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Temozolomida - Bula

Para que serve

A temozolomida (substância ativa) é indicada no tratamento de pacientes com:

Glioblastoma multiforme recém-diagnosticado concomitantemente à radioterapia e em adjuvância posterior. Glioma maligno, tal como glioblastoma multiforme ou astrocitoma anaplásico, recidivante ou progressivo após terapia padrão.

A temozolomida (substância ativa) também é indicada no tratamento de pacientes com melanoma maligno metastático em estágio avançado. 

O número necessário para tratar (NNT) para a temozolomida (substância ativa) é de 25 em 6 meses, 6,7 em 12 meses, 5,3 em 18 meses e 5,9 em 24 meses. A redução de risco absoluto (RRA) para sobrevivência, comparando a temozolomida (substância ativa) vs não usar quimioterapia foi de 1,05 (95% IC 0,98-1,03) em 6 meses, 1,32 (95% IC 1,15, 1.53) em 12 meses, 1,98 (95% IC 1,53, 2,56) em 18 meses. E 2,84 (95% IC 1,93, 4,17) em 24 meses.

Contraindicação

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com histórico de hipersensibilidade a seus componentes, bem como a pacientes com histórico de hipersensibilidade à dacarbazina (DTIC), uma vez que ambas as drogas são metabolizadas em MTIC.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres grávidas e lactantes.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.​

Como usar

A temozolomida (substância ativa) deve ser prescrita por médicos com experiência no tratamento oncológico de tumores cerebrais.

Pacientes adultos com glioblastoma multiforme recém-diagnosticado

temozolomida (substância ativa) é administrada em combinação com radioterapia focal (fase concomitante) seguida por até 6 ciclos de temozolomida (substância ativa) em monoterapia. A dose mínima diária é de 75 mg/m2 e a dose máxima pode chegar a 200 mg/m2 de superfície corporal.

Fase concomitante:

Para o tratamento de glioblastoma multiforme recém-diagnosticado, temozolomida (substância ativa) deve ser administrado por via oral na dose de 75 mg/m2 ao dia por 6 semanas (42 dias), concomitantemente à radioterapia (60 Gy administrados em 30 frações) seguida de administração adjuvante de temozolomida (substância ativa) por 6 ciclos.

Não é recomendada a redução da dose; entretanto, uma interrupção na administração poderá ocorrer baseando-se na tolerabilidade do paciente.

O tratamento concomitante com temozolomida (substância ativa) poderá ser continuado durante os 42 dias até 49 dias, caso todas as seguintes condições sejam preenchidas: contagem absoluta de neutrófilos ≥ 1,5 x 109/L  contagem de plaquetas ≥ 100 x 109/L; toxicidade não-hematológica pelos Critérios Comuns de Toxicidade [CTC] ≤ Grau 1 (exceto para alopecia, náusea e vômitos).

Durante o tratamento, um hemograma completo deverá ser realizado semanalmente.

O tratamento com temozolomida (substância ativa) deverá ser interrompido ou descontinuado durante a Fase Concomitante de acordo com os critérios de toxicidade hematológicos e não-hematológicos descritos na Tabela 1.

Tabela 1: Interrupção ou descontinuação da administração de temozolomida (substância ativa) durante tratamento concomitante de temozolomida (substância ativa) com radioterapia

Toxicidade Interrupção da temozolomida (substância ativa)(a) Descontinuação da temozolomida (substância ativa)
Contagem absoluta de neutrófilos ≥ 0,5 e < 1,5 x 109/L < 0,5 x 109/L
Contagem de plaquetas ≥ 10e<100x109/L <10x109/L
Toxicidade não-hematológica CTC (exceto para alopecia, náusea e vômito) Grau 2 CTC Grau 3 e 4 CTC

(a) O tratamento concomitante com temozolomida (substância ativa) poderá ser continuado quando todas as seguintes condições forem preenchidas: contagem absoluta de neutrófilos ≥ 1,5 x 109/L e contagem de plaquetas ≥ 100 x 109/L, toxicidade não-hematológica pelos Critérios Comuns de Toxicidade (CTC) ≤ Grau 1 (exceto para alopecia, náusea e vômitos). CTC = Critério de Toxicidade Comum.

Fase adjuvante

Quatro semanas após completar a Fase temozolomida (substância ativa) + radioterapia, temozolomida (substância ativa) deve ser administrado por 6 ciclos adicionais em tratamento adjuvante. A dosagem no Ciclo 1 (adjuvante) é de 150 mg/m2 uma vez ao dia por 5 dias, seguidos por 23 dias sem tratamento. No início do Ciclo 2 a dose deve ser aumentada para 200 mg/m2, se toxicidade não-hematológica pelos Critérios Comuns de Toxicidade para o Ciclo 1 for Grau ≤ 2 (exceto para alopecia, náusea e vômito), contagem absoluta de neutrófilos (CAN) for ≥ 1,5 X 109/L e contagem de plaquetas for ≥ 100 X 109/L. Se a dose não for aumentada no Ciclo2 2, o aumento poderá ser realizado nos ciclos subsequentes. A dose permanece em 200 mg/m por dia nos primeiros 5 dias de cada ciclo subsequente, exceto se ocorrer toxicidade. Redução da dose durante a fase adjuvante poderá ser adotada conforme as Tabelas 2 e 3. Durante o tratamento, um hemograma completo deverá ser realizado no dia 22 (21 dias após a primeira dose de temozolomida (substância ativa)). A dose de temozolomida (substância ativa) poderá ser reduzida ou descontinuada conforme a Tabela 3.

Tabela 2: Níveis de dosagem de temozolomida (substância ativa) para o tratamento adjuvante

Nível da dose Dose (mg/m2/dia) Comentário
-1 100 Redução para toxicidade prévia
0 150 Dose durante o Ciclo 1
1 200 Dose durante os Ciclos 2-6 na ausência de toxicidade

Tabela 3: Redução ou descontinuação da dose de temozolomida (substância ativa) durante o tratamento adjuvante

Toxicidade Redução de temozolomida (substância ativa) por 1 nível de dose(a) Descontinuar temozolomida (substância ativa)
Contagem absoluta de neutrófilos < 1 x 109/L (b)
Contagem de plaquetas < 50 x 109/L (b)
Toxicidade não-hematológica CTC (exceto para alopecia, náusea e vômito) Grau 3 CTC Grau 4 CTC(b)

(a) Os níveis da dose de temozolomida (substância ativa) estão listados na Tabela 2. (b) temozolomida (substância ativa) deverá ser descontinuado, se for necessária a redução da dose para < 100 mg/m2 ou caso ocorra toxicidade não-hematológica Grau 3 (exceto alopecia, náusea e vômito) após a redução da dose. CTC = Critério de Toxicidade Comum.

Pacientes adultos com glioma maligno recorrente ou progressivo ou melanoma maligno:

Em pacientes não tratados anteriormente com quimioterapia, temozolomida (substância ativa) deve ser administrado na dose de 200 mg/m2, uma vez ao dia, durante 5 dias, em ciclos de 28 dias. Para os pacientes anteriormente tratados com quimioterapia, a dose inicial é de 150 mg/m2 uma vez ao dia, que é aumentada no segundo ciclo para 200 mg/m2 diariamente, contanto que a contagem absoluta de neutrófilos (CAN) seja ≥ 1,5 x 109/L e de plaquetas ≥ 100 x 109/L no dia 1 do ciclo seguinte. A modificação de dose para temozolomida (substância ativa) deverá ser baseada na toxicidade conforme o nível mais baixo de CAN ou da contagem de plaquetas.

Pacientes pediátricos com glioma recorrente ou progressivo

Em pacientes com idade ≥ 3 anos, temozolomida (substância ativa) deve ser administrado na dose de 200 mg/m, uma vez ao dia, durante 5 dias, em ciclos de 28 dias. Os pacientes pediátricos anteriormente tratados com quimioterapia devem receber uma dose inicial de 150 mg/m2, uma vez por dia, durante 5 dias, aumentando até 200 mg/m2, uma vez ao dia, nos 5 dias no ciclo seguinte, se não for observada toxicidade hematológica.

As cápsulas de temozolomida (substância ativa) podem ser ingeridas independentemente da alimentação; entretanto, a administração uma hora antes da refeição pode auxiliar na redução de náuseas. Um antiemético pode ser administrado antes ou depois de temozolomida (substância ativa).

Duração do tratamento

O tratamento pode continuar até que ocorra progressão da doença por, no máximo, 2 anos.

Conduta em caso de esquecimento

O paciente deve ser instruído a dose esquecida assim que se lembrar, durante o mesmo dia, não devendo tomar dose dupla em um mesmo dia.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Se ocorrer vômito após a dose administrada, não se deve administrar uma segunda dose no mesmo dia.

Precauções

Pacientes que foram tratados em um estudo piloto com tratamento prolongado de 42 dias com temozolomida (substância ativa) administrado concomitante à radioterapia apresentaram um risco particular de desenvolvimento de pneumonia por Pneumocystis carinii. Assim, é necessária profilaxia contra pneumonia por Pneumocystis carinii para todos os pacientes recebendo tratamento prolongado de 42 dias de temozolomida (substância ativa)concomitante à radioterapia (em um período máximo de 49 dias). Quando a temozolomida (substância ativa) é administrada sob um regime de doses mais prolongado há uma grande possibilidade de desenvolvimento de pneumonia por Pneumocystis carinii.

Adicionalmente, todos os pacientes recebendo temozolomida (substância ativa), particularmente aqueles recebendo esteróides, devem ser cuidadosamente observados quanto à possibilidade de desenvolvimento de pneumonia por Pneumocystis carinii.

Terapia antiemética

Náusea e vômito são muito comumente associados com temozolomida (substância ativa) e, portanto, alguns procedimentos são adotados:

Pacientes com glioblastoma multiforme recém-diagnosticado:

É recomendada profilaxia antiemética antes da dose inicial de temozolomida (substância ativa) na fase concomitante; A profilaxia antiemética é fortemente recomendável durante a fase adjuvante. Pacientes com glioma recorrente ou progressivo: Pacientes que apresentam vômitos graves (Grau 3 ou 4) podem necessitar de terapia antiemética antes de iniciar os ciclos de tratamento.

Parâmetros laboratoriais para a modificação da dose nos casos de glioma maligno progressivo ou recorrente, ou melanoma maligno

Pacientes tratados com temozolomida (substância ativa) podem ter mielossupressão, incluindo pancitopenia prolongada, que pode resultar em anemia aplástica, que em alguns casos resultou em desfecho fatal. Em alguns casos, a exposição a medicamentos concomitantes associados com anemia aplástica, incluindo carbamazepina, fenitoína e sulfametazol/trimetoprima, complica a avaliação.

Antes da administração, devem-se satisfazer aos seguintes parâmetros laboratoriais: contagem absoluta de neutrófilos (CAN) ≥ 1,5 x 109 /L e plaquetas ≥ 100 x 109 /L. Deve-se realizar hemograma completo no dia 22 (21 dias depois da administração da primeira dose) ou dentro de 48 horas deste dia e semanalmente, até se obter uma CAN que tenha ultrapassado 1,5 x 109 /L e contagem de plaquetas que exceda 100 x 109 /L. Se o valor da CAN cair para menos de 1,0 x 109 /L ou a contagem de plaquetas for < 50 x 109 /L durante qualquer ciclo, o nível posológico deverá ser reduzido em 50 mg/m2 no ciclo seguinte. A menor dose recomendada é de 100 mg/m2.

Advertências para Populações Especiais

Efeito da função renal

A função renal determinada pela estimativa de creatinina depurada não afeta a depuração de temozolomida (substância ativa).

Efeito da função hepática

Não foram observadas diferenças quando a curva de depuração de temozolomida (substância ativa) foi comparada a de parâmetros individuais da função hepática. Isto inclui albumina sérica e proteína total, bem como indicadores de doenças hepatocelulares como fosfatase alcalina, ALAT, AST, e bilirrubina.

A farmacocinética da temozolomida (substância ativa) em pacientes com doença hepática leve a moderada (classificação 1 e 2 de Child-Pugh) foi similar à observada em pacientes sem doença hepática. A farmacocinética não foi bem definida em pacientes com insuficiência hepática grave. Com base na farmacocinética da temozolomida (substância ativa), não são necessárias reduções de dose em paciente com insuficiência hepática leve a moderada.

Foi reportado muito raramente dano hepático, incluindo insuficiência hepática fatal, em pacientes tratados com temozolomida (substância ativa). Devem ser realizados testes de função hepática basal antes do início do tratamento. Em caso de anormalidade, os médicos deverão avaliar o benefício/risco antes do início do tratamento com temozolomida (substância ativa), incluindo o potencial para dano hepático fatal.

Para pacientes em um ciclo de tratamento de 42 dias, testes de função hepática devem ser repetidos na metade do ciclo. Para todos os pacientes, testes de função hepática devem ser realizados após cada ciclo de tratamento. Os médicos deverão avaliar o benefício/risco de continuar o tratamento para pacientes com anormalidades significativas da função hepática. A toxicidade hepática pode ocorrer várias semanas ou mais após o último tratamento com temozolomida (substância ativa).

Além disto, foram reportados casos de hepatite devido a reativação do vírus da hepatite B, em alguns casos resultando em morte. Os pacientes devem ser investigados para a infecção por hepatite B antes do início do tratamento.

Pacientes com evidências anteriores de infecção por hepatite B devem ser monitorados para sinais clínicos e laboratoriais de hepatite ou de reativação de hepatite B durante e por alguns meses após o tratamento comtemozolomida (substância ativa). A terapia deverá ser descontinuada para pacientes com evidências de infecção ativa por hepatite B.

Uso pediátrico

Não se dispõe de experiência clínica com o uso de temozolomida (substância ativa) em crianças menores de 3 anos de idade.

Uso em pacientes idosos

Em estudos clínicos o uso de temozolomida (substância ativa) em pacientes idosos (acima de 70 anos) parece aumentar o risco de neutropenia e trombocitopenia, se comparado com o uso em pacientes jovens.

Uso durante a gravidez e lactação

Categoria D.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Em estudos pré-clínicos com ratas e coelhas que receberam 150 mg/m2, demonstrou-se teratogenicidade e/ou toxicidade fetal. Não foram realizados estudos em mulheres grávidas. temozolomida (substância ativa) somente deve ser usado durante a gravidez caso o benefício justificar o risco potencial ao feto.

É importante aconselhar as mulheres com potencial de gravidez que evitem engravidar enquanto estiverem recebendo temozolomida (substância ativa). Caso o medicamento seja administrado a mulheres grávidas, elas devem ser conscientizadas do risco potencial ao feto. Não se sabe se temozolomida (substância ativa) é excretado no leite humano, razão pela qual se deve decidir sobre a descontinuação do aleitamento ou de temozolomida (substância ativa)em mães que estejam amamentando.

Os efeitos sobre os testículos em ratos e cães sugerem uma forte possibilidade de efeitos adicionais no sistema reprodutivo, incluindo infertilidade nos descendentes, resultando em danos genéticos nas células germinativas (há a possibilidade de uma mutação nas células germinativas que pode ser transmitida à prole). Considerando que estudos de múltiplos ciclos indicaram toxicidade testicular, deve ser utilizada uma contracepção efetiva por homens e mulheres que estejam utilizando temozolomida (substância ativa).

Considerando que a temozolomida (substância ativa) é prontamente convertida em MTIC, seu potencial tumorigênico não é inesperado. Isto é consistente com o que se tem observado com outros agentes alquilantes, incluindo aqueles que produzem MTIC. O potencial carcinogênico geral de temozolomida (substância ativa)em ratos parece ser específico da espécie e não significativamente diferente quando comparado com outras drogas citotóxicas.

A cápsula de temozolomida (substância ativa) não deve ser aberta ou mastigada, devendo ser administrada inteira com um copo de água. Se a cápsula for danificada, o paciente deve ser orientado a evitar o contato do seu conteúdo com a pele ou com as mucosas. Em caso de contato com o pó, as mãos devem ser lavadas.

Reações Adversas

Reações adversas da experiência em estudos clínicos em pacientes tratados com temozolomida (substância ativa) Cápsulas

Pacientes com glioblastoma multiforme recém-diagnosticado:

A Tabela 4 apresenta os eventos adversos que surgiram durante o tratamento (causalidade não determinada durante os ensaios clínicos) em pacientes com glioblastoma multiforme recém-diagnosticado durante as fases de tratamento concomitante e adjuvante.

Tabela 4: temozolomida (substância ativa) e radioterapia: Eventos que surgiram durante o tratamento nas fases concomitante e adjuvante de tratamento

Muito comum (≥ 1/10); Comum (> 1/100, < 1/10); Incomum (> 1/1000, < 1/100).

Sistema Corporal

Fase concomitante (temozolomida (substância ativa)+ Radioterapia) n = 288 *

Fase adjuvante n = 224

Infecções e infestações

Comum:

Candidíase oral, herpes simples, infecção, faringite, feridas infectadas

Candidíase oral, infecção

Incomum:

 

Herpes simples ou zóster, sintomas gripais

Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático

Comum:

Leucopenia, linfopenia, neutropenia, trombocitopenia

Anemia, neutropenia febril, leucopenia, trombocitopenia

Incomum:

Anemia, neutropenia febril

Linfopenia, petéquias

Distúrbios endócrinos

Incomum:

Síndrome de Cushing

Síndrome de Cushing

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Muito comum:

Anorexia

Anorexia

Comum:

Hiperglicemia, perda de peso

Perda de peso

Incomum:

Hipocalemia, aumento da fosfatase alcalina, aumento do peso

Hiperglicemia, aumento do peso

Distúrbios psiquiátricos

Comum:

Ansiedade, labilidade emocional, insônia

Ansiedade, depressão, labilidade emocional, insônia

Incomum:

Agitação, apatia, alterações comportamentais, depressão, alucinação

Alucinação, amnésia

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum:

Cefaleia

Cefaleia, convulsão

Comum:

Tontura, afasia, alteração no equilíbrio, dificuldade de concentração, confusão, perda da consciência, convulsão, dificuldade de memorização, neuropatia, parestesia, sonolência, distúrbios da fala, tremores

Tontura, afasia, alteração no equilíbrio, dificuldade de concentração, confusão, disfagia, hemiparesia, dificuldade de memorização, distúrbios neurológicos, neuropatia, neuropatia periférica, parestesia, sonolência, distúrbios da fala, tremores

Incomum:

Ataxia, dificuldade de cognição, disfagia, distúrbios extrapiramidais, marcha anormal, hemiparesia, hiperestesia, hipoestesia, desordens neurológicas, neuropatia periférica, epilepsia

Ataxia, coordenação anormal, marcha anormal, hemiplegia, hiperestesia, distúrbio sensorial

Distúrbios oftálmicos

Comum:

Visão turva

Visão turva, diplopia, defeito do campo visual

Incomum:

Dor ocular, hemiopia, distúrbio visual, redução na acuidade visual, defeito do campo visual

Dor ocular, olho seco, redução na acuidade visual

Distúrbios do ouvido e do labirinto

Comum:

Dificuldade na audição

Dificuldade na audição, tinido

Incomum:

Otalgia, hiperacusia, tinido, otite média

Surdez, otalgia, vertigem

Distúrbios cardíacos

Incomum:

Palpitação

 

Alterações Vasculares

Comum:

Edema, edema de membro inferior, hemorragia

Edema de membro inferior, hemorragia, trombose venosa profunda

Incomum:

Hipertensão, hemorragia cerebral

Edema, edema periférico, embolia pulmonar

Distúrbios pulmonares, torácicos e do mediastino

Comum:

Tosse, dispnéia

Tosse, dispnéia

Incomum:

Pneumonia, infecção do trato respiratório superior, congestão nasal

Pneumonia, sinusite, infecção do trato respiratório superior, bronquite

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum:

Constipação, náusea, vômito

Constipação, náusea, vômito

Comum:

Dor abdominal, diarreia, dispepsia, disfagia, estomatite

Diarreia, dispepsia, disfagia, boca seca, estomatite

Incomum:

 

Distensão abdominal, incontinência fecal, transtorno gastrintestinal, gastroenterite, hemorróidas

Distúrbios cutâneos e do tecido subcutâneo

Muito comum:

Alopecia, exantema

Alopecia, exantema

Comum:

Dermatite, pele seca, eritema, prurido

Pele seca, prurido

Incomum:

Reação de fotossensibilidade, pigmentação anormal, esfoliação da pele

Eritema, pigmentação anormal, aumento da transpiração

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

Comum:

Artralgia, fraqueza muscular

Artralgia, dor musculoesquelética, mialgia, fraqueza muscular

Incomum:

Dor nas costas, dor musculoesquelética, mialgia, miopatia

Dor nas costas, miopatia

Distúrbios renais e urinários

Comum:

Micção frequente, incontinência urinária

Incontinência urinária

Incomum:

 

Disúria

Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas

Incomum:

Impotência

Amenorréia, dor mamária, menorragia, hemorragia vaginal, vaginite

Distúrbios gerais e no local da administração

Muito comum:

Fadiga

Fadiga

Comum:

Febre, dor, reação alérgica, lesão por radioterapia, edema de face, distúrbio do paladar

Febre, dor, reação alérgica, lesão por radioterapia, distorção do paladar

Incomum:

Eritema, rubor, agravamento da astenia, calafrios, alteração da coloração da língua, parosmia, sede

Agravamento da astenia, dor, calafrios, alteração dentária, edema facial, perversão do paladar

Investigação

Comum:

Aumento de TGPs

Aumento de TGPs

Incomum:

Aumento de Gama-GT, aumento das enzimas hepáticas, aumento de TGOs

 

(*) Um paciente que foi randomizado para receber apenas RT, recebeu temozolomida (substância ativa) + RT

Resultados Laboratoriais:

Foi observada mielossupressão (neutropenia e trombocitopenia) que sabidamente são toxicidades limitantes da dose para a maioria dos agentes citotóxicos, incluindo temozolomida (substância ativa). Quando as anormalidades laboratoriais e os eventos adversos encontrados nas fases de tratamento concomitante e adjuvante foram constantes, observou-se anormalidades em neutrófilos Grau 3 e Grau 4, incluindo eventos neutropênicos, em 8% dos pacientes. Anormalidades em plaquetas Grau 3 e Grau 4, incluindo eventos trombocitopênicos, foram observadas em 14% dos pacientes que receberam temozolomida (substância ativa).

Pacientes adultos com glioma maligno recorrente ou progressivo ou melanoma maligno:

Em estudos clínicos, os eventos indesejáveis que ocorreram com maior frequencia foram distúrbios gastrintestinais, principalmente náuseas (43%) e vômitos (36%).

Foram, em geral, considerados de Grau 1 a 2 (leve a moderado) e tiveram resolução espontânea ou foram facilmente controlados com antieméticos de uso comum. A incidência de náuseas e vômitos graves foi de 4%. Mielossupressão grave, predominantemente trombocitopenia, foi o evento adverso limitante da dose e ocorreu em 9% do total de pacientes. Foram relatadas anemia, neutropenia, leucopenia, linfopenia e pancitopenia. Mielossupressão foi geralmente previsível e ocorreu mais frequentemente nos primeiros ciclos, com nível mais baixo de plaquetas e neutrófilos ocorrendo no final do ciclo (geralmente entre os dias 21 a 28) e recuperação rápida (geralmente dentro de 1-2 semanas). Nenhuma evidência demielossupressão cumulativa foi observada.

Outras reações adversas relatadas com frequência incluíram fadiga (22%), obstipação (17%) e cefaleia (14%). Também foram relatadas: anorexia (11%), diarréia (8%), erupção cutânea, febre, astenia e sonolência (6% cada um). Menos frequentes (2% a 5%) e em ordem decrescente de frequencia: dor abdominal, dor, tontura, perda de peso, dispnéia, alopecia, rigidez, prurido, mal-estar, dispepsia, alteração do paladar, parestesia e petéquias.

Em uma análise farmacocinética de uma população de um estudo clínico, havia 101 mulheres e 169 homens para os quais estava disponível o nível mais baixo de contagem de neutrófilos e 110 mulheres e 174 homens para os quais estava disponível o nível mais baixo de contagem de plaquetas. No primeiro ciclo de terapia, houve índices mais elevados de neutropenia Grau 4 (CAN < 500 células/mcgL), 12% versus 5%, e trombocitopenia (< 20.000 células/mcgL), 9% versus 3%, em mulheres vs homens, respectivamente. Em dados envolvendo 400 indivíduos com glioma recorrente, a neutropenia Grau 4 ocorreu em 8% das mulheres vs 4% dos homens e a trombocitopenia Grau 4 em 8% das mulheres vs 3% dos homens no primeiro ciclo da terapia. Em um estudo envolvendo 288 indivíduos com glioblastoma multiforme recém-diagnosticado, a neutropenia Grau 4 ocorreu em 3% das mulheres vs 0% de homens e a trombocitopenia Grau 4 em 1% das mulheres vs 0% dos homens no primeiro ciclo da terapia.

Pós-comercialização de temozolomida (substância ativa):

Durante a comercialização de temozolomida (substância ativa), foram relatados muito raramente casos de eritema multiforme, necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson e reações alérgicas, incluindo anafilaxia. Casos de hepatotoxicidade, incluindo elevações de enzimas hepáticas, hiperbilirrubinemia, colestase e hepatite foram relatados. Foi reportado muito raramente dano hepático, incluindo insuficiência hepática fatal. Foram reportados, casos raros de infecções oportunistas incluindo pneumonia por Pneumocystis carinii (PCP) e infecções primárias e reativadas por citomegalovírus (CMV). Também foram reportados casos de reativação de infecção pelo vírus da hepatite B, incluindo alguns casos com desfechos fatais. Casos de pneumonite/pneumonite intersticial e fibrose pulmonar foram relatados muito raramente. Casos muito raros de síndrome mielodisplásica e malignidades secundárias, incluindo leucemia mielóide também foram observados. Pancitopenia prolongada, que pode resultar em anemia aplástica, foi relatada, e em alguns casos resultou em um desfecho fatal. Diabetes insípido também tem sido relatado.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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