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Revlimid - Bula

Principio activo: Lenalidomida

Composição

Apresentação

Cada embalagem contém 21 cápsulas duras de 5 mg, 10 mg, 15 mg ou 25 mg.

Uso oral.

Uso adulto acima de 18 anos.

Composição

Cada cápsula dura contém

5 mg, 10 mg, 15 mg ou 25 mg de lenalidomida. Excipientes: lactose anidra, celulose microcristalina, croscarmelose sódica e estearato de magnésio.

Proibido para mulheres grávidas.

Este medicamento pode causar o nascimento de crianças sem braços e sem pernas.

Este medicamento é somente seu. Não passe para ninguém.

Este medicamento não provoca aborto e não evita filhos.

Para que serve

Mieloma múltiplo

Revlimid (lenalidomida), em combinação com dexametasona, é indicado para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo refratário/recidivado que receberam ao menos um esquema prévio de tratamento.

O mieloma múltiplo é um câncer que afeta um determinado tipo de glóbulos brancos chamados células plasmáticas. Estas células acumulam-se na medula óssea e dividem-se de forma descontrolada. Isto pode lesionar os ossos e os rins.

Síndrome mielodisplásica

Revlimid (lenalidomida) é indicado para o tratamento de pacientes com síndrome mielodisplásica onde parte do cromossomo 5 é ausente (deleção 5q), com ou sem outras anormalidades citogenéticas. Os pacientes com esse tipo de síndrome podem apresentar uma anemia necessitando, dessa forma, de transfusões de sangue.

Como o Revlimid funciona?

Revlimid é um medicamento que pertence a um grupo de medicamentos imunomoduladores, os quais afetam o sistema de defesa do corpo. Ele altera o sistema imunológico do corpo e pode também alterar o desenvolvimento de vasos sanguíneos muito pequenos que ajudam no crescimento do tumor. Portanto, Revlimid pode diminuir ou impedir o crescimento das células do câncer. Estudos mostraram que o Revlimid pode recuperar a capacidade das células imunológicas de atacar e matar as células do tumor.

Contraindicação

Você não deve utilizar Revlimid:

Se estiver grávida, achar que possa estar grávida ou planeja ficar grávida, pois Revlimid pode ser prejudicial ao feto. Se for mulher em idade fértil, exceto quando todas as condições de prevenção da gravidez forem atendidas. Se for alérgico à lenalidomida ou a qualquer um dos componentes da formulação.

Para informações sobre os medicamentos utilizados em combinação com lenalidomida, consulte a bula do respectivo produto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento, a menos que todas as condições do Programa de Prevenção de Gravidez sejam cumpridas.

Como usar

Revlimid deve ser recomendado a você por profissionais de saúde com experiência no tratamento de mieloma múltiplo ou síndromes mielodisplásicas.

Sempre use Revlimid de acordo com as recomendações de seu médico.

Não tome mais Revlimid além do que foi prescrito pelo seu médico.

Revlimid deve ser administrado por via oral praticamente no mesmo horário todos os dias. As cápsulas de Revlimid devem ser ingeridas inteiras, preferencialmente com água, com ou sem alimentos.

Posologia do Revlimid

Ciclo de tratamento

Revlimid e os medicamentos que você toma em combinação com Revlimid são tomados em determinados dias ao longo de "ciclos de tratamento”. Após a conclusão de cada ciclo, você deve começar um novo "ciclo".

Mieloma múltiplo

A dose inicial recomendada de lenalidomida é 25 mg/dia via oral nos Dias 1-21, em ciclos de tratamento a cada 28 dias para mieloma múltiplo. A dose recomendada de dexametasona é 40 mg/dia nos Dias 1-4, 9-12 e 17-20 de cada ciclo de 28 dias durante os primeiros 4 ciclos de terapia, e depois 40 mg/dia via oral nos Dias 1-4 a cada 28 dias. O tratamento deve ser continuado até a progressão da doença ou toxicidade inaceitável.

Síndrome mielodisplásica

A dose inicial recomendada de lenalidomida é de 10 mg/dia via oral.

A dose de Revlimid será recomendada pelo seu médico, bem como em que dias do seu ciclo de tratamento você deverá tomar o medicamento. O seu médico poderá também decidir ajustar a sua dose de Revlimid, com base nos resultados das suas análises de sangue e no seu estado geral.

Você deve continuar tomando Revlimid pelo tempo que seu médico determinar. Este é um tratamento a longo prazo. Seu médico irá monitorar regularmente a sua condição para garantir que o tratamento esteja surtindo o efeito esperado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Revlimid?

Se menos de 12 horas decorrerem desde uma dose esquecida, você pode tomar a dose normal de Revlimid. Se mais de 12 horas se passarem desde uma dose esquecida no horário normal, você não deve mais tomar essa dose, mas sim tomar a próxima dose no horário normal no dia seguinte. Não tome uma dose em dobro (duas cápsulas ao mesmo tempo) para compensar uma dose esquecida. Não esqueça de avisar o seu médico sobre o ocorrido.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções

Este medicamento foi prescrito somente para você. Nunca compartilhe Revlimid (lenalidomida) com ninguém, mesmo se eles apresentarem sintomas semelhantes aos seus. Isto pode ser perigoso para eles, e causar defeitos congênitos, como por exemplo ausência total ou parcial de braços e pernas se utilizado por mulheres grávidas. Devolva todas as cápsulas não utilizadas no local onde o Revlimid foi retirado.

Você não deve doar sangue durante a terapia e por 30 dias após a descontinuação de Revlimid.

Este medicamento contém lactose.

Para informações sobre os medicamentos utilizados em combinação com lenalidomida, consulte a bula do respectivo produto.

Aviso: este medicamento pode provocar uma diminuição acentuada de glóbulos brancos no sangue (que combatem infecções), e também das células do sangue que ajudam na coagulação (plaquetas). Isso aumenta o risco para o desenvolvimento de infecções graves ou sangramentos. Se sentir algum dos seguintes sintomas, entre em contato com seu médico imediatamente: febre, dor de garganta, calafrios, tosse, úlceras na boca ou outros sinais de infecção; hemorragia ou hematomas incomuns; dor no peito ou dor na perna e falta de ar.

Fale com o seu médico se tiver:

Histórico ou risco conhecido de coágulos (como, por exemplo, ser fumante, ter pressão alta ou aumento das taxas de gordura no sangue), pois há um risco aumentado de se desenvolver coágulos nas veias e artérias durante o tratamento. Utilizando medicamentos que estimulam a produção de glóbulos vermelhos e/ou medicamentos para reposição hormonal, pois eles também podem aumentar o risco de coágulo e, portanto, devem ser utilizados com cuidado quando estiver em tratamento com Revlimid. Você deve procurar imediatamente um médico caso venha a ter falta de ar, dor no peito, inchaço nos braços ou nas pernas: esses podem ser sintomas de coágulo. Reações alérgicas graves com a utilização de Revlimid, como coceira pelo corpo, inchaço, falta de ar, bolhas ou placas vermelhas na pele ou nas mucosas. Essas reações podem se complicar resultando em inflamações no fígado, rins ou coração. Alteração da produção de hormônios pela tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo). Recomenda-se que o seu médico faça monitoramento contínuo da função da sua tireoide. Uma quantidade elevada de tumor no seu corpo, incluindo a sua medula óssea. Isso pode levar a uma situação onde os tumores se desmancham, resultando em um nível incomum de substâncias no sangue chamadas metabólitos que podem levar a um quadro conhecido como síndrome de lise tumoral e/ou reação de exacerbação tumoral.

Antes e durante o tratamento com Revlimid, o seu médico pode solicitar exames regulares de sangue, uma vez que Revlimid pode alterar o nível das células sanguíneas que ajudam a combater as infecções (células brancas do sangue) e das células que ajudam o sangue a coagular (plaquetas). Com base nos resultados desses exames e no seu estado geral, o seu médico pode ajustar a dose de Revlimid ou interromper o tratamento.

Se você tem síndrome mielodisplásica, você tem uma maior probabilidade de vir a adquirir uma condição avançada chamada leucemia mieloide aguda (LMA). Adicionalmente, não se sabe como Revlimid interfere na possibilidade de você apresentar LMA. Assim, o seu médico poderá fazer análises para ver se existem sinais que possam prever com maior certeza a probabilidade de vir a adquirir uma LMA durante o seu tratamento com Revlimid.

Se você tem mieloma múltiplo, você deve ser avaliado antes e durante o tratamento por meio de uma análise padrão para a identificação de novos ou adicionais tipos de câncer e instituir um tratamento apropriado.

Reações Adversas

Como todos os medicamentos, Revlimid pode causar reações indesejadas, mas que não se manifestam em todas as pessoas.

É importante saber que um pequeno número de pacientes pode desenvolver outros tipos de câncer e é possível que este risco possa aumentar com o tratamento com Revlimid; por isso, o seu médico deve avaliar cuidadosamente o risco-benefício do tratamento, quando Revlimid for prescrito.

Essas não são todas as reações indesejadas que Revlimid pode causar. Se você apresentar qualquer reação indesejada, descritas ou não nesta bula, informe imediatamente o seu médico ou entre em contato com o Serviço de Apoio ao Cliente da Celgene.

Mieloma múltiplo

Em estudos clínicos, as reações adversas mais graves observadas com maior frequência no grupo tratado com lenalidomida/dexametasona em comparação com placebo/dexametasona foram formação de um cóagulo em uma veia profunda (trombose venosa profunda) ou quando o coágulo se solta e vai para o pulmão (embolia pulmonar) e diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia) responsáveis pela defesa do corpo. Em estudos clínicos para mieloma múltiplo, as reações adversas observadas com maior frequência no grupo tratado com lenalidomida/dexametasona em comparação com placebo/dexametasona foram fraqueza (43,9%), diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia) (42,2%), prisão de ventre (40,5%), diarreia (38,5%), câimbras musculares (33,4%), anemia (31,4%), diminuição do número de plaquetas no sangue responsáveis pela coagulação (trombocitopenia) (21,5%) e lesões na pele (21,2%).

As reações adversas ao medicamento observadas em pacientes com mieloma múltiplo estão listadas a seguir de acordo com as suas frequências:

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Fraqueza, febre, inchaço nos pés e mãos, dor no peito, perda temporária ou completa da sensibilidade e do movimento, diarreia, prisão de ventre, náusea, vômito, dor na barriga, boca seca, câimbra, dor nas costas, dor nos ossos, dor nos membros, tontura, tremor, alteração do paladar, diminuição da sensibilidade ao toque, lesão de um nervo, falta de ar, resfriado, dor de garganta, bronquite, infecção do sistema respiratório superior, pneumonia, infecção do sistema urinário, sinusite, lesões na pele, aumento do suor, pele seca, coceira, anemia, diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia e leucopenia), diminuição do número de plaquetas no sangue (trombocitopenia), diminuição do número de linfócitos (linfopenia), apetite reduzido, anorexia, baixa quantidade de potássio, cálcio e magnésio no sangue, desidratação, visão borrada, formação de um cóagulo em uma veia profunda (trombose venosa profunda), pressão alta, pressão baixa e perda de peso.

Reações adversas de Grau 3/4

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Fraqueza, diarreia, prisão de ventre, náusea, fraqueza muscular, tontura, desmaios, bloqueio dos vasos sanguíneos do pulmão por um coágulo, desconforto para respirar, pneumonia, infecção do sistema urinário, depressão, anemia, diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia e leucopenia), diminuição do número de plaquetas no sangue (trombocitopenia), diminuição do número de linfócitos (linfopenia), ocorrência de febre quando as contagens das células brancas do sangue estiverem muito baixas (neutropenia febril), baixa quantidade de potássio, cálcio e fósforo, catarata em um ou nos dois olhos, formação de um cóagulo em uma veia profunda (trombose venosa profunda), batimentos e frequência cardíacos acelerados e irregulares e insuficiência cardíaca.

Reações adversas sérias

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Diarreia, dor nos ossos, derrame cerebral, bloqueio dos vasos sanguíneos do pulmão por um coágulo, pneumonia, ocorrência de febre quando as contagens das células brancas do sangue estiverem muito baixas (neutropenia febril), formação de um cóagulo em uma veia profunda (trombose venosa profunda), batimentos e frequência cardíacos acelerados e irregulares e insuficiência cardíaca.

Síndrome mielodisplásica

Em estudos clínicos, a maioria das reações adversas tendem a ocorrer durante as primeiras 16 semanas de tratamento com lenalidomida. As reações adversas graves incluem formação de um cóagulo em uma veia profunda (trombose venosa profunda) ou quando o coágulo se solta e vai para o pulmão (embolia pulmonar), diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia) responsáveis pela defesa do corpo, ocorrência de febre quando as contagens das células brancas do sangue estiverem muito baixas (neutropenia febril) e diminuição do número de plaquetas no sangue responsáveis pela coagulação (trombocitopenia). As reações adversas que ocorreram com mais frequência nos grupos tratados com lenalidomida em comparação com o grupo controle em estudos clínicos foram diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia) (76,8%), diminuição do número de plaquetas no sangue (trombocitopenia) (46,4%), diarreia (34,8%), prisão de ventre (19,6%), náuseas (19,6%), coceira (25,4%), lesões na pele (18,1%), fraqueza (18,1%) e espasmos musculares (16,7%).

As reações adversas ao medicamento observadas em pacientes com síndrome mielodisplásica estão listadas a seguir de acordo com as suas frequências:

Reações muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Fraqueza, inchaço nos pés e mãos, sintomas relacionados a gripe (incluindo febre, tosse, dor de garganta, dor muscular, dor no corpo, dor de cabeça), diarreia, dor na barriga (incluindo a parte superior), náusea, vômito, prisão de ventre, dor no corpo (incluindo dor nas costas e nos pés e mãos), dor nas juntas, contrações musculares, dor muscular, tontura, dor de cabeça, sangramento do nariz, tosse, infecções causadas por bactérias, vírus e fungos (incluindo infecções oportunistas) como por exemplo erisipela, pneumonia e infecção do trato urinário, lesões na pele, coceira, pele seca, diminuição do número de plaquetas no sangue (trombocitopenia), diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia e leucopenia), apetite reduzido e insônia.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Boca seca, indigestão, formigamento, excesso de ferro no sangue, pressão alta, hematoma, testes da função do fígado alterados e perda de peso.

Reações adversas de Grau 3/4

Reações muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Diminuição do número de plaquetas no sangue (trombocitopenia), diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia e leucopenia) e pneumonia.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Febre, diarreia, náusea, dor de dente, dor nas costas, bronquite, infecções causadas por bactérias, vírus e fungos (incluindo infecções oportunistas) como por exemplo erisipela, pneumonia e infecção do trato urinário, lesões na pele, coceira, ocorrência de febre quando as contagens das células brancas do sangue estiverem muito baixas (neutropenia febril), excesso de açúcar no sangue, apetite reduzido, perda da função dos rins, formação de coágulos em uma veia profunda (trombose venosa profunda) ou quando o coágulo se solta e vai para o pulmão (embolia pulmonar), infarto, batimentos cardíacos acelerados e irregulares, insuficiência cardíaca, testes da função do fígado alterados, queda e humor alterado.

Reações adversas sérias

Reações muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Pneumonia.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Diarreia, dor nas costas, infecções causadas por bactérias, vírus e fungos (incluindo infecções oportunistas) como por exemplo erisipela, pneumonia e infecção do trato urinário, anemia, ocorrência de febre quando as contagens das células brancas do sangue estiverem muito baixas (neutropenia febril), diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia), diminuição do número de plaquetas no sangue (trombocitopenia), excesso de açúcar no sangue, perda da função dos rins, formação de coágulos em uma veia profunda (trombose venosa profunda) ou quando o coágulo se solta e vai para o pulmão (embolia pulmonar), alteração de humor, infarto, batimentos cardíacos acelerados e irregulares e insuficiência cardíaca profunda.

Risco aumentado de morte em pacientes com leucemia linfocítica crônica (LLC)

Pacientes com LLC que tomam Revlimid têm um risco maior de morte em comparação com as pessoas que tomam o medicamento clorambucil. Revlimid pode lhe causar graves problemas cardíacos que podem levar à morte, incluindo a fibrilação atrial, ataque cardíaco ou insuficiência cardíaca. Você não deve tomar Revlimid se tiver LLC, a menos que você esteja participando de um estudo clínico controlado.

Risco de novas malignidades

Pacientes com mieloma múltiplo que receberam Revlimid e melfalano e um transplante de células-tronco do sangue têm um risco maior de desenvolvimento de novos cânceres, incluindo certos tipos de câncer no sangue (leucemia mieloide aguda e síndrome mielodisplásica) e um tipo de linfoma chamado linfoma de Hodgkin. Converse com seu médico sobre o seu risco de desenvolver novos cânceres se você tomar Revlimid. Seu médico irá avaliá-lo para novos cânceres durante o tratamento com Revlimid.

Problemas no fígado (hepatotoxicidade), incluindo falha ou falência do fígado

Informe ao seu médico imediatamente se você apresentar qualquer um dos sintomas a seguir, que podem estar relacionados a problemas no fígado:

Amarelamento da pele ou da parte branca do olho (icterícia), urina escura ou marrom, dor na parte superior direita da sua barriga, sangramentos ou hematomas mais frequentes do que o normal e cansaço. Seu médico poderá solicitar exames de sangue para avaliar o funcionamento do seu fígado durante o tratamento com Revlimid.

Reações alérgicas graves e reações graves na pele

Podem ocorrer durante o tratamento com Revlimid e levar à morte.

Informe o seu médico imediatamente se você apresentar qualquer um dos sintomas a seguir, que podem estar relacionados a reações alérgicas graves e reações graves na pele:

Inchaço do rosto. Olhos. Lábios. Língua e garganta. Dificuldade para engolir. Problemas respiratórios. Lesões na pele. Urticária. Descamação da pele e bolhas.

Síndrome da lise tumoral (SLT)

A SLT é causada pela ruptura rápida das células cancerosas. A SLT pode causar insuficiência renal e necessidade de tratamento dialítico, ritmo cardíaco anormal, convulsão e às vezes morte. Seu médico pode fazer exames de sangue para verificar se você tem SLT.

Agravamento do seu tumor (reação de exacerbação tumoral)

Informe ao seu médico se tiver algum desses sintomas de reação de exacerbação tumoral, enquanto toma Revlimid:

Nódulos linfáticos inchados e sensíveis. Febre baixa. Dor ou lesões na pele.

Dados pós-comercialização

As reações adversas ao medicamento citadas a seguir foram identificadas a partir da experiência pós-comercialização mundial de lenalidomida. Como essas reações são relatadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, nem sempre é possível estimar com precisão sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao medicamento.

Distúrbios endócrinos

Alteração da produção de hormônios pela tireoide (hipertireoidismo e hipotireoidismo).

Distúrbios do fígado

Testes laboratoriais hepáticos alterados transitórios.

Distúrbios do sistema de defesa do corpo

Condições alérgicas (angioedema, urticária). Doença aguda por enxerto contra hospedeiro (após transplante hematopoiético alogênico). Rejeição de transplante de órgãos sólidos.

Infecções e infestações

Reativação viral (como hepatite B ou herpes zoster) e leucoencefalopatia multifocal progressiva (alteração neurológica causada por um vírus).

Neoplasias benignas, malignas e não especificadas

Síndrome de lise tumoral (SLT), reação flare tumoral (piora transitória dos sintomas relacionados à doença devido a um aumento hormonal).

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Pneumonia.

Distúrbios cutâneos e subcutâneos

Reações graves na pele que necessitam de cuidados médicos intensivos como síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET), reação ao medicamento com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS).

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Superdosagem

Se você tomar mais Revlimid do que lhe foi prescrito, procure imediatamente o seu médico. Não existe experiência específica no manejo de sobredose com lenalidomida.

Em estudos clínicos, os indivíduos saudáveis expostos a até 400 mg, apresentaram os seguintes eventos adversos:

Comichão. Coceira. Inflamação da pele. Alteração nos exames hepáticos (transaminases hepáticas).

A toxicidade limitante da dose foi diminuição do número de plaquetas no sangue (trombocitopenia) e diminuição do número de células brancas do sangue (neutropenia).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Cuidados de Armazenamento

Revlimid deve ser conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30ºC).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do produto

Revlimid  5 mg

Apresenta-se na forma de cápsula dura opaca, branca a quase branca, com a gravação "rev" de um lado e “5 mg” do outro em tinta preta.

Revlimid 10 mg

Apresenta-se na forma de cápsula dura opaca, verde azulada e amarela clara, com a gravação "rev" de um lado e “10 mg” do outro em tinta preta.

Revlimid 15 mg

Apresenta-se na forma de cápsula dura opaca, branca a quase branca e azul clara, com a gravação "rev" de um lado e “15 mg” do outro em tinta preta.

Revlimid 25 mg

Apresenta-se na forma de cápsula dura opaca, branca a quase branca, com a gravação "rev" de um lado e “25 mg” do outro em tinta preta.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

População Especial

Uso na gravidez

Antes de começar o tratamento com Revlimid, você deve ler e concordar com todas as instruções do Programa de Prevenção de Gravidez da Celgene apresentado pelo seu médico.

Alerta de gravidez: lenalidomida é um análogo químico da talidomida, estruturalmente relacionado com a talidomida.

A talidomida é um conhecido agente teratogênico humano ou seja, que provoca malformações no feto tais como ausência e/ou malformação grave nos braços e nas pernas. Revlimid induziu malformações em macacos de maneira similar àquela descrita com a talidomida. Se Revlimid for tomado durante a gravidez, a ocorrência de malformações no feto (efeito teratogênico) não pode ser descartada.

Revlimid está estruturalmente relacionado com a talidomida.

A talidomida é um conhecido agente teratogênico humano ou seja, é um agente que provoca malformações no feto tais como ausência e/ou malformação grave nos braços e nas pernas.

O efeito teratogênico de Revlimid em humanos não pode ser descartado. Portanto:

Revlimid não deve ser utilizado por mulheres que estejam grávidas ou que possam engravidar enquanto estiverem recebendo o medicamento. Se você for mulher e estiver em idade fértil, deve utilizar métodos anticoncepcionais eficazes por 30 dias antes da terapia, durante a terapia com Revlimid, mesmo quando há interrupção momentânea da terapia, e interrupções da dose, e nos 30 dias após a descontinuação da terapia com Revlimid, ou continuamente evitar relações sexuais. Discuta com o seu médico os métodos eficazes para evitar a gravidez que melhor se adaptam a você. Além da utilização de métodos eficazes para evitar a gravidez, se você estiver em idade fértil precisará fazer testes de gravidez a cada 4 semanas durante o tratamento com o Revlimid, e 4 semanas após o fim do tratamento. Se tiver ciclos menstruais irregulares, os testes de gravidez devem ocorrer a cada 2 semanas. Se ainda assim você engravidar ou suspeitar que está grávida, você deve interromper imediatamente o uso de Revlimid e procurar imediatamente o seu médico. É obrigatório que as mulheres em idade fértil recebam aconselhamento para estarem cientes dos riscos de Revlimid. Revlimid é contraindicado para mulheres em idade fértil, a menos que todos os termos de aconselhamento sejam atendidos. Se você for homem e estiver usando Revlimid, você deverá utilizar preservativo durante as relações sexuais (mesmo que tenha sido submetido a uma vasectomia bem sucedida) durante o tratamento e interrupções de dose, e por 30 dias após a descontinuação da terapia com Revlimid, principalmente se a sua parceira estiver em idade fértil. Além disso, você não poderá doar esperma.

Uso na lactação

Não se sabe se Revlimid passa para o leite humano. Em decorrência do potencial de Revlimid provocar reações indesejadas em bebês, a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com Revlimid. Você deverá discutir com seu médico sobre interromper a amamentação ou interromper o uso de Revlimid, levando em consideração a importância do mesmo para o seu tratamento.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir ou utilizar máquinas. Revlimid pode apresentar uma influência leve ou moderada sobre a capacidade de dirigir e utilizar máquinas. Fraqueza, tonturas, sonolência, vertigens e visão turva foram relatadas com o uso de Revlimid. Portanto, recomenda-se precaução ao dirigir ou operar máquinas.

Uso em crianças e adolescentes

Revlimid não deve ser utilizado em crianças e adolescentes abaixo de 18 anos.

Dizeres Legais

MS – 1.9614.0002

Farm. Resp.: Erika Mayumi Matsumoto CRF-SP nº 27.346

Fabricado por: Celgene International Sàrl, Boudry, Suíça.

Importado por: Celgene Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda. Rua Trindade, 125 Blocos 5 e 6, Vargem Grande Paulista/SP CNPJ: 17.625.281/0002-51

SAC 0800 2354363

Venda sob prescrição médica. Só pode ser vendido com retenção da receita.

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