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Rufinamida - Bula

Para que serve

Rufinamida (substância ativa) é indicado como terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões associadas ao síndrome de Lennox-Gastaut, em doentes com 4 anos de idade ou mais.

Contraindicação

Hipersensibilidade à substância ativa, derivados triazólicos ou a qualquer um dos excipientes mencionados.

Como usar

A Rufinamida (substância ativa) destina-se a ser utilizada pela via oral. Deve ser tomada duas vezes por dia com água, de manhã e depois à noite, em duas doses igualmente divididas. Dado ter-se observado um efeito com os alimentos, Rufinamida (substância ativa) deve ser administrado com alimentos.

O tratamento com Rufinamida (substância ativa) deve ser iniciado por um médico com a especialidade de Pediatria ou Neurologia com experiência no tratamento de epilepsia.

Rufinamida (substância ativa) suspensão oral e Rufinamida (substância ativa) comprimidos revestidos por película podem ser permutados em doses iguais. Os doentes devem ser monitorizados durante o período de mudança.

Comprimido

Se o doente tiver dificuldade em engolir, os comprimidos podem ser esmagados e administrados com meio copo de água.

Suspensão oral

A suspensão oral deve ser agitada vigorosamente antes de cada administração.

Posologia do Rufinamida

Compromisso renal

Um estudo em doentes com compromisso renal grave indicou não serem necessários ajustes na dose nestes doentes.

Compromisso hepático

A utilização em doentes com compromisso hepático não foi estudada.

Recomenda-se precaução e um ajuste cuidadoso da dose no tratamento de doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado. A utilização em doentes com compromisso hepático grave não é recomendada.

Interrupção do tratamento

Quando o tratamento com Rufinamida (substância ativa) é interrompido, esta deve ser retirada gradualmente. Em ensaios clínicos, a interrupção de Rufinamida (substância ativa) foi alcançada reduzindo a dose, aproximadamente, 25% a cada dois dias.

No caso de uma ou mais doses omitidas, é necessário uma avaliação clínica individualizada.

Estudos abertos, não controlados, sugerem uma eficácia sustentada a longo prazo, apesar de não ter sido realizado qualquer estudo controlado durante mais de três meses.

População pediátrica

A eficácia de Rufinamida (substância ativa) em crianças com 4 anos e menos de idade não foi ainda estabelecida.

Comprimido

Utilização em crianças com 4 anos de idade ou mais e com menos de 30 kg

Doentes <30 kg que não estejam a tomar valproato:

O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 200 mg. De acordo com a resposta clínica e a tolerabilidade, a dose pode ser aumentada em incrementos de 200 mg/dia, com uma frequência até cada dois dias, até uma dose máxima recomendada de 1000 mg/dia.

Foram estudadas doses até 3600 mg/dia num número limitado de doentes.

Doentes <30 kg que também estejam a tomar valproato:

Uma vez que o valproato diminui significativamente a depuração de Rufinamida (substância ativa), recomenda-se uma dose máxima mais baixa de Rufinamida (substância ativa) em doentes <30 kg coadministrados com valproato. O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 200 mg. De acordo com a resposta clínica e a tolerância, após um mínimo de 2 dias, a dose pode ser aumentada em 200 mg/dia até uma dose máxima recomendada de 600 mg/dia.

Utilização em adultos, adolescentes e crianças com 4 anos de idade ou mais, com 30 kg ou mais

O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 400 mg. De acordo com a resposta clínica e a tolerabilidade, a dose pode ser aumentada em incrementos de 400 mg/dia, com uma frequência até cada dois dia, até uma dose máxima recomendada, tal como indicado na tabela abaixo.

Foram estudadas doses até 4.000 mg/dia (no intervalo de 30-50 kg) ou 4.800 mg/dia (naqueles com mais de 50 kg) num número limitado de doentes.

Idosos

A informação sobre a utilização de Rufinamida (substância ativa) em pessoas idosas é limitada. Uma vez que a farmacocinética da Rufinamida (substância ativa) não é alterada nas pessoas idosas (ver secção 5.2), não é necessário um ajuste posológico em doentes com mais de 65 anos de idade.

Suspensão oral

Utilização em crianças com quatro anos de idade ou mais e com menos de 30 kg

Doentes com < de 30 kg que não estejam a tomar valproato:

O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 200 mg (a dose de 5 ml de suspensão é administrada em duas doses de 2,5 ml, uma de manhã e uma à noite). De acordo com a resposta clínica e a tolerabilidade, a dose pode ser aumentada em incrementos de 200 mg/dia, com uma frequência não superior a intervalos de dois dias, até uma dose máxima recomendada de 1.000 mg/dia (25 ml/dia).

Foram estudadas doses até 3.600 mg/dia (90 ml/dia) num número limitado de doentes.

Doentes com < de 30 kg que também estejam a tomar valproato:

Uma vez que o valproato diminui significativamente a depuração da Rufinamida (substância ativa), recomenda-se uma dose máxima mais baixa de Inovelon em doentes com menos de 30 kg, coadministrados com valproato. O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 200 mg. De acordo com a resposta clínica e a tolerabilidade, a dose pode ser aumentada em 200 mg/dia até uma dose máxima recomendada de 600 mg/dia (15 ml/dia), após um mínimo de 2 dias.

Utilização em adultos, adolescentes e crianças com quatro anos de idade ou mais e com 30 kg ou mais

O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 400 mg (a dose de 10 ml de suspensão é administrada em duas doses de 5 ml). De acordo com a resposta clínica e a tolerabilidade, a dose pode ser aumentada em incrementos de 400 mg/dia, com uma frequência não superior a intervalos de dois dias, até uma dose máxima recomendada como indicado na tabela seguinte.

Foram estudadas doses até 4.000 mg/dia (100 ml/dia) no intervalo de 30-50 kg ou até 4.800 mg/dia (120 ml/dia) no grupo com mais de 50 kg num número limitado de doentes.

Idosos

Existe informação limitada sobre a utilização de Rufinamida (substância ativa) em pessoas idosas.

Uma vez que a farmacocinética da Rufinamida (substância ativa) não é alterada nas pessoas idosas (ver secção 5.2), não é necessário um ajuste posológico em doentes com mais de 65 anos de idade.

Precauções

Estado de mal epilético

Foram observados casos de estado de mal epilético durante o tratamento com Rufinamida (substância ativa) nos estudos de desenvolvimento clínico, os quais não foram observados nos doentes a tomar placebo. Estes episódios levaram à suspensão da Rufinamida (substância ativa) em 20% dos casos.

Caso os doentes venham a desenvolver novos tipos de convulsões e/ou experimentem um aumento na frequência de ocorrência de estado de mal epilético, a razão benefício/risco da terapêutica deve ser reavaliada.

Suspensão de Rufinamida

A Rufinamida (substância ativa) deve ser retirada gradualmente para reduzir a possibilidade de ocorrência de crises epiléticas na paragem do tratamento. Em ensaios clínicos, a interrupção foi feita reduzindo a dose, aproximadamente, 25% em cada dois dias. Não existem dados suficientes sobre a remoção de medicamentos antiepiléticos concomitantes depois de se conseguir controlar as crises com a introdução de Rufinamida (substância ativa).

Reações do sistema nervoso central

O tratamento com Rufinamida (substância ativa) tem sido associado a tonturas, sonolência, ataxia e perturbações no andar suscetíveis de aumentar a ocorrência de quedas acidentais nesta população. Os doentes e seus prestadores de cuidados devem ter cuidado até estarem familiarizados com os efeitos potenciais deste medicamento.

Reações de hipersensibilidade

Ocorreram casos graves de síndroma de hipersensibilidade a medicamentos antiepiléticos incluindo DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) e síndroma de Stevens-Johnson associados à terapêutica com Rufinamida (substância ativa). Os sinais e sintomas desta disfunção foram diversos; no entanto, os doentes apresentavam tipicamente, apesar de não exclusivamente, febre e erupção cutânea associados ao envolvimento de um outro sistema de órgãos. Outras manifestações associadas incluíram linfadenopatia, resultados anormais nos testes da função hepática e hematúria.

Uma vez que a disfunção é variável na sua expressão, podem ocorrer outros sinais e sintomas de sistemas de órgãos para além dos aqui mencionados. A síndrome de hipersensibilidade a medicamentos antiepiléticos ocorreu numa associação temporal próxima do início da terapêutica com Rufinamida (substância ativa) e na população pediátrica. No caso de se suspeitar desta reação, a Rufinamida (substância ativa) deve ser interrompida e deve iniciar-se um tratamento alternativo. Todos os doentes que desenvolvam erupção cutânea enquanto estiverem a tomar Rufinamida (substância ativa), devem ser monitorizados de perto.

Encurtamento do intervalo QT

Num estudo exaustivo sobre o intervalo QT a Rufinamida (substância ativa) produziu uma diminuição no intervalo QTc numa relação proporcional à sua concentração. Apesar de não se conhecer o mecanismo subjacente a este efeito bem como a sua relevância para a segurança do medicamento, os médicos devem utilizar o seu julgamento clínico ao prescrever a Rufinamida (substância ativa) a doentes em risco de sofrer de um encurtamento adicional na duração do seu intervalo QTc (por exemplo, Síndroma QT-curto Congénito ou doentes com antecedentes familiares deste síndroma).

Mulheres com potencial para engravidar

As mulheres em idade fértil devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento com Inovelon. Os médicos devem tentar assegurar que é utilizada contraceção apropriada e devem utilizar o seu juízo clínico para avaliar se os contracetivos orais, ou as doses dos componentes dos contracetivos orais, são adequados com base na situação clínica individual dos doentes.

Ideação suicída

Foram notificados ideação e comportamento suicidas em doentes tratados com antiepiléticos em várias indicações. Uma meta-análise de ensaios aleatorizados, controlados com placebo de medicamentos antiepiléticos também demonstrou um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicidas. O mecanismo deste risco não é conhecido e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um risco acrescido com Inovelon.

Por conseguinte, os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de ideação e comportamentos suicidas e o tratamento apropriado deve ser considerado. Os doentes (e os prestadores de cuidados dos doentes) devem ser aconselhados a consultar um médico se surgirem sinais de ideação ou comportamento suicidas.

Gravidez

Riscos relacionados com a epilepsia e com a medicação antiepilética em geral

Demonstrou-se que, na descendência de mulheres com epilepsia, a prevalência de malformações é duas a três vezes superior em comparação com a taxa de, aproximadamente, 3% encontrada na população geral. Na população tratada, observou-se um aumento nas malformações com a politerapia, no entanto, a extensão de responsabilidade do tratamento e/ou da doença não foi ainda elucidada.

Adicionalmente, a terapêutica antiepilética eficaz não deve ser interrompida abruptamente, uma vez que o agravamento da doença é prejudicial tanto para a mãe como para o feto. O tratamento com fármacos antiepiléticos (FAE) durante a gravidez deve ser cuidadosamente discutido com o médico assistente.

Risco relacionado com a Rufinamida

Os estudos em animais não revelaram qualquer efeito teratogénico, mas observou-se fetotoxicidade na presença de toxicidade materna. O risco potencial para o ser humano é desconhecido.

No que respeita à Rufinamida (substância ativa), não existem dados clínicos sobre as gravidezes a ele expostas.

Tendo em conta estes dados, a Rufinamida (substância ativa) não deverá ser utilizada durante a gravidez, nem em mulheres em idade fértil que não estejam a utilizar medidas contracetivas, a menos que tal seja claramente necessário.

Mulheres em idade fértil devem usar medidas contracetivas durante o tratamento com Rufinamida (substância ativa). Os médicos devem tentar assegurar-se de que é utilizada uma contraceção apropriada, e devem utilizar o seu juízo clínico para avaliar se os contracetivos orais, ou as doses dos componentes dos contracetivos orais, são adequadas com base na situação clínica individual de cada doente.

No caso de uma mulher em tratamento com Rufinamida (substância ativa) planear ficar grávida, a utilização continuada deste produto deve ser cuidadosamente ponderada. Durante a gravidez, a interrupção de um antiepilético eficaz pode ser prejudicial, tanto para a mãe como para o feto, se resultar em agravamento da doença.

Amamentação

Não se sabe se a Rufinamida (substância ativa) é excretada no leite materno humano. Devido aos potenciais efeitos prejudiciais para o lactente, a amamentação deve ser evitada durante o tratamento materno com Rufinamida (substância ativa).

Fertilidade

Não existem dados sobre os efeitos na fertilidade após o tratamento com Rufinamida (substância ativa).

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Rufinamida (substância ativa) pode causar tonturas, sonolência e visão turva. Dependendo da sensibilidade individual, o Rufinamida (substância ativa) pode ter uma influência menor a maior sobre a capacidade para conduzir e utilizar máquinas. Os doentes têm de ser avisados para ter cuidado durante a execução de atividades que requeiram um elevado grau de alerta como, p. ex., conduzir ou operar maquinaria.

Reações Adversas

Resumo do perfil de segurança

O programa de desenvolvimento clínico incluiu mais de 1900 doentes, com diferentes tipos de epilepsia, expostos à Rufinamida (substância ativa). As reações adversas notificadas com maior frequência foram, globalmente, cefaleias, tonturas, fadiga e sonolência. As reações adversas mais frequentes observadas com uma incidência mais elevada do que o placebo, em doentes com síndroma de Lennox-Gastaut, foram sonolência e vómitos.

As reações adversas foram normalmente ligeiras a moderadas em termos de gravidade. A taxa de interrupção em doentes com síndroma de Lennox-Gastaut devido a reações adversas foi de 8,2% nos doentes a receber Rufinamida (substância ativa) e de 0% nos doentes a receber placebo. As reações adversas mais frequentes que resultaram na interrupção no grupo de tratamento com Rufinamida (substância ativa) foram erupção cutânea e vómitos.

Listagem de reações adversas

As reações adversas notificadas com uma incidência superior ao placebo, durante os estudos com dupla-ocultação no síndroma de Lennox-Gastaut ou na totalidade da população exposta à Rufinamida (substância ativa), encontram-se listadas na tabela abaixo de acordo com os termos preferidos da MedDRA, por classes de sistemas de órgãos e por frequência.

As frequências são definidas como:

Muito frequentes (≥ 1/10); Frequentes (≥ 1/100 < 1/10); Pouco frequentes (≥ 1/1.000 < 1/100); Raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000).

Informação adicional sobre populações especiais

População pediátrica (entre 1 ano a menos de 4 anos de idade)

Num estudo multicêntrico, aberto que comparou a adição de Rufinamida (substância ativa) à adição de qualquer outro FAE à escolha do investigador com o regime existente de 1 a 3 FAEs em doentes pediátricos, com 1 ano a menos de 4 anos de idade, com síndrome de Lennox-Gastaut não adequadamente controlada.

Neste estudo, 25 doentes, dos quais 10 indivíduos tinham entre 1 a 2 anos de idade, foram expostos à Rufinamida (substância ativa) como terapêutica adjuvante durante 24 semanas, com uma dose de até 45 mg/kg/dia, em 2 doses divididas.

Os TEAEs (acontecimentos adversos emergentes com o tratamento) mais frequentemente notificados no grupo de tratamento da Rufinamida (substância ativa) (que ocorreram em ≥10% dos indivíduos) foram infeção das vias respiratórias superiores e vómitos (28,0% cada), pneumonia e sonolência (20,0% cada), sinusite, otite média, diarreia, tosse e pirexia (16,0% cada), e bronquite, obstipação, congestão nasal, erupção cutânea, irritabilidade, e perda de apetite (12,0% cada).

A frequência, tipo e gravidade destas reações adversas foi semelhante à que se observou em crianças com 4 anos de idade ou mais, em adolescentes e em adultos. A caracterização etária em doentes com menos de 4 anos de idade não foi identificada na base de dados de segurança limitada devido ao pequeno número de doentes no estudo.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

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