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Ritovir - Bula

Principio activo: Ritonavir

Composição

Cada cápsula contém

Ritonavir (100 mg).

Excipientes: Mono e diglicerídeos de cadeia média, óleo de rícino polioxil 35, macrogol, ácido cítrico, álcool etílico, propilenoglicol, butilhidroxitolueno e água de osmose reversa.

Componentes da cápsula gelatinosa mole: Gelatina, glicerol, dióxido de titânio metilparabeno, propilparabeno, água pufcicada.

Para que serve

Ritovir é destinado, em combinação com outros antirretrovirais, ao tratamento de pacientes adultos e pediátricos infectados pelo HIV, quando uma terapia antirretroviral for indicada com base em evidência clínica ou imunológica de progressão da doença.

Ritovir não cura a infecção por HIV e os pacientes podem adquirir outras doenças associadas à infecção por HIV, incluindo infecções oportunistas.

Como Ritovir funciona?

Ritovir é um inibidor da protease do HIV, apresentando atividade contra o Vírus da Imunodefciência Humana (HIV).

Ritovir é um medicamento de uso contínuo e o início da ação depende de cada paciente.

Sua ação e efcácia são mantidas durante os intervalos de doses.

Seu médico lhe dará a orientação necessária.

Como é um medicamento de uso contínuo destinado ao tratamento de pacientes infectados pelo HIV, a duração do tratamento depende de orientação médica.

Contraindicação

Este medicamento não deve ser utilizado por pacientes que tiveram reações alérgicas graves ao ritonavir ou a quaisquer componentes da fórmula.

Quando ritonavir for coadministrado com outro inibidor de protease, o médico deve verifcar as informações completas de prescrição destes inibidores de protease inclusive suas contraindicações.

O uso de Ritovir é contraindicado em combinação às seguintes substâncias

Antagonistas do receptor alfa1-adrenérgico (cloridrato de alfuzosina), antiarrítmicos (amiodarona, bepridila, flecainida, propafenona, quinidina, encainida), antibióticos (ácido fusídico), antifúngicos (voriconazol), anti histamínicos (astemizol, terfenadina), antipsicóticos (blonanserina), derivados de ergot (diidroergotamina, ergonovina, ergotamina, metilergonovina), agentes de motilidade gastrintestinal (cisaprida), produtos ftoterápicos (erva-de-São-João - Hypericum perforatum), inibidores da HMG-CoA redutase (lovastatina, sinvastatina), agonistas betaadrenérgicos de ação prolongada (salmeterol), neurolépticos (pimozida), inibidores da PDE5 (sildenafla - apenas quando utilizada para o tratamento de hipertensão arterial pulmonar), sedativos/hipnóticos (midazolam, triazolam).

Como usar

Os médicos devem consultar as informações completas de prescrição e estudos clínicos sobre inibidores da protease, para verifcar se estes são coadministrados com doses reduzidas de ritonavir.

Ritovir cápsulas deve ser administrado por via oral, de preferência com alimentos.

A duração do tratamento depende de orientação médica, a partir da avaliação clínica e laboratorial de cada paciente.

Quando administrado em combinação a outros inibidores da protease, a dose será defnida pelo seu médico.

Posologia

Adultos

A dose recomendada de Ritovir cápsulas é de 600 mg (6 cápsulas) duas vezes ao dia.

Para ajudar a reduzir os eventos adversos, habitualmente, inicia-se o tratamento com doses menores, com aumentos gradativos, até que se chegue à dose completa.

Ritovir deve ser iniciado com doses de, no mínimo, 300 mg (3 cápsulas) duas vezes ao dia durante período de 3 dias, com aumentos de 100 mg (1 cápsula) duas vezes ao dia até atingir a dose máxima de 600 mg (6 cápsulas) duas vezes ao dia em um período não superior a 14 dias.

Os pacientes não devem ser mantidos com dose de 300 mg (3 cápsulas) duas vezes ao dia por mais de três dias.

Crianças

Ritovir cápsulas pode ser utilizado por crianças acima de 01 mês de idade capazes de deglutir cápsulas.

A dose recomendada de ritonavir em crianças com mais de 1 mês de idade é de 350 a 400 mg/m2 de superfície corporal, por via oral, duas vezes por dia e não deve exceder 600 mg (6 cápsulas) duas vezes por dia.

Ritovir deve ser iniciado com doses duas vezes ao dia de 250 mg/m2 e incrementos de 50 mg/m2 em cada dose, em intervalos de 2 a 3 dias.

Se os pacientes não tolerarem a dose máxima diária devido às reações adversas, a dose máxima tolerada deve ser utilizada como tratamento de manutenção, em combinação com outros agentes antirretrovirais.

Sempre que possível, a dose deve ser administrada através de uma seringa calibrada.

Fica a critério do médico prescritor a escolha pela apresentação que mais se adequa ao paciente pediátrico.

A tabela abaixo apresenta o guia para doses pediátricas de Ritovir baseando-se na Área de Superfície Corporal.

Considerando que atualmente existe a alternativa terapêutica na forma farmacêutica solução oral 80mg/mL os dados de correlação entre as apresentações foram mantidos na íntegra.

*A área de superfície corporal (ASC) pode ser calculada com a seguinte equação: ASC (m2) = [Altura (cm) X peso (kg) / 3600]½. **Volumes referentes à apresentação solução oral.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não pode ser partido, aberto ou mastigado.

O que eu devo fazer quando eu me esquecer de usar Ritovir?

Caso esqueça de tomar uma dose de Ritovir, tome-a tão logo se lembre.

Se estiver próximo à dose seguinte, espere e tome a dose no horário previsto.

Não duplique a dose seguinte.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções

Quando Ritovir for coadministrado com outro inibidor de protease, o médico deve verifcar as informações completas de prescrição destes inibidores de protease inclusive suas advertências e precauções.

Reações alérgicas

Foram relatadas reações alérgicas, incluindo urticária (alergia de pele), erupções leves de pele, bronco espasmos (estreitamento das vias aéreas), angioedema (inchaço dos lábios e pálpebras) e, raramente, anaflaxia (alergia grave) e síndrome de Stevens-Johnson.

Reações hepáticas (do fígado)

O Ritovir é metabolizado e eliminado principalmente pelo fígado. Portanto, deve-se ter cautela ao administrar Ritovir a pacientes com insufciência do fígado moderada a grave.

Elevações de transaminases hepáticas (enzimas do fígado) excedendo cinco vezes o limite superior de normalidade, hepatite clínica e icterícia (coloração amarela na pele) ocorreram em pacientes recebendo Ritovir isoladamente ou em combinação a outros medicamentos antirretrovirais.

Pode haver um risco aumentado de elevação de transaminases em pacientes com hepatite B ou C subjacente. Portanto, deve-se ter cautela quando se administrar Ritovir a pacientes com doença do fígado pré- existente, alterações em enzimas hepáticas ou hepatite.

Houve relatos de disfunção do fígado, incluindo alguns óbitos. Esses casos geralmente ocorreram em pacientes utilizando múltiplos medicamentos concomitantes e/ou com AIDS avançada. Uma relação causa/efeito defnitiva não foi estabelecida.

Pancreatite

Pancreatite (inflamação do pâncreas) foi observada em pacientes em uso de Ritovir, incluindo aqueles que desenvolveram aumento dos triglicérides (hipertrigliceridemia).

Alguns casos fatais foram relatados.

Pacientes com doença avançada pelo HIV podem apresentar risco aumentado de elevação de triglicérides e pancreatite.

Pancreatite (inflamação do pâncreas) deve ser considerada pelo médico se ocorrerem sinais clínicos (náusea, vômitos, dor abdominal) ou alterações laboratoriais (como valores aumentados de lipase ou amilase) sugestivos de pancreatite.

Pacientes que apresentem estes sinais ou sintomas devem entrar em contato com seu médico imediatamente para avaliar a continuidade do tratamento.

Diabetes mellitus / Hiperglicemia (alta taxa de açúcar no sangue)

Foram relatados aparecimento de diabetes mellitus, exacerbação de diabetes mellitus pré-existente e hiperglicemia em pacientes infectados por HIV que receberam tratamento com inibidores da protease.

Alguns pacientes necessitaram iniciar ou ajustar as doses de insulina ou hipoglicemiantes orais para o tratamento destes eventos.

Em alguns casos ocorreu cetoacidose diabética (disfunção metabólica grave causada pela defciência relativa ou absoluta de insulina).

Nos pacientes que descontinuaram o tratamento com inibidores da protease, a hiperglicemia persistiu em alguns casos.

Como estes eventos foram relatados espontaneamente durante a prática clínica, não se pôde estimar a sua frequência e uma relação causal entre o tratamento com inibidores da protease e estes eventos.

Corticosteroides

O uso combinado de Ritovir e propionato de fluticasona pode aumentar signifcantemente a concentração de propionato de fluticasona no plasma e reduzir a concentração de cortisol.

Efeitos sistêmicos dos corticosteroides, incluindo Síndrome de Cushing e supressão adrenal, foram relatados quando Ritovir foi administrado concomitantemente a propionato de fluticasona inalável ou intranasal.

Não se pode excluir a possibilidade de que efeitos semelhantes possam ocorrer quando outros corticosteroides inaláveis, como budesonida, forem administrados com Ritovir.

Atenção especial deve ser dada quando houver administração combinada de qualquer glicocorticoide inalável ou intranasal e Ritovir.

Agentes da disfunção erétil (Inibidores da PD5)

O uso de Ritovir e sildenafla, tadalafla ou vardenafla pode causar aumento no risco de efeitos adversos associados a essas drogas, incluindo hipotensão (pressão arterial baixa) e ereção persistente.

O uso concomitante de Ritovir e sildenafla é contraindicado a pacientes com hipertensão arterial pulmonar (pressão alta no pulmão).

Produtos fitoterápicos

Pacientes utilizando Ritovir não devem usar produtos contendo erva-de-São-João (Hypericum perforatum), pois a administração concomitante pode reduzir as concentrações de Ritovir no sangue.

Isto pode resultar em perda do efeito terapêutico e desenvolvimento de resistência.

Inibidores da HMG-CoA redutase

Os inibidores da HMG-CoA redutase, medicamentos que atuam na redução do colesterol, tais como a lovastatina e sinvastatina, podem apresentar um aumento acentuado de suas concentrações no sangue quando administrados juntamente a Ritovir.

Considerando que as concentrações aumentadas de inibidores da HMG-CoA redutase podem causar miopatia (alterações nos músculos), incluindo a rabdomiólise (destruição muscular), a combinação desses medicamentos com Ritovir é contraindicada.

Quando a administração em conjunto com atorvastatina estiver indicada, devese utilizar a menor dose possível.

Mesmo considerando que a eliminação de rosuvastatina não é dependente do CYP3A, uma elevação da exposição de rosuvastatina foi relatada com o uso concomitante com Ritovir.

As interações com pravastatina e fluvastatina não são esperadas.

Se houver indicação de tratamento combinado de Ritovir com um inibidor da HMG-CoA redutase, recomenda-se utilizar pravastatina ou fluvastatina.

Antagonistas de receptor alfa1-adrenérgico

Com base em estudos de interação medicamentosa com cetoconazol e alfuzosina, um aumento signifcativo de alfuzosina ocorreu quando da administração de Ritovir. Portanto, alfuzosina não deve ser administrada com Ritovir.

Antimicobacterianos

Ritovir, assim como qualquer outro inibidor da protease, não deve ser administrado concomitantemente com rifampicina, devido ao risco de hepatotoxicidade (toxicidade do fígado) grave (aumento das transaminases).

Inibidor de protease

Tipranavir coadministrado a Ritovir foi associado com relatos de hepatite clínica e descompensação hepática, incluindo algumas fatalidades.

É necessária vigilância extra em pacientes com hepatite B crônica ou coinfecção por hepatite C, já que esses pacientes têm um risco aumentado de hepatotoxicidade (toxicidade do fígado).

Resistência/Resistência cruzada

Não se sabe qual será o efeito do tratamento com Ritovir sobre a atividade dos medicamentos inibidores de protease administrados concomitantemente ou subsequentemente ao Ritovir.

Exames laboratoriais

Ritovir foi associado a alterações de triglicérides, colesterol, transaminases (AST e ALT), GGT, CPK e ácido úrico.

Recomenda-se realizar testes laboratoriais antes do início do tratamento com Ritovir e periodicamente durante o tratamento, ou na presença de sinais clínicos.

Hemoflia (distúrbio hereditário originado de um defeito da coagulação sanguínea, provocando sangramento)

Foi relatado sangramento aumentado, incluindo hematomas espontâneos de pele e hemartrose (derrame de sangue numa articulação), em pacientes com hemoflia tipo A e B, tratados com inibidores de protease.

Efeitos no eletrocardiograma

Ritovir mostrou causar discreta alteração no eletrocardiograma em alguns pacientes. Ritovir deve ser utilizado com cautela em pacientes com insufciência cardíaca e alterações do ritmo cardíaco.

Redistribuição de gordura

Foi observada redistribuição ou acúmulo de gordura no corpo, incluindo obesidade, aumento de gordura dorso cervical, emagrecimento das extremidades, perda de gordura na face, aumento das mamas e “aparência cushingóide” (face arredondada) em pacientes que receberam medicamento para tratar o HIV (terapia antirretroviral).

Alterações lipídicas

O tratamento com Ritovir isoladamente ou em combinação a outros inibidores da protease resultou em aumentos substanciais na concentração de triglicérides e colesterol total.

Dosagens de triglicérides e colesterol devem ser solicitadas pelo seu médico antes do início e a intervalos periódicos durante o tratamento com Ritovir. Alterações lipídicas devem ser controladas de forma clinicamente apropriada.

Síndrome da reconstituição imunológica

Tal síndrome foi relatada em pacientes infectados por HIV tratados com terapia antirretroviral combinada, incluindo Ritovir.

Durante a fase inicial da terapia antirretroviral combinada, quando o sistema imunológico reage, pacientes podem desenvolver uma resposta inflamatória a infecções assintomáticas ou a infecções oportunistas latentes (como infecção causada por Mycobacterium avium, citomegalovírus, pneumonia causada por Pneumocystis jiroveci, ou tuberculose), que podem necessitar de avaliação e tratamentos adicionais.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Atenção: o uso incorreto causa resistência do vírus da AIDS e falha no tratamento.

Reações Adversas

Quando ritonavir for coadministrado com outro inibidor de protease, o médico deve verifcar as informações completas de prescrição destes inibidores de protease, inclusive suas reações adversas.

Adultos

Reações adversas muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Alterações do sistema nervoso

Disgeusia (alteração do paladar), cefaleia (dor de cabeça) e parestesia (sensações cutâneas sem estimulação).

Alterações gastrintestinais

Diarreia, náusea, parestesia oral e vômito.

Gerais

Fadiga (cansaço).

Reações adversas comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Alterações laboratoriais

Aumento sanguíneo de triglicérides, teste de função hepática (do fígado) anormal, perda de peso.

Alterações sanguíneas e linfáticas

Linfadenopatia (aumento dos gânglios).

Alterações do sistema nervoso

Distúrbio de atenção, tontura, hiperestesia (exaltação da sensibilidade), hipoestesia (diminuição da sensibilidade), hiporreflexia (diminuição de reflexos), neuropatia (dano em um ou mais nervos) periférica, sonolência e tremor.

Alterações respiratórias, torácicas e mediastinais

Dispneia (falta de ar), aumento da tosse, dor orofaríngea, irritação na garganta.

Alterações gastrintestinais

Desconforto abdominal, distensão abdominal, dor abdominal, dor abdominal superior, fezes alteradas, constipação (prisão de ventre), euforia, alucinações, diminuição da libido, nervosismo e alterações de sono.

Danos, envenenamento e complicações de procedimento

Contusão e queimadura de sol.

Procedimentos médicos e cirúrgicos

Vasodilatação.

Reações adversas raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Alterações laboratoriais e investigações

Diminuição da hemoglobina e exames neurológicos anormais.

Alterações sanguíneas e linfáticas

Linfadenite (inflamação de gânglios linfáticos) e linfocitose (aumento do número de linfócitos no sangue).

Alterações do sistema nervoso

Ataxia (falta de coordenação dos movimentos), alterações cognitivas, convulsão, convulsão do tipo Grande Mal, enxaqueca, contrações musculares involuntárias, neuralgia (dor em um ou mais nervos), paralisia, sono de baixa qualidade e sedação.

Alterações visuais

Blefarite (inflamação comum e persistente das pálpebras), diplopia (visão dupla), irite (inflamação da íris), fotofobia e escotoma cintilante (pontos brilhantes na visão).

Alterações do ouvido e labirinto

Hipoacusia (defciência auditiva).

Alterações respiratórias, torácicas e mediastinais

Broncoespasmo (estreitamento das vias aéreas), epistaxe (sangramento pelo nariz), hipoventilação (diminuição da quantidade de ar que entra e sai dos pulmões durante a respiração), distúrbio pulmonar, congestão nasal, edema (inchaço) faríngeo, congestão sinusal e espirros.

Alterações gastrintestinais

Prurido (coceira) anal, distúrbio retal, doença de Crohn (doença inflamatória séria do trato gastrintestinal), diarreia sanguinolenta, fezes sem cor, distúrbio gastrintestinal, hipercloridria (acidez estomacal), edema e inchaço dos lábios, ulceração labial, esofagite (inflamação do esôfago), pancreatite (inflamação do pâncreas), incapacidade de defecar e ulceração lingual.

Alterações renais e urinárias

Hematúria (sangue na urina), nefrolitíase (cálculos nos rins) e insufciência renal (dos rins).

Alterações da pele e tecido subcutâneo

Dermatite, dermatite acneiforme, dermatite de contato, dermatite esfoliativa, dermatite psoriasiforme, equimose (hematomas), erupção esfoliativa, edema periorbital, psoríase, rash folicular, rash vesicular, rosácea (doença vascular inflamatória), dermatite seborreica, edema facial, telangiectasia (dilatação anormal dos vasos sanguíneos).

Alterações metabólicas e nutricionais

Hipercolesterolemia (alto nível de colesterol no sangue), hiperglicemia (alta taxa de açúcar no sangue), hiperlipemia (aumento da taxa de gordura no sangue), hipovitaminose (defciência de vitaminas), polidipsia (sede em demasia).

Alterações músculo-esqueléticas e de articulações

Artropatia (difculdade de se mover), miosite (inflamação muscular) e dor mandibular.

Infestações e infecções

Gastroenterite (inflamação do estômago e intestino), hepatite infecciosa, síndrome gripal, abscesso dentário e uretrite (inflamação da uretra).

Alterações vasculares

Hipotensão (pressão arterial baixa), hipotensão postural, distúrbio vascular periférico.

Gerais

Edema (inchaço).

Alterações hepatobiliares

Colangite (inflamação das vias biliares).

Alterações psiquiátricas

Alterações de ciclotimia, alterações emocionais, perda de libido, depressão maior, pesadelos, inquietação, inibição sexual, terror noturno, alteração do pensamento e tiques.

Danos, envenenamento e complicações de procedimento

Quedas e ferimentos acidentais.

Experiência pós-comercialização

Os seguintes eventos foram relatados durante o período de comercialização de ritonavir.

A frequência das reações adversas na pós comercialização é desconhecida.

Alterações do sistema nervoso

Há relatos de convulsões.

Relação de causa e efeito não foi estabelecida.

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Desidratação, geralmente associada a sintomas gastrintestinais, e algumas vezes resultando em hipotensão (pressão baixa), síncope (desmaio) ou insufciência renal.

Síncope, hipotensão ortostática e insufciência renal também foram relatadas em evidência de desidratação.

Alterações cardíacas

Há relatos de infarto do miocárdio (músculo do coração).

Alterações do sistema reprodutor

Menorragia (menstruação abundante ou prolongada).

Alterações de pele e tecido subcutâneo

Necrólise epidérmica tóxica (reação severa que provoca descolamento da pele).

Pacientes pediátricos

O ritonavir foi estudado em pacientes pediátricos com idades entre 1 mês e 21 anos.

O perfl de eventos adversos observado durante os estudos clínicos pediátricos foi similar àquele de pacientes adultos.

Vômito, diarreia, e erupção cutânea/alergia foram os únicos eventos adversos clínicos relacionados à droga de intensidade moderada a grave observados em >2% dos pacientes pediátricos registrados em estudos clínicos do ritonavir.

Anormalidades laboratoriais

As seguintes anormalidades laboratoriais ocorreram em mais de 3% dos pacientes pediátricos que receberam tratamento com ritonavir, seja sozinho ou combinado com inibidores da transcriptase reversa

Neutropenia (quantidade reduzida de neutróflos no sangue), hiperamilasemia (aumento da amilase sanguínea), trombocitopenia (quantidade reduzida de plaquetas no sangue), anemia e AST (enzima do fígado) elevada.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Superdosagem

A experiência humana de superdosagem aguda com Ritovir é limitada.

Um paciente em um ensaio clínico tomou 1500 mg/dia de Ritovir durante 2 dias e relatou parestesia (sensações cutâneas sem estimulação), que regrediu depois que a dose foi reduzida.

Insufciência dos rins com eosinoflia (aumento da concentração de eosinóflos no sangue) foi relatada com superdosagem de Ritovir.

Tratamento da superdosagem

Não há antídoto específco para Ritovir.

O tratamento de superdosagem com Ritovir deve consistir de medidas gerais de suporte, incluindo o monitoramento de sinais vitais e observação do estado clínico do paciente.

É proposto que o tratamento da superdosagem inclua também lavagem gástrica e administração de carvão ativado.

Como Ritovir é extensamente metabolizado pelo fígado e altamente ligado a proteínas plasmáticas, é improvável que a diálise seja benéfca na remoção significativa do fármaco.

Em caso de superdosagem com Ritovir, deve-se procurar socorro médico imediatamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Cuidados de Armazenamento

O Ritovir cápsula de gelatina mole, antes da abertura do frasco, deve ser conservado em refrigerador, entre 2 e 8ºC.

Nessas condições, o medicamento se manterá próprio para o consumo pelo prazo de validade indicado no frasco.

Após abertura do frasco, recomenda-se que o paciente guarde o frasco de Ritovir cápsula de gelatina mole em refrigerador, entre 2 e 8ºC. Entretanto a refrigeração pode ser dispensada se o frasco for mantido em temperatura abaixo de 25ºC, e o medicamento utilizado no prazo de 30 dias.

É importante manter as cápsulas no frasco de origem.

As cápsulas não devem ser transferidas para outra embalagem.

Ritovir cápsulas não deve ser exposto a temperaturas extremas (não deve, por exemplo, ser guardado no freezer ou deixado exposto ao sol).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide cartucho/rótulo.

O prazo de validade é de 12 meses, a partir da data de fabricação, impressa na embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Características físicas

Ritovir cápsulas de 100mg, apresenta-se na forma de cápsula de gelatina mole, e oblonga, nº 22, de coloração bege.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

População Especial

Uso em idosos

Não há recomendações específcas para o uso de Ritovir em idosos.

Uso pediátrico: em pacientes com idade entre 1 mês e 21 anos, infectados por HIV, a atividade antiviral e o perfl de eventos adversos observados foram similares aos de pacientes adultos.

Este medicamento não foi estudado em crianças menores de 1 mês de idade.

Uso na gravidez e lactação

Ritovir não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando, a menos que, na opinião do médico, os benefícios potenciais justifquem claramente os possíveis riscos.

Não se recomenda que mulheres infectadas pelo HIV amamentem seus flhos, para evitar a transmissão do HIV não ser necessário ajuste de dosagem de zidovudina durante terapia concomitante com Ritovir.

Dizeres Legais

Registro MS nº 1.0298.0244

Farm. Resp.: Dr. José Carlos Módolo CRF-SP Nº 10.446

SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800 701 19 18

Encapsulado por: Relthy Laboratórios Ltda. CNPJ nº 58.884.735/0001-05 – Indústria Brasileira Avenida José Vieira 446, Indaiatuba - SP

Fabricado e distribuído por: Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda. Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira-SP CNPJ nº 44.734.671/0001-51 - Indústria Brasileira

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