHC estão em risco de reativação do VHB e, por conseguinte, devem ser monitorizados e controlados de acordo com as orientações clínicas atuais.

Cirrose de Classe C de CPT

A segurança e eficácia de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) não foram avaliadas em doentes com cirrose de Classe C de CPT.

Doentes com transplante hepático

A segurança e eficácia de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) no tratamento da infeção por VHC em doentes pós-transplante hepático não foram avaliadas. O tratamento com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) de acordo com a posologia recomendada deve ser orientado por uma avaliação dos potenciais benefícios e riscos para o doente individual.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de sofosbuvir, velpatasvir ou Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) em mulheres grávidas é limitada (menos de 300 gravidezes expostas) ou inexistente.

Sofosbuvir

Os estudos em animais não indicam efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita à toxicidade reprodutiva.

Não foi possível estimar na totalidade as margens de exposição atingidas com o sofosbuvir no rato em relação à exposição humana com a dose clínica recomendada.

Velpatasvir

Os estudos em animais demonstraram uma possível ligação a toxicidade reprodutiva.

Como medida de precaução, não é recomendada a utilização de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) durante a gravidez.

Amamentação

Desconhece-se se o sofosbuvir, os metabolitos de sofosbuvir ou o velpatasvir são excretados no leite humano. Os dados farmacocinéticos disponíveis em animais mostraram excreção de velpatasvir e de metabolitos de sofosbuvir no leite. Não pode ser excluído qualquer risco para os recém-nascidos/lactentes. Por conseguinte, Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) não deve ser utilizado durante a amamentação.

Fertilidade

Não estão disponíveis dados no ser humano sobre o efeito de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) na fertilidade. Os estudos em animais não indicam efeitos nefastos de sofosbuvir ou velpatasvir na fertilidade. Se a ribavirina for coadministrada com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa), consulte o Resumo das Características do Medicamento da ribavirina para recomendações detalhadas relativamente a gravidez, contraceção e amamentação.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.

Reações Adversas

Resumo do perfil de segurança

A avaliação da segurança de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) baseou-se em dados agrupados de um estudo clínico de Fase 3 de doentes com infeção pelo VHC de genótipo 1, 2, 3, 4, 5 ou 6 (com ou sem cirrose compensada) incluindo 1035 doentes que receberam Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) durante 12 semanas. A proporção de doentes que descontinuou permanentemente o tratamento devido a acontecimentos adversos foi de 0,2% e a proporção de doentes que manifestaram acontecimentos adversos graves foi de 3,2% nos doentes que receberam Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) durante 12 semanas. Nos estudos clínicos, cefaleia, fadiga e náuseas foram as reações adversas decorrentes do tratamento mais frequentes (incidência ≥ 10%) notificadas em doentes tratados com 12 semanas de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa). Estas e outras reações adversas foram notificadas com uma frequência semelhante em doentes tratados com placebo, comparativamente a doentes tratados com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa).

Doentes com cirrose descompensada

O perfil de segurança de Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) foi avaliado num estudo aberto no qual doentes com cirrose de Classe B de CPT receberam Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) durante 12 semanas (n = 90), Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) + RBV durante 12 semanas (n = 87) ou Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) durante 24 semanas (n = 90). Os acontecimentos adversos observados foram consistentes com os previstos como sequelas clínicas da doença hepática descompensada ou com o perfil de toxicidade conhecido da ribavirina para doentes tratados com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) em associação com ribavirina.

Entre os 87 doentes que foram tratados com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) + RBV durante 12 semanas, durante o tratamento, ocorreram diminuições da hemoglobina para menos de 10 g/dl e 8,5 g/dl em, respetivamente, 23% e 7% dos doentes. A ribavirina foi descontinuada em 15% dos doentes tratados com Velpatasvir + Sofosbuvir (substância ativa) + RBV durante 12 semanas devido a acontecimentos adversos.

Descrição das reações adversas selecionadas

Arritmias cardíacas

Têm sido observados casos de bradicardia grave e bloqueio cardíaco quando sofosbuvir utilizado em associação com outro antivírico de ação direta é utilizado concomitantemente com amiodarona e/ou outros medicamentos que diminuem a frequência cardíaca.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação.

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