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Telmisartana - Bula

Para que serve

Tratamento da hipertensão arterial, como monoterapia ou em associação com outros agentes anti-hipertensivos.

Prevenção de mortalidade e lesão cardiovascular em pacientes com idade igual ou superior a 55 anos com alto risco de doença cardiovascular.

Contraindicação

Hipersensibilidade à telmisartana (substância ativa) ou aos excipientes da fórmula; Distúrbios biliares obstrutivos; Disfunções hepáticas graves; Intolerância hereditária rara à frutose; Uso concomitante com alisquireno em pacientes com diabetes mellitus ou disfunção renal (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2); Segundo e terceiro trimestres de gravidez; - Lactação.

Como usar

Os comprimidos de telmisartana (substância ativa) devem ser ingeridos com um pouco de água ou outro líquido, por via oral, com ou sem alimentos.

A telmisartana (substância ativa) é um medicamento de uso contínuo e deve ser tomado diariamente na dose prescrita.

Tratamento da hipertensão arterial

A dose recomendada é de 40 mg uma vez ao dia.

Caso a pressão arterial pretendida não seja atingida, a dose de telmisartana (substância ativa) pode ser aumentada para 80 mg uma vez ao dia.

Alternativamente, telmisartana (substância ativa) pode ser usado em combinação com diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, para se obter uma redução maior da pressão arterial.

Quando se considerar um aumento da dose, deve-se levar em conta que o máximo efeito anti-hipertensivo é geralmente atingido quatro a oito semanas após o início do tratamento.

Prevenção da mortalidade e lesão cardiovascular:

A dose recomendada é de 80 mg uma vez ao dia.

Não se sabe se doses inferiores a 80 mg de telmisartana (substância ativa) são eficazes na prevenção da mortalidade e lesão cardiovascular.

Ao iniciar a terapia com telmisartana (substância ativa) para a prevenção da mortalidade e lesão cardiovascular, recomenda-se monitoração da pressão arterial e, se conveniente, pode ser necessário o ajuste de medicações que reduzem a pressão arterial.

Insuficiência renal:

Não há necessidade de ajustes de dose nem mesmo nos pacientes que fazem hemodiálise.

A telmisartana (substância ativa) não é removida do sangue por hemofiltração.

Insuficiência hepática:

Não se deve exceder a dose diária de 40 mg nos pacientes portadores de insuficiência hepática leve a moderada.

Pacientes idosos:

Não são necessários ajustes de doses.

Crianças e adolescentes:

O uso de telmisartana (substância ativa) em crianças e adolescentes menores de 18 anos não são recomendados, pois há dados limitados sobre segurança e eficácia nesta faixa etária.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Precauções

Hipertensão renovascular:

Há um risco aumentado de hipotensão severa e insuficiência renal quando pacientes com estenose arterial renal bilateral ou estenose da artéria com um único rim funcionando são tratados com medicamentos que atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Disfunção renal e transplante renal:

Quando telmisartana (substância ativa) é usada em pacientes com função renal anormal, recomenda-se monitoração periódica dos níveis séricos de potássio e creatinina.

Não há experiência com relação à administração de telmisartana (substância ativa) em pacientes com transplante renal recente.

Desidratação:

Pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose, em pacientes com depleção volêmica e/ou de sódio por vigorosa terapia diurética, dieta restrita de sal, diarreia ou vômito. Tais condições, especialmente depleção volêmica e/ou de sódio, devem ser corrigidas antes do início da terapêutica com telmisartana (substância ativa).

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona:

Como consequência da inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona, foram relatadas alterações da função renal (incluindo falência renal aguda) em pacientes susceptíveis, especialmente quando foram combinados medicamentos que afetam esse sistema. Portanto, o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona [por exemplo, combinando um inibidor da ECA ou o inibidor direto de renina (alisquireno) a um BRA] deve ser limitado aos casos definidos individualmente, com estrita monitoração da função renal.

Outras condições de estimulação do SRAA:

Em pacientes cujo tônus vascular e função renal dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (p. ex. pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou doença renal subjacente, inclusive estenose da artéria renal), o tratamento com medicamentos que afetam este sistema tem sido associado com hipotensão aguda, hiperazotemia, oligúria ou, raramente, insuficiência renal aguda.

Hiperaldosteronismo primário:

Pacientes com aldosteronismo primário geralmente não respondem às medicações anti-hipertensivas que agem inibindo o sistema renina-angiotensina. Portanto, não se recomenda o uso de telmisartana (substância ativa).

Estenose da valva aórtica ou mitral e cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica:

A exemplo do que ocorre com o uso de outros fármacos vasodilatadores, recomenda-se precaução especial aos pacientes que sofrem de estenose aórtica ou mitral ou cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Hiperpotassemia:

Na vigência do tratamento com medicamentos que atuam no sistema renina-angiotensina- aldosterona, especialmente na presença de insuficiência renal e/ou insuficiência cardíaca, pode ocorrer hiperpotassemia.

Recomenda-se monitoração dos níveis séricos de potássio em pacientes de risco.

A experiência com o uso de medicamentos que atuam no sistema renina-angiotensina mostra que o uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal comum por outro que contenha potássio ou outros medicamentos que podem aumentar os níveis de potássio, como a heparina, podem levar a um aumento da potassemia.

Portanto, nestas situações, telmisartana (substância ativa) deve ser administrado com cautela.

Distúrbios hepatobiliares:

Uma vez que a maior parte da telmisartana (substância ativa) é eliminada pela bile, pode-se esperar redução da depuração em pacientes com disfunções obstrutivas do sistema biliar ou insuficiência hepática.

A telmisartana (substância ativa) deve ser utilizada com cautela nestes pacientes.

Diabetes mellitus:

Pacientes diabéticos com risco cardiovascular adicional [por exemplo, diabéticos com doença arterial coronariana (DAC) coexistente devem passar por uma adequada avaliação diagnóstica (por exemplo, teste ergométrico de esforço) para detecção e tratamento adequado da DAC antes do início do tratamento com telmisartana (substância ativa), pois o não diagnóstico da DAC assintomática nestes pacientes pode apresentar maior risco de infarto do miocárdio fatal e morte de causa cardiovascular inesperada quando tratados com anti-hipertensivos como BRAs ou inibidores da ECA.

Outras:

Como observado para os inibidores da ECA, bloqueadores de receptores de angiotensina, incluindo telmisartana (substância ativa), são aparentemente menos eficazes na redução da pressão arterial na população negra do que na população não negra, possivelmente devido à prevalência de baixas taxas de renina na população hipertensa negra.

Assim como com outros agentes anti-hipertensivos, a redução excessiva da pressão arterial em pacientes com cardiopatia isquêmica ou doença cardiovascular isquêmica pode resultar em infarto do miocárdio ou AVC.

Ainda não se realizaram estudos sobre o efeito na habilidade de dirigir e utilizar máquinas. Contudo, ao dirigir ou operar máquinas, deve-se levar em conta que na vigência do tratamento anti-hipertensivo, pode ocasionalmente ocorrer tontura ou sonolência.

Fertilidade, Gravidez e Lactação

O tratamento com BRAs não é recomendado no primeiro trimestre da gravidez e não deve ser iniciado durante a gravidez.

Quando a gravidez for diagnosticada, o tratamento com BRAs deve ser interrompido imediatamente e, se conveniente, deve ser iniciada terapia alternativa. Pacientes que planejam engravidar devem ter o tratamento substituído por outros anti-hipertensivos alternativos, que tenham o perfil de segurança estabelecido para uso durante a gestação, a menos que o tratamento com BRAs seja absolutamente necessário.

Estudos pré-clínicos com telmisartana (substância ativa) não indicaram efeito teratogênico, mas, em doses tóxicas, demonstraram fetotoxicidade e risco ao desenvolvimento pós-natal da prole.

Em humanos, sabe-se que a exposição aos BRAs no segundo e terceiro trimestres da gestação induz fetotoxicidade (diminuição da função renal, oligoidrâmnio, retardo da ossificação) e toxicidade neonatal (falência renal, hipotensão, hipercalemia).

Caso tenha ocorrido exposição aos BRAs a partir do segundo trimestre de gestação, recomenda-se verificar a função renal e os ossos por ultrassom. Bebês cujas mães utilizaram BRAs devem ser monitorados de perto quanto à hipotensão.

Não se sabe se telmisartana (substância ativa) é excretada no leite materno em humanos. Estudos pré-clínicos demonstraram excreção de telmisartana (substância ativa) no leite materno.

Não foram realizados estudos sobre a fertilidade em humanos. Não foram observados efeitos de telmisartana (substância ativa) sobre a fertilidade em fêmeas e machos durante os estudos pré-clínicos.

A telmisartana (substância ativa) está classificada na categoria de risco C para o primeiro trimestre de gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Reações Adversas

Nos estudos clínicos controlados em pacientes tratados para controle da hipertensão, a incidência total dos eventos adversos relatados com telmisartana (substância ativa) (41,4%) foi, em geral, comparável ao placebo (43,9%).

A incidência dos eventos adversos não foi relacionada à dose nem demonstrou correlação com sexo, idade ou raça dos pacientes.

O perfil de segurança de telmisartana (substância ativa) em pacientes tratados para a prevenção da mortalidade e lesão cardiovascular foi consistente com o obtido em pacientes hipertensos.

As reações adversas ao fármaco listadas abaixo foram acumuladas a partir de estudos clínicos controlados em pacientes tratados para controle da hipertensão e a partir de relatos pós-comercialização.

A lista também leva em conta eventos adversos sérios e eventos adversos levando à descontinuação relatados em três estudos clínicos de longa duração, incluindo 21.642 pacientes tratados com telmisartana (substância ativa) para prevenção da mortalidade e lesão cardiovascular por até seis anos.

Reações incomuns (>1/1000 e <1/100):

Infecções do trato urinário incluindo cistite, infecções do trato respiratório superior, anemia, hipercalemia, insônia, depressão, síncope, vertigem, bradicardia, hipotensão, hipotensão ortostática, dispneia, dor abdominal, diarreia, dispepsia, flatulência, vômitos, prurido, hiperidrose, rash, dor nas costas, espasmos musculares, mialgia, disfunção renal incluindo insuficiência renal aguda, dor no peito, astenia, aumento dos níveis plasmáticos de creatinina.

Reações raras (>1/10000 e <1/1000):

Sepse incluindo desfecho fatal, eosinofilia, trombocitopenia, reação anafilática, hipersensibilidade, hipoglicemia (em pacientes diabéticos), ansiedade, distúrbios visuais, taquicardia, boca seca, desconforto estomacal, disfunção hepática (a maioria dos casos observados em experiência pós-comercialização ocorreram em pacientes do Japão, que são mais propensos a apresentar este tipo de reação adversa), angioedema (com desfecho fatal), eczema, eritema, urticária, erupção induzida pelo medicamento, erupção relacionada à toxicidade pelo medicamento, artralgia, dor nas extremidades, dor nos tendões, mal-estar semelhante à gripe, diminuição da hemoglobina, aumento dos níveis plasmáticos de ácido úrico, creatinina fosfoquinase e enzimas hepáticas.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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