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Raltegravir - Bula

Para que serve

Raltegravir (substância ativa) é indicado em combinação com outros agentes antirretrovirais para o tratamento de infecção por HIV-1.

Contraindicação

Raltegravir (substância ativa) é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente deste produto.

Como usar

Raltegravir (substância ativa) está disponível como uma formulação de comprimidos de 400 mg e uma formulação de comprimidos mastigáveis nas concentrações de 100 mg (sulcado) e 25 mg.

A dose máxima do comprimido mastigável é de 300 mg 2x/dia. Como as formulações não são bioequivalentes, não substitua os comprimidos mastigáveis pelo comprimido de 400 mg.

Raltegravir (substância ativa) pode ser administrado com ou sem alimentos.

Raltegravir (substância ativa) deve ser administrado em um regime de combinação com outros agentes antirretrovirais. Para o tratamento de pacientes com infecção por HIV-1, a posologia de Raltegravir (substância ativa) é a seguinte:

Adultos:

Um comprimido de 400 mg duas vezes ao dia, por via oral.

Crianças e adolescentes:

12 anos de idade ou mais:

Um comprimido de 400 mg duas vezes ao dia, por via oral.

6 a 11 anos de idade (2 opções posológicas):

Um comprimido de 400 mg duas vezes ao dia, por via oral (se tiver pelo menos 25 kg de peso) ou Comprimidos mastigáveis: peso baseado na dose máxima de 300 mg, duas vezes ao dia, conforme especificado na tabela abaixo.

2 a 5 anos de idade:

Comprimidos mastigáveis: peso baseado na dose máxima de 300 mg, duas vezes ao dia, conforme especificado na tabela abaixo.

Dose Recomendada para Comprimidos Mastigáveis de Raltegravir (substância ativa) em Pacientes Pediátricos 2 a 11 Anos de Idade

Peso Corporal (kg) Dose Número de Comprimidos Mastigáveis por dose
7 a < 10 50 mg 2x/dia 0,5 x 100 mg*
10 a < 14 75 mg 2x/dia 3 x 25 mg
14 a < 20 100 mg 2x/dia 1 x 100 mg
20 a < 28 150 mg 2x/dia 1.5 x 100 mg*
28 a < 40 200 mg 2x/dia 2 x 100 mg
Pelo menos 40 300 mg 2x/dia 3 x 100 mg

* O comprimido mastigável de 100 mg pode ser dividido em metades iguais.

Comprimido de 400 mg: Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Precauções

Gravidez:

Categoria de risco - C.

Os estudos de toxicidade ao desenvolvimento foram realizados em coelhos (em doses de até 1.000 mg/kg/dia) e ratos (em doses de até 600 mg/kg/dia). As doses mais altas nestes estudos produziram exposições sistêmicas nessas espécies aproximadamente 3 a 4 vezes acima da exposição à dose recomendada para humanos.

Não foram observadas alterações externas, viscerais ou esqueléticas relacionadas ao tratamento em coelhos. Foram observados aumentos relacionados ao tratamento em relação aos controles na incidência de costelas supranumerárias em ratos na dose de 600 mg/kg/dia (exposições 4,4 vezes acima da exposição à dose humana recomendada). Tanto em coelhos como em ratos, não foram observados efeitos relacionados ao tratamento na sobrevida embrio/fetal ou no peso dos fetos.

Em ratos, a dose administrada a fêmeas prenhes foi de 600 mg/kg/dia, e as concentrações plasmáticas médias do fármaco no plasma de fetos foram aproximadamente 1,5 a 2,5 vezes maiores que no plasma materno 1 hora e 24 horas pós-dose, respectivamente. Em coelhos, uma dose de 1.000 mg/kg/dia foi administrada a fêmeas prenhes, e as concentrações médias do fármaco no plasma fetal foram aproximadamente 2% da concentração materna média tanto 1 como 24 horas após a dose. Estudos toxicocinéticos demonstraram transferência placentária do fármaco em ambas as espécies.

Não existem estudos adequados e bem-controlados em mulheres grávidas; portanto, a segurança de Raltegravir (substância ativa) em mulheres grávidas não é conhecida. A exemplo de outros antirretrovirais, não se recomenda o uso de Raltegravir (substância ativa) durante a gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação:

Não se sabe se o raltegravir é secretado no leite humano; no entanto, o raltegravir é secretado no leite de ratas lactantes. Em ratas que receberam doses de 600 mg/kg/dia, as concentrações médias do fármaco no leite foram aproximadamente 3 vezes maiores do que no plasma materno.

A amamentação não é recomendada durante o tratamento com Raltegravir (substância ativa). Além disso, recomenda-se que mães infectadas pelo HIV não amamentem seus bebês para evitar o risco de transmissão pós-natal do HIV.

Síndrome de Reconstituição Imunológica:

Durante a fase inicial do tratamento, os pacientes que respondem ao tratamento antirretroviral podem desenvolver resposta inflamatória a infecções oportunistas indolentes ou residuais (como Mycobacterium avium complexo, citomegalovírus, pneumonia por Pneumocystis jiroveci e tuberculose ou reativação do vírus varicella zoster), que podem precisar de avaliação e tratamento adicionais.

Reações Cutâneas e de Hipersensibilidade Graves:

Foram relatadas reações cutâneas graves, potencialmente fatais, e fatais em pacientes usando Raltegravir (substância ativa) concomitantemente com outros medicamentos associados a essas reações. Essas reações incluem casos de síndrome Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Reações de hipersensibilidade também foram relatadas e foram caracterizadas por erupção cutânea, achados constitucionais, e algumas vezes, disfunção orgânica, incluindo insuficiência hepática.

Descontinue Raltegravir (substância ativa) e outros agentes suspeitos imediatamente se sinais ou sintomas de reações cutâneas ou de hipersensibilidade graves se desenvolverem (incluindo, porém não se limitando a, erupção cutânea grave ou erupção cutânea acompanhada de febre, mal-estar geral, fadiga, dores musculares ou articulares, bolhas, lesões orais, conjuntivite, edema facial, hepatite, eosinofilia, angioedema).

O status clínico, incluindo as aminotransferases hepáticas, deve ser monitorado e deve-se iniciar o tratamento apropriado. Postergar a interrupção do tratamento com Raltegravir (substância ativa) ou outros agentes suspeitos após o início da erupção cutânea grave pode resultar em uma reação potencialmente fatal.

Uso Pediátrico:

A segurança, a tolerabilidade, o perfil farmacocinético e a eficácia de Raltegravir (substância ativa) foram avaliados em crianças e adolescentes infectados pelo HIV-1 com 2 a 18 anos de idade em um estudo clínico aberto e multicêntrico, o IMPAACT P1066.

O perfil de segurança foi comparável ao observado em adultos. A segurança e a eficácia de Raltegravir (substância ativa) em crianças com menos de 2 anos de idade não foram estabelecidas.

Uso em Idosos:

Estudos clínicos com Raltegravir (substância ativa) não incluíram número suficiente de pacientes com 65 anos ou mais para determinar se eles respondem de forma diferente de pacientes mais jovens.

Outras experiências clínicas relatadas não identificaram diferença de resposta entre pacientes idosos e jovens. Em geral, a seleção da dose para um paciente idoso deve ser feita com cautela, refletindo a frequência mais alta de insuficiência hepática, renal ou cardíaca e de doenças concomitantes ou outros tratamentos medicamentosos.

Atenção: o uso incorreto causa resistência do vírus da AIDS e falha no tratamento.

Interações Medicamentosas:

Deve-se ter cuidado ao se co-administrar Raltegravir (substância ativa) com fortes indutores da uridina difosfato glicuronosiltransferase (UGT) 1A1 (p. ex., rifampicina) em razão da redução de concentração plasmática do Raltegravir (substância ativa).

Outras advertências:

Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina

Raltegravir (substância ativa) comprimidos mastigáveis contém fenilalanina, um componente do aspartame. Cada comprimido de 25 mg de Raltegravir (substância ativa) comprimidos mastigáveis contém cerca de 0,05 mg de fenilalanina. Cada comprimidos de 100 mg de Raltegravir (substância ativa) contém cerca de 0,10 mg de fenilalanina. Fenilalanina pode ser perigosa para pacientes que tem fenilcetonúria.

Reações Adversas

Adultos

Reações Adversas Em Pacientes Já Tratados

A avaliação da segurança de Raltegravir (substância ativa) baseou-se nos relatos de eventos adversos em pacientes que já tratados desde os estudos clínicos randômicos P018 e P019 nos quais foi utilizada a dose recomendada de Raltegravir (substância ativa), 400 mg duas vezes ao dia, em combinação com o Tratamento Otimizado de Base (OBT) em 462 pacientes, em comparação com 237 pacientes que receberam placebo em combinação com OBT. Durante o tratamento duplo-cego, o acompanhamento total foi de 1051 pacientes-anos do grupo recebendo Raltegravir (substância ativa) 400 mg 2x/dia e 322 pacientes-anos do grupo recebendo placebo.

Entre os pacientes do grupo de tratamento com Raltegravir (substância ativa) 400 mg 2x/dia + OBT (acompanhamento médio de 118,7 semanas) e do grupo para comparação, no qual foi administrado placebo + OBT (acompanhamento médio de 71,0 semanas), na análise agrupada para os estudos P018 e P019, os eventos adversos clínicos mais comumente relatados (>10% em qualquer um dos grupos) de todas as intensidades e independentemente da causalidade foram: diarreia em 26,6% e 24,9%, náuseas em 13,6% e 16,0%, cefaleia em 12,1% e 13,5%,nasofaringite em 14,3% e 8,9%, fadiga em 12,1% e 5,9%, infecção do trato respiratório superior em 15,8% e 10,1%, bronquite em 12,1% e 6,8%, pirexia em 9,7% e 13,9%,vômitos em 8,9% e 11,0% dos pacientes, respectivamente. Nessa análise agrupada, a taxa de descontinuação do tratamento em razão de eventos adversos (clínicos e laboratoriais) foi de 4,5% entre os pacientes que receberam Raltegravir (substância ativa) + OBT e de 5,5% entre os pacientes que receberam placebo + OBT.

Eventos Adversos Relacionados ao Medicamento

Os eventos adversos clínicos listados abaixo foram considerados moderados a graves pelos pesquisadores. A causa de tais eventos pode ser atribuída a Raltegravir (substância ativa) ou placebo apenas ou em combinação com OBT:

Os eventos adversos de intensidade moderada a grave relacionados ao medicamento que ocorreram em ≥2% dos pacientes adultos que já receberam tratamento em qualquer um dos grupos de tratamento são apresentados na tabela a seguir.

Porcentagem de Pacientes com Eventos Adversos de Intensidade Moderada a Grave e Relacionados ao Medicamento* que Ocorreram em ≥2% dos Pacientes Adultos Já Tratados em Qualquer Grupo de Tratamento**

Classe de Órgão Sistêmico

Estudos Randômicos P018 e P019
  Raltegravir (substância ativa) 400 mg 2x/dia + OBT N = 462

Placebo + OBT N = 237

  Acompanhamento Médio (Semanas) 118,7%

Acompanhamento Médio (Semanas) 71,0%

Distúrbios Gastrintestinais

Diarreia

1,5

2,1

Distúrbios do Sistema Nervoso

Cefaleia 2,2% 0,4%

* Inclui eventos adversos possível, provável ou muito provavelmente relacionados ao medicamento. **N = número total de pacientes por grupo de tratamento.

Os eventos adversos clínicos moderados a graves relacionados ao medicamento, que ocorreram em menos de 2% dos pacientes já tratados (n= 462) e que haviam recebido Raltegravir (substância ativa) + OBT são listados abaixo, por classe de órgão sistêmico.

[Comuns (≥1/100, <1/10), Incomuns (≥1/1,000, <1/100)].

Distúrbios Cardíacos:

Incomuns:

Extrassístoles ventriculares.

Distúrbios do Ouvido e Labirinto:

Incomuns:

Vertigem.

Distúrbios Oculares:

Incomuns:

Comprometimento visual.

Distúrbios Gastrintestinais:

Comuns:

Diarréia, náuseas.

Incomuns:

Dor abdominal, distensão abdominal, dor abdominal alta, vômitos, constipação, desconforto abdominal, dispepsia, flatulência, gastrite, doença de refluxo gastroesofágico, boca seca, eructação.

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração:

Comuns:

Astenia, fadiga.

Incomuns:

Pirexia, calafrios, edema de face, edema periférico.

Distúrbios Hepatobiliares:

Incomuns:

Hepatite.

Distúrbios do Sistema Imunológico:

Incomuns:

Hipersensibilidade ao medicamento.

Infecções e Infestações:

Incomuns:

Herpes simplex, herpes genital, gastrenterite.

Investigação:

Incomuns:

Aumento de peso, redução de peso.

Distúrbios Metabólicos e Nutricionais:

Incomuns:

Diabetes mellitus, dislipidemia, aumento do apetite, redução do apetite.

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo:

Incomuns:

Artralgia, mialgia, lombalgia, dor musculoesquelética, osteoporose, poliartrite.

Distúrbios do Sistema Nervoso:

Incomuns:

Tontura, neuropatia periférica, parestesia, sonolência, cefaleia tensional, tremor.

Distúrbios Psiquiátricos:

Incomuns:

Depressão, insônia, ansiedade.

Distúrbios Renais e Urinários:

Incomuns:

Nefrite, nefrolitíase, noctúria, insuficiência renal, nefrite tubulointersticial.

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e da Mama:

Incomuns:

Ginecomastia.

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino:

Incomuns:

Epístaxe.

Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo:

Incomuns:

Lipodistrofia adquirida, erupção cutânea, hiper-hidrose, dermatite acneiforme, eritema, lipo-hipertrofia, sudorese noturna, erupção cutânea macular, erupção cutânea maculopapular, erupção cutânea prurítica, xerodermia, prurigo, lipoatrofia, prurido.

Eventos Graves

Relacionados ao Medicamento:

Nos estudos clínicos foram relatados os seguintes eventos adversos clínicos graves relacionados ao medicamento: gastrite, hepatite, insuficiência renal, herpes genital, superdosagem acidental.

Eventos adversos em pacientes nunca tratados anteriormente

A avaliação a seguir da segurança de Raltegravir (substância ativa) em pacientes nunca expostos a tratamento é baseada no estudo randomizado duplo-cego controlado com agente ativo de pacientes nunca tratados anteriormente, protocolo 021 (STARTMRK) com Raltegravir (substância ativa) 400 mg 2x/dia em combinação com uma dose fixa de entricitabina 200 mg (+) tenofovir 245 mg, (N=281) versus efavirenz (EFV) 600 mg à noite antes de se deitar em combinação com entricitabina (+) tenofovir (N=282).

Durante o tratamento duplo-cego, o acompanhamento total para pacientes com Raltegravir (substância ativa) 400 mg 2x/dia + entricitabina (+) tenofovir foi de 830 paciente-anos e 788 paciente-anos para pacientes com efavirenz 600 mg à noite antes de se deitar + entricitabina (+) tenofovir.

Os números (%) de pacientes com eventos adversos clínicos e com eventos adversos relacionados ao medicamento no grupo recebendo Raltegravir (substância ativa), foram menos frequentes que no grupo recebendo efavirenz com base nos valores de p nominais (0,109 e <0,001, respectivamente).

Neste estudo, as taxas de descontinuação da terapia devido a eventos adversos (clínicos e laboratoriais) foram de 4,6% em pacientes recebendo Raltegravir (substância ativa) + entricitabina (+) tenofovir e 8,5% em pacientes recebendo efavirenz + entricitabina (+) tenofovir.

Para pacientes do grupo recebendo Raltegravir (substância ativa) 400 mg 2x/dia + entricitabina (+) tenofovir e do grupo recebendo o agente comparador, efavirenz 600 mg à noite antes de se deitar + entricitabina (+) tenofovir, os eventos adversos clínicos mais comumente relatados (>10% em qualquer grupo), de todas as intensidades e independentemente da relação causal são mostrados na tabela abaixo.

Tabela 11: Porcentagem de Indivíduos com os Eventos Adversos Mais Comumente Relatados (>10%) de Todas as Intensidades* e Independentemente da Relação Causal Ocorrendo em Pacientes Adultos Nunca Expostos a Tratamento em Qualquer Grupo de Tratamento

 

Classe de Sistema Orgânico, Eventos Adversos

Estudo Randômico P021

 

 Raltegravir (substância ativa) 400 mg 2x/dia + Entricitabina (+) Tenofovir (n = 281)† %

Efavirenz 600 mg à Noite Antes de Dormir + Entricitabina (+) Tenofovir (n = 282)

Distúrbios Gastrintestinais

Diarreia 25,6 27,0
Náusea 16,7 14,5
Vômitos 8,2 10,6

Distúrbios Gerais e Condições no Local de Administração

Fadiga 9,3 13,5
Pirexia 15,7 13,8

Infecções e Infestações

Influenza

11,7 13,5

Nasofaringite

26,7 22,3

Infecção do trato respiratório superior

21,4 20,2

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo

Artralgia 8,5 11,7
Lombalgia 12,1 9,9

Distúrbios do Sistema Nervoso

Tontura 16,4 38,3
Cefaleia 26,0 28,4

Distúrbios Psiquiátricos

Sonhos anormais 8,2 13,1
Ansiedade 8,9 13,1
Depressão 10,3 11,7
Insônia 15,7 14,9

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino

Tosse 16,7 12,1

Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo

Erupção cutânea

7,8 13,8

* As intensidades são definidas a seguir: leve (consciência do sinal ou sintoma, mas facilmente tolerada); moderada (desconforto suficiente para causar interferência nas atividades usuais); grave (incapacitante com incapacidade de trabalhar ou realizar as atividades usuais). †n = número total de indivíduos por grupo de tratamento.

Eventos do Sistema Nervoso Central (SNC)

Em pacientes nunca expostos a tratamento (P021) os eventos adversos do sistema nervoso central (SNC), conforme medido pela proporção de pacientes com 1 ou mais sintomas do SNC (descritos abaixo), foram relatados significativamente com menos freqüência no grupo de Raltegravir (substância ativa) + entricitabina (+) tenofovir em comparação com o grupo efavirenz + entricitabina (+) tenofovir, p <0,001 , <0,001 e <0,001 para eventos cumulativos até as Semanas 8, 48 e 96, respectivamente.

No grupo Raltegravir (substância ativa), a porcentagem de pacientes com 1 ou mais sintomas do SNC foi de 20,3% em comparação com 52,1% no grupo de efavirenz na Semana 8, e 26,3% em comparação com 58,5% na Semana 48 e 28,8% em comparação com 60,6% na Semana 96. Os eventos adversos do SNC para esta análise foram tontura, insônia, dificuldade de concentração, sonolência, depressão, pesadelos, estado confusional, idéias suicidas, distúrbio do sistema nervoso, distúrbio psicótico, sonhos anormais, tentativa de suicídio, psicose aguda, delírio, nível de consciência deprimido, alucinação, alucinação auditiva, consumação de suicídio e depressão maior.

Eventos Adversos Relacionados ao Medicamento

As reações adversas clínicas listadas abaixo foram consideradas pelos investigadores como sendo de intensidade moderada a grave e a relação causal com Raltegravir (substância ativa)/efavirenz apenas ou em combinação com entricitabina (+) tenofovir.

As reações adversas clínicas relacionadas ao medicamento de intensidade moderada a grave ocorrendo em ≥2% dos pacientes adultos nunca tratados anteriormente com qualquer grupo de tratamento são apresentadas na tabela abaixo.

Porcentagem de Pacientes com Eventos Adversos Relacionados ao Medicamento* de Intensidade Moderada a Grave Ocorrendo em ≥2% dos Pacientes Adultos Nunca Tratados Anteriormente em Qualquer Grupo de Tratamento**

Os eventos adversos clínicos relacionados ao medicamento, que ocorreram em menos de 2% dos pacientes nunca tratados anteriormente (n=281) que receberam Raltegravir (substância ativa) + entricitabina (+) tenofovir e de intensidade moderada a grave estão listados abaixo por Classe de Sistema Orgânico.

[Comum (≥1/100, <1/10), Incomum (≥1/1.000, <1/100)].

Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático:

Incomum:

Dor no linfonodo, neutropenia, anemia, linfadenopatia

Distúrbios do Ouvido e Labirinto:

Incomum:

Tinido, vertigem

Distúrbios Gastrintestinais:

Comum:

Diarreia, dor abdominal.

Incomum:

Vômitos, dor abdominal superior, dispepsia, duodenite erosiva, doença de refluxo gastroesofágico, distensão abdominal.

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração:

Comum:

Fadiga, astenia.

Incomum:

Massa submandibular.

Distúrbios Hepatobiliares:

Incomum:

Hepatite alcoólica.

Distúrbios do Sistema Imune:

Incomum:

Síndrome de reconstituição imune.

Infecções e Infestações:

Incomum:

Herpes zoster, gastrenterite, foliculite, abscesso de linfonodo.

Distúrbios Metabólicos e Nutricionais:

Incomum:

Redução do apetite, hipercolesterolemia.

Distúrbios Músculo-Esqueléticos e do Tecido Conjuntivo:

Incomum:

Artrite, dor no pescoço

Distúrbios do Sistema Nervoso:

Comum:

Tontura.

Incomum:

Hipersonia, sonolência, comprometimento da memória.

Distúrbios Psiquiátricos:

Comum:

Anormalidade no padrão de sonhos, pesadelos.

Incomum:

Ansiedade, distúrbio mental, estado confusional, depressão, depressão maior.

Distúrbios Renais e Urinários:

Comum:

Nefrolitíase.

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e da Mama:

Incomum:

Disfunção erétil.

Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo:

Incomum:

Acne, alopecia, lesão cutânea, lipoatrofia.

Eventos Graves

Os seguintes eventos adversos graves relacionados ao medicamento foram relatados no estudo clínico, P021 em pacientes nunca tratados anteriormente que receberam Raltegravir (substância ativa) + entricitabina (+) tenofovir: anemia, síndrome de reconstituição imunológica, distúrbio mental, tentativa de suicídio.

Eventos adversos selecionados

Foram observados casos de câncer em pacientes já tratados anteriormente que iniciaram tratamento com Raltegravir (substância ativa) ou placebo, ambos com OBT, e em pacientes nunca expostos ao tratamento que iniciaram tratamento com Raltegravir (substância ativa) ou efavirenz, ambos com entricitabina (+) tenofovir; vários eram recidivantes. Os tipos e taxas de câncer específicos foram os esperados em uma população altamente imunodeficiente (muitos apresentavam contagens de CD4+ abaixo de 50 células/mm3 e a maioria apresentava diagnóstico anterior de AIDS). O risco de desenvolvimento de câncer nestes estudos foi similar no grupo que recebeu Raltegravir (substância ativa) e no grupo que recebeu o agente comparador.

Foram observadas anormalidades laboratoriais de creatina quinase Grau 2-4 em indivíduos tratados com Raltegravir (substância ativa) (veja Tabela 5). Miopatia e rabdomiólise foram relatadas. Utilizar com cautela em pacientes com risco aumentado de miopatia ou rabdomiólise, como pacientes recebendo medicamentos concomitantes conhecidos por causar estas condições.

Erupção cutânea ocorreu mais comumente em pacientes já tratados anteriormente recebendo regimes contendo Raltegravir (substância ativa) + darunavir em comparação com pacientes recebendo Raltegravir (substância ativa) sem darunavir ou darunavir sem Raltegravir (substância ativa). No entanto, erupção cutânea que foi considerada relacionada ao medicamento ocorreu em taxas similares para todos os três grupos. Estas erupções cutâneas foram de gravidade leve a moderada e não limitaram a terapia; não houve nenhuma descontinuação devido à erupção cutânea. Erupção cutânea ocorreu menos comumente em pacientes nunca tratados anteriormente recebendo Raltegravir (substância ativa) em comparação com efavirenz, cada qual em combinação com entricitabina (+) tenofovir.

Pacientes com Condições Coexistentes

Pacientes Coinfectados pelo Vírus da Hepatite B e/ou Hepatite C

Nos estudos Fase III, os pacientes já tratados anteriormente (N=114/699 ou 16%) e os pacientes nunca tratados anteriormente (N = 34/563 ou 6%) com coinfecção crônica (porém não aguda) ativa por hepatite B e/ou hepatite C poderiam ser admitidos desde que os testes de função hepática no baseline não excederam 5 vezes o limite superior do normal. Em geral, o perfil de segurança de Raltegravir (substância ativa) em pacientes com coinfecção por hepatite B e/ou hepatite C foi similar ao de pacientes sem coinfecção por hepatite B e/ou hepatite C, embora as taxas de anormalidades de AST e ALT foram um pouco maiores no subgrupo com coinfecção por hepatite B e/ou hepatite C para ambos os grupos de tratamento.

Eventos adversos pediátricos

2 a 18 anos de idade

Raltegravir (substância ativa deste medicamento) foi estudado em 126 crianças e adolescentes de 2 a 18 anos de idade infectados com HIV-1 já tratados com antirretrovirais, em combinação com outros antiretrovirais no IMPAACT P1066. Dos 126 pacientes, 96 receberam a dose recomendada de Raltegravir (substância ativa). Nessas 96 crianças e adolescentes, a frequência, tipo e gravidade das reações adversas relacionadas ao medicamento até a 24a semana foram comparáveis aos observados em adultos.

Um paciente apresentou reações adversas clínicas relacionadas ao medicamento de hiperatividade psicomotora Grau 3, comportamento anormal e insônia; um paciente apresentou uma erupção adversa grave Grau 2 relacionada ao medicamento.

Um paciente apresentou anormalidades laboratoriais relacionadas ao medicamento, AST Grau 4 e ALT Grau 3, as quais foram consideradas graves.

Experiência Pós-comercialização

Os seguintes eventos adversos adicionais foram relatados na experiência pós-comercialização independentemente da relação causal:

Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático:

Trombocitopenia.

Distúrbios Hepatobiliares:

Insuficiência hepática (com e sem hipersensibilidade associada) em pacientes com doença hepática subjacente e/ou medicações concomitantes.

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo:

Rabdomiólise.

Distúrbios do Sistema Nervoso:

Ataxia cerebelar.

Distúrbios Psiquiátricos:

Depressão (particularmente em pacientes com histórico preexistente de doença psiquiátrica), incluindo idéias e comportamentos suicidas.

Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo:

Síndrome de Stevens-Johnson, erupção cutânea com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS)

Achados De Exames Laboratoriais

Anormalidades Laboratoriais:

Nos estudos P018 e P019, as porcentagens de pacientes adultos já tratados anteriormente que receberam Raltegravir (substância ativa) 400 mg duas vezes ao dia ou placebo (ambos com OBT) com anormalidades laboratoriais selecionadas, de grau 2 a 4, que representam agravamento de Grau em relação ao período basal são apresentadas na tabela a seguir.

Anormalidades Laboratoriais Selecionadas, de Grau 2 a 4, em Pacientes Já Tratados

As porcentagens de pacientes adultos sem tratamento anterior recebendo tanto Raltegravir (substância ativa) 400mg duas vezes ao dia ou efavirenz (ambos com entricitabina (+) tenofovir), no estudo P021 com anormalidades laboratoriais selecionadas de Grau 2 a 4 que representam um pior Grau do parâmetro inicial estão apresentados na Tabela abaixo.

Anormalidades Laboratoriais Selecionadas de Grau 2 a 4 Relatadas em Pacientes Não Tratados Anteriormente

Lipídios, Alteração em relação ao período basal

Para P021, alterações em relação ao período basal em testes de lipídios em jejum são mostradas na Tabela a seguir.

Valores de Lipídios em P021, Alteração em Relação ao Período Basal em Lipídios Séricos na Semana 144

Atenção: Este produto é um medicamento que possui nova forma farmacêutica e nova concentração no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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