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Relistor - Bula

Principio activo: Brometo de Metilnaltrexona

Composição

Cada frasco para injetáveis de 0,6 ml contém

12 mg de brometo de metilnaltrexona.

Um ml da solução contém

20 mg de brometo de metilnaltrexona.

Excipientes: Cloreto de sódio, edetato de cálcio e sódio, cloridrato de glicina, água para preparações injetáveis, ácido clorídrico (para ajuste do pH), hidróxido de sódio (para ajuste do pH).

Para que serve

Relistor é indicado para o tratamento de obstipação induzida por opióides quando a resposta à terapia com laxantes não foi suficiente em doentes adultos, com idades iguais ou superiores a 18 anos.

Contraindicação

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

A utilização de brometo de metilnaltrexona é contraindicada em doentes com obstrução gastrointestinal mecânica confirmada ou suspeita, doentes de elevado risco para obstrução recorrente ou em doentes com abdómen agudo cirúrgico, devido ao potencial para perfuração gastrointestinal.

Como usar

Relistor deverá ser administrado por injeção subcutânea.

Recomenda-se proceder à rotatividade dos locais da injeção. Não injetar em áreas em que a pele se apresente fragilizada, com equimoses, ruborizada ou dura.

Evitar áreas com cicatrizes ou estrias.

As três áreas do corpo recomendadas para a injeção de Relistor são as coxas, o abdómen e parte superior dos braços.

Relistor pode ser administrado independentemente do consumo de alimentos.

Posologia

Obstipação induzida por opióides em doentes adultos com dor crónica (exceto em doentes de cuidados paliativos com doença avançada)

A dose de brometo de metilnaltrexona recomendada é de 12 mg (0,6 ml de solução) subcutaneamente, conforme necessário, dado em pelo menos 4 doses semanalmente, até uma vez por dia (7 doses semanalmente).

Nestes doentes, o tratamento usual de laxantes deve ser suspenso quando se inicia o tratamento com Relistor.

Obstipação induzida por opióides em doentes adultos em fase avançada de doença (doentes em cuidados paliativos)

A dose de brometo de metilnaltrexona recomendada é de 8 mg (0,4 ml de solução) (para doentes com um peso corporal entre 38-61 kg) ou 12 mg (0,6 ml de solução) (para doentes com um peso corporal entre 62-114 kg).

O esquema de administração usual é de uma dose única em dias alternados. As doses poderão ser administradas em intervalos maiores, conforme necessidade clínica.

Os doentes poderão receber duas doses consecutivas com um intervalo de 24 horas, apenas nos casos em que não tenha havido resposta (motilidade intestinal) à dose administrada no dia anterior.

Os doentes cujo peso se encontre fora destes limites devem ser tratados com uma dose de 0,15 mg/kg. Nestes doentes, o volume a injetar deve ser calculado, como se segue Dose (ml) = peso do doente (kg) x 0,0075

Em doentes em cuidados paliativos, Relistor é adicionado ao tratamento usual com laxantes.

Populações especiais

População idosa

Não se recomendam ajustes posológicos com base na idade.

Doentes com compromisso renal

Em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 ml/min.), a dose de brometo de metilnaltrexona deve ser reduzida de 12 mg para 8 mg (0,4 ml de solução) em doentes com peso entre 62 e 114 kg. Doentes com compromisso renal grave cujo peso esteja fora do intervalo 62 a 114 kg (ver secção 5.2) necessitam de reduzir a sua dose em mg/kg em cerca de 50 %. Estes doentes devem utilizar os frascos para injetáveis de Relistor e não a seringa pré-cheia. Não existem dados disponíveis sobre doentes com compromisso renal terminal submetidos a diálise, sendo que brometo de metilnaltrexona não é recomendado nestes doentes.

Doentes com compromisso hepático

Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado.

Não existem dados disponíveis sobre doentes com compromisso hepático grave (Child-Pugh Classe C), sendo que brometo de metilnaltrexona não é recomendado nestes doentes.

População pediátrica

Não foi estabelecida a segurança e eficácia de brometo de metilnaltrexona em crianças com menos de 18 anos de idade. Não existem dados disponíveis.

Precauções

Gravidade e deterioração dos sintomas

Aconselhe os doentes a notificar imediatamente sintomas graves, persistentes e/ou o agravamento dos mesmos.

No caso de ocorrer diarreia grave ou persistente durante o tratamento, os doentes devem ser aconselhados a não prosseguirem a terapêutica com brometo de metilnaltrexona e a consultar o seu médico assistente.

Obstipação não relacionada com o uso de opióides

A atividade do brometo de metilnaltrexona foi estudada em doentes com obstipação induzida por opióides. Consequentemente, não deve utilizar-se Relistor no tratamento de doentes com obstipação não relacionada com a utilização de opióides.

Início rápido de motilidade intestinal

Os dados obtidos em ensaios clínicos sugerem que o tratamento com brometo de metilnaltrexona pode induzir um rápido início (numa média de 30 a 60 minutos) da motilidade intestinal.

Duração do tratamento

Obstipação induzida por opióides em doentes adultos com doença avançada.

O tratamento com brometo de metilnaltrexona não foi estudado em doentes adultos com doença avançada em ensaios clínicos por períodos superiores a 4 meses e portanto, só deve ser usado por um período limitado.

Compromisso hepático e renal

Brometo de metilnaltrexona não é recomendado em doentes com compromisso hepático grave ou com compromisso renal terminal requerendo diálise.

Doenças gastrointestinais (GI) e perfuração GI

O brometo de metilnaltrexona deve ser estudado com precaução em doentes com lesões conhecidas ou suspeitas do trato GI.

A utilização de brometo de metilnaltrexona em doentes com colostomia, cateter peritoneal, doença diverticular ativa ou oclusão fecal não foi estudada. Assim, Relistor deve ser administrado com precaução nestes doentes.

No período após a comercialização, foram notificados casos de perfuração gastrointestinal (GI) após a utilização de brometo de metilnaltrexona Em situações clínicas que podessem estar associadas a uma redução difusa ou localizada da integridade estrutural da parede do trato gastrointestinal (p. ex., úlcera péptica, pseudo obstrução (sindroma de Ogilvie), sindrome diverticular, malignidades infiltrantes do trato gastrointestinal ou metástases peritoneais). Deve ter-se em conta o perfil geral de risco/benefício aquando da utilização de brometo de metilnaltrexona em doentes nestas situações clínicas ou noutras situações que possam resultar em dano na integridade da parede do trato gastrointestinal (p.ex., doença de Crohn).

Os doentes deverão ser monitorizados relativamente à dor abdominal persistente, grave ou a agravar-se o brometo de metilnaltrexona deve ser descontinuado, caso este sintoma ocorra.

Abstinência de opióides

Ocorreram sintomas consistentes com a abstinência de opióides, incluindo hiperhidrose, arrepios, vómitos, dor abdominal, palpitações e rubor, em doentes tratados com brometo de metilnaltrexona.

Doentes com interrupção da barreira hemato-encefálica podem estar em risco acrescido para a abstinência de opióides e/ou analgesia reduzida. Este facto deve ser tido em conta quando se prescreve brometo de metilnaltrexona a estes doentes.

Teor de sódio

Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por dose, i.e., é essencialmente isento de sódio.

Interações medicamentosas e outras formas de interação

O brometo de metilnaltrexona não afeta a farmacocinética de medicamentos metabolizados pelas isoenzimas do citocromo P450 (CYP). O brometo de metilnaltrexona é metabolizado minimamente pelas isoenzimas do CYP. Os estudos do metabolismo in vitro sugerem que o brometo de metilnaltrexona não inibe a atividade do CYP1A2, CYP2E1, CYP2B6, CYP2A6, CYP2C9, CYP2C19 ou CYP3A4, embora seja um fraco inibidor do metabolismo de um substrato modelo do CYP2D6. Num estudo clínico de interação medicamentosa realizado em indivíduos adultos saudáveis do sexo masculino, uma dose de 0,3 mg/kg de brometo de metilnaltrexona, por via subcutânea, não afetou significativamente o metabolismo do dextrometorfano, um substrato do CYP2D6. O potencial de interação fármaco-fármaco, relacionado com o transportador catião orgânico (OCT), entre o brometo de metilnaltrexona e um inibidor OCT foi estudado em 18 indivíduos saudáveis comparando os perfis farmacocinéticos de doses únicas de brometo de metilnaltrexona antes e depois da administração de doses múltiplas de 400 mg de cimetidina. Verificou-se redução da depuração renal do brometo de metilnaltrexona após a administração de doses múltiplas de cimetidina (de 31 l/h para 18 l/h). No entanto, isto resultou numa pequena redução da depuração total (de 107 l/h para 95 l/h). Consequentemente, não se registaram alterações significativas da AUC do brometo de metilnaltrexona, para além da Cmax, antes e depois da administração de doses múltiplas de cimetidina.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados adequados sobre a utilização de brometo de metilnaltrexona em mulheres grávidas. Os estudos realizados em animais demonstraram toxicidade reprodutiva com doses elevadas. Desconhece-se o risco potencial para o ser humano. Brometo de metilnaltrexona não deve ser utilizado durante a gravidez, exceto se claramente necessário.

Amamentação

Desconhece-se se o brometo de metilnaltrexona é excretado no leite materno humano. Os estudos em animais demonstraram que o brometo de metilnaltrexona é excretado no leite materno. A decisão de continuar/suspender o aleitamento ou continuar/suspender a terapêutica com brometo de metilnaltrexona deverá ser tomada ponderando o benefício do aleitamento para a criança e o benefício da terapêutica com brometo de metilnaltrexona para a mulher.

Fertilidade

As injeções subcutâneas de Relistor a 150 mg/kg/dia diminuíram a fertilidade em ratos. Doses até 25 mg/kg/dia (18 vezes a exposição [AUC] em seres humanos em dose subcutânea de 0,3 mg/kg) não afetaram a fertilidade nem o desempenho geral da reprodução.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

O brometo de metilnaltrexona tem uma influência menor na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Poderão ocorrer tonturas, as quais são passíveis de afetar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentes, observadas em todos os doentes expostos ao brometo de metilnaltrexona durante todas as fases dos estudos controlados com placebo, foram dor abdominal, náuseas, diarreia e flatulência. No geral, estas reações foram ligeiras ou moderadas.

Reações Adversas

Os efeitos indesejáveis são classificados como:

Muito frequentes (≥1/10); Frequentes (≥1/100 a <1/10); Pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100); Raros (≥1/10.000 a <1/1.000); Muito raros (<1/10.000); Desconhecido (não pode ser estimado com base nos dados disponíveis).

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência:

Doenças do sistema nervoso

Frequentes:

Tonturas.

Frequentes:

Sintomas semelhantes a abstinência de opióides (tais como arrepios, tremores, rinorreia, ereção pilosa, rubores, palpitação, hiperidrose, vómitos, dor abdominal).

Doenças gastrointestinais

Desconhecido:

Perfuração gastrointestinal.

Frequentes:

Vómitos.

Muito frequentes:

Dor abdominal, náuseas, diarreia, flatulência.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes:

Reações no local da injeção (ex. sensação de picada, sensação de ardor, dor, eritema, edema).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento.

Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

Superdosagem

Um estudo realizado em voluntários saudáveis referiu a ocorrência de hipotensão ortostática associada a uma dose de 0,64 mg/kg, administrada sob a forma de bólus intravenoso.

Na eventualidade de ocorrer uma sobredosagem, os sinais e sintomas de hipotensão ortostática devem ser monitorizados e notificados a um médico. Deverá ser iniciado tratamento apropriado.

Cuidados de Armazenamento

Prazo de validade 4 anos.

Após introdução da solução na seringa:

Devido à sensibilidade à luz, a solução injetável deverá ser utilizada no prazo de 24 horas.

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.

Manter o frasco para injetáveis dentro da embalagem exterior para o proteger da luz.

Para condições de conservação do medicamento na seringa.

Características físicas

Solução límpida, incolor a amarelo-pálida, essencialmente livre de partículas visíveis.

Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco para injetáveis de vidro flint, transparente, tipo I, para administração única, com rolha de borracha de butilo de cor cinzenta e selo de alumínio com tampa flip-off.

Cada frasco para injetáveis contém 0,6 ml de solução injetável.

Os tamanhos das embalagens de Relistor são:

1 frasco; 2 frascos para 2 seringas para injetáveis de 1 ml esterilizadas com agulha para injetáveis retrátil e 4 compressas com álcool; ou 7 frascos para 7 seringas para injetáveis de 1 ml esterilizadas com agulha para injetáveis retráctil e 14 compressas com álcool.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação

Os medicamentos não utilizados ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Dizeres Legais

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

PharmaSwiss Česká republika s.r.o. Jankovcova 1569/2c 170 00, Praha 7 República Checa

Fabricante Przedsiębiorstwo Farmaceutyczne Jelfa SA ul. Wincentego Pola 21 58-500 Jelenia Góra, Polônia

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular da Autorização de Introdução no Mercado.

Preço

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