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Neulastim - Bula

Principio activo: Pegfilgrastim

Composição

Apresentações

Caixa com 1 seringa preenchida com 0,6 mL de solução injetável contendo:

6 mg de pegfilgrastim.

Via subcutânea. 

Uso adulto.

Composição

Cada seringa preenchida de 0,6 mL contém:

Pegfilgrastim 6 mg/0,6 mL (10 mg/mL*).

Pegfilgrastim é composto pelo filgrastim (G-CSF recombinante de metionila humana) com uma molécula de polietilenoglicol (PEG) de 20 kDa ligada de modo covalente ao N-terminal do resíduo de metionina. O filgrastim é produzido por tecnologia recombinante de DNA em E. coli (K12).

*Baseado apenas na proteína. Se a parte do PEG for incluída a concentração é de 20 mg/mL.

Excipientes: Acetato de sódio (obtido pela titulação de ácido acético glacial com hidróxido de sódio), sorbitol, polissorbato 20 e água para injetáveis.

Para que serve

Neulastim é indicado para promover redução na duração da neutropenia (número reduzido de glóbulos brancos no  sangue) e da incidência de neutropenia febril (glóbulos brancos diminuídos com febre) em pacientes tratados com quimioterapia citotóxica (medicamentos contra o câncer que destroem células) para doenças malignas (exceto leucemia mieloide crônica e síndromes mielodisplásicas).

Como o Neulastim funciona?

Neulastim é um medicamento que regula a produção e a liberação de glóbulos brancos da medula óssea para o sangue.

Pessoas submetidas à quimioterapia podem apresentar redução do número de glóbulos brancos, ficando mais propensas a apresentarem febre e infecções. Após administração subcutânea, Neulastim promove aumento do número de glóbulos brancos no sangue dentro de 24 horas.

Contraindicação

Não utilize Neulastim se tiver hipersensibilidade ou alergia a qualquer componente do produto ou a produtos que contenham filgrastim e proteínas derivadas de E. coli.

Este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos.

Como usar

O tratamento com Neulastim deve ser iniciado e supervisionado por médico com experiência no uso deste medicamento.

Recomenda-se a administração subcutânea de uma dose de 6 mg (uma única seringa preenchida) de Neulastim para cada ciclo de quimioterapia, administrada aproximadamente 24 horas após a quimioterapia citotóxica em ciclos de cada 3 a 4 semanas.

A duração do tratamento com Neulastim depende da evolução do paciente e fica a critério médico.

Antes da administração, a solução deve ser inspecionada quanto à presença de partículas visíveis e deve ser injetada apenas se a solução estiver límpida e incolor.

A agitação excessiva pode causar agregação de pegfilgrastim, tornando-o biologicamente inativo.

Antes de injetar a solução de Neulastim, deve-se verificar se ela já atingiu a temperatura ambiente.

Neulastim em seringas preenchidas é produto exclusivamente para uso único. Depois de aberta a embalagem, o conteúdo da seringa deve ser utilizado imediatamente.

Neulastim não deve ser aplicado por via endovenosa ou intramuscular.

Neulastim é incompatível com soluções de cloreto de sódio.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Neulastim?

Seu médico saberá quando deverá ser aplicada a próxima dose de Neulastim.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções

Em pacientes tratados com pegfilgrastim, foi reportada alergia, incluindo reações anafiláticas (um tipo de reação alérgica grave), que ocorrem no início ou durante o tratamento. Os pacientes com alergia clinicamente significativa devem parar permanentemente o tratamento com pegfilgrastim. Os pacientes com histórico de alergia ao pegfilgrastim ou ao filgrastim não devem utilizá-lo.

Dados clínicos sugerem que o tempo necessário para a recuperação da neutropenia grave (número reduzido de glóbulos brancos no sangue) foi semelhante com o uso de Neulastim (filgrastim com uma molécula PEG, que aumenta o tempo de ação) e filgrastim em pacientes com leucemia mieloide aguda de novo. No entanto, ainda não se sabe quais seriam os efeitos, em longo prazo, de Neulastim na leucemia mieloide aguda (LMA), e, portanto, ele deve ser usado com cautela nesses pacientes.

Em experiências de laboratório (in vitro), fatores estimulantes de colônia de granulócitos, como filgrastim, podem favorecer o crescimento de células mieloides (tipo de célula da medula óssea), incluindo células malignas, e efeitos semelhantes podem ser observados em algumas células não mieloides.

A segurança e a eficácia de Neulastim não foram investigadas em pacientes com síndrome mielodisplásica, leucemia mieloide crônica e em pacientes com LMA secundária. Portanto, Neulastim não deve ser usado em tais pacientes.

Cuidado especial deve ser tomado para distinguir o diagnóstico de transformações blásticas da leucemia mieloide crônica de leucemia mieloide aguda, porque Neulastim não deve ser usado no primeiro caso.

A segurança e a eficácia da administração de Neulastim em pacientes portadores de LMA de novo com menos de 55 anos de idade com citogenética t não foram estabelecidas.

A segurança e a eficácia de Neulastim não foram investigadas em pacientes recebendo altas doses de quimioterapia.

O aparecimento de febre e sintomas pulmonares, como tosse e falta de ar, associados a alterações da radiografia de tórax e piora da função pulmonar, além do aumento do número de neutrófilos (glóbulos brancos ligados à defesa principalmente contra bactérias), pode corresponder a sinais que indicam o surgimento da Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) (quadro pulmonar grave que geralmente só pode ser tratado em UTI, utilizando respiração artificial). Em tais circunstâncias, o uso de Neulastim deve ser descontinuado a critério do médico e o tratamento apropriado deve ser instituído.

Foram relatados muito raramente casos de ruptura de baço, alguns deles fatais, depois da administração de Neulastim.

Por isso, o tamanho do baço deve ser cuidadosamente monitorado. Pacientes recebendo Neulastim que apresentarem dor em região superior esquerda do abdome e/ou no ombro devem ser avaliados com relação a aumento ou ruptura de baço.

O tratamento com Neulastim isoladamente não evita a redução do número de plaquetas nem de glóbulos vermelhos, porque é usada a mesma dose de quimioterapia mielossupressora que havia sido prescrita originalmente (ele só atua nos glóbulos brancos). Recomenda-se o monitoramento da contagem de plaquetas e do hematócrito regularmente.

Neulastim não deve ser utilizado para aumentar a dose da quimioterapia citotóxica além dos esquemas de doses estabelecidos.

Crise de falcização foi associada com o uso de Neulastim em pacientes portadores de traço falciforme ou anemia falciforme. Recomenda-se atenção médica especial ao prescrever Neulastim a pacientes com este tipo de anemia.

A segurança e a eficácia de Neulastim para a mobilização de células-tronco sanguíneas não foram avaliadas adequadamente em pacientes.

Glomerulonefrite (lesão nos rins) tem sido relatada em pacientes que receberam tratamento com filgrastim e pegfilgrastim. Geralmente, eventos de glomerulonefrite são resolvidos após redução da dose ou descontinuação do uso de filgrastim e pegfilgrastim. O monitoramento através de exames de urina é recomendado.

Imunogenicidade

Como em qualquer tratamento com medicamentos compostos por proteínas, existe um potencial de desenvolvimento de imunogenicidade (ativar o sistema imune) durante o uso de pegfilgrastim. No entanto, as taxas de geração de anticorpos contra essa substância são geralmente baixas e não houve consequências clínicas adversas.

Uso em pacientes com insuficiência renal e hepática

Não há recomendações especiais para pacientes nessas condições.

Testes laboratoriais

Número de glóbulos brancos com aumento de 100 x 109/L ou mais foi observado em menos de 1% dos pacientes recebendo Neulastim. Não foram relatados eventos adversos atribuíveis diretamente a esse grau de leucocitose (aumento do número de glóbulos brancos no sangue). Tal elevação nos leucócitos é passageira, tipicamente observada dentro de 24 a 48 horas após a administração e é compatível com os efeitos farmacodinâmicos de Neulastim.

É recomendado o monitoramento do hemograma completo durante o tratamento com pegfilgrastim.

Interações medicamentosas

Não foram realizados estudos específicos de interação com medicamentos ou sobre o metabolismo, mas os estudos clínicos não indicaram interação entre Neulastim e quaisquer outros produtos medicinais.

Devido à potencial sensibilidade das células mieloides em processo de divisão rápida à quimioterapia citotóxica, Neulastim deve ser administrado 24 horas depois da quimioterapia citotóxica. Em estudos clínicos, Neulastim foi administrado com segurança 14 dias antes da quimioterapia.

O uso concomitante de Neulastim com agentes quimioterápicos não foi avaliado em pacientes. Foi demonstrado, em modelos animais, que a administração concomitante de Neulastim e 5-fluorouracil (5-FU) ou outros antimetabólicos possa aumentar a supressão da medula óssea.

Imagem óssea:

Pode ocorrer alteração temporária de imagens ósseas associada ao aumento da atividade hematopoiética da medula óssea em resposta à terapia com fator de crescimento, o que deve ser considerado na interpretação dos resultados de imagens ósseas (dos ossos).

Não foram pesquisadas especificamente, em estudos clínicos, as possíveis interações com outros fatores de crescimento hematopoiético e citocinas.

Lítio:

Não foi pesquisado especificamente o potencial farmacodinâmico para interações com lítio, que também promove a liberação de neutrófilos (glóbulos brancos). Não há evidências de que tal interação possa ser prejudicial.

A segurança e a eficácia de Neulastim não foram avaliadas em pacientes recebendo quimioterapia associada com mielossupressão retardada, como, por exemplo, as nitrosoureias.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações Adversas

Em estudos clínicos randomizados, incluindo pacientes com doenças malignas recebendo Neulastim após quimioterapia citotóxica, a maioria dos eventos adversos foi causada pela doença de base ou pela quimioterapia.

O evento adverso mais frequentemente relatado e comumente relacionado à droga nos estudos foi dor óssea, geralmente de intensidade leve a moderada, passageira e controlada, na maioria dos pacientes, após administração de analgésicos comuns.

Distúrbios gastrintestinais

Observou-se náusea em voluntários sadios mais frequentemente que em pacientes recebendo quimioterapia.

Em estudos clínicos, leucocitose (contagem de células brancas > 100 x 109/L) foi observada em pacientes com neoplasias não mieloides e que receberam pegfilgrastim.

Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Dor óssea.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Dor nas articulações, dores musculares, dor lombar, dor nos membros, dores musculoesqueléticas, dor no pescoço, dor no local da aplicação e vermelhidão, dor no peito (não cardíaca), dor e dor de cabeça.

Anormalidades laboratoriais

Elevações reversíveis, leves a moderadas, do ácido úrico, sem efeitos clínicos associados, foram comuns; elevações reversíveis, leves a moderadas na fosfatase alcalina e lactato desidrogenase (enzimas dosadas no sangue), sem efeitos clínicos associados, foram muito comuns em pacientes recebendo Neulastim depois da terapia citotóxica.

Experiência pós-comercialização

Distúrbios do sistema imunológico:

Reações alérgicas, incluindo anafilaxia (reação alérgica grave, acompanhada de queda da pressão arterial e falta de ar, que pode ser fatal), coceira na pele, urticária (reação alérgica caracterizada por placas vermelhas que causam muita coceira na pele), angiodema (inchaço normalmente em face (olhos e lábios) que pode atingir as vias respiratórias, provocando falta de ar), dispneia (falta de ar), hipotensão (pressão baixa demais), eritema (vermelhidão na pele) e rubor, ocorrendo na fase inicial ou subsequente do tratamento foram raramente relatadas em pacientes recebendo pegfilgrastim.

Em alguns casos, houve recorrência dos sintomas com uma nova aplicação, sugerindo uma relação causal. Caso ocorra uma reação alérgica grave, a terapia apropriada deve ser administrada, e o paciente precisa ser observado cuidadosamente durante muitos dias. Pegfilgrastim deve ser definitivamente descontinuado em pacientes que apresentarem reações alérgicas graves.

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático:

Em pacientes com anemia falciforme (hemácias perdem a forma normal e assumem a forma de foice), foram reportados casos isolados de crise de falcização, algumas vezes fatais.

Casos de esplenomegalia (aumento do baço) foram geralmente reportados (≥ 1% e < 10%) em pacientes tratados com pegfilgrastim.

Durante o tratamento com Neulastim ocorreram muito raramente rupturas de baço.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:

Casos raros de síndrome de Sweet (dermatose aguda febril) foram relatados.

Reações de vasculite cutânea foram relatadas por pacientes com câncer recebendo pegfilgrastim (taxa estimada de relato: 0,00038%).

Distúrbios renais e urinários:

Foram relatados casos de glomerulonefrite.

Atenção: Este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidas. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Superdosagem

Doses únicas de 300 mcg/kg foram administradas por via subcutânea a um número limitado de voluntários sadios e pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células sem efeitos adversos sérios. Os eventos adversos foram semelhantes aos das pessoas recebendo baixas doses de Neulastim.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Cuidados de Armazenamento

Neulastim é uma solução estéril, sem conservantes, devendo ser mantido sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC) antes de ser utilizado.

Manter a seringa dentro de sua embalagem externa, para protegê-la da luz.

Neulastim pode ser exposto à temperatura ambiente (não acima de 30ºC) durante um único período de até 72 horas.

Neulastim deve ser descartado se mantido em temperatura ambiente por mais de 72 horas.

Não congelar. A exposição acidental a temperaturas de congelamento por um único período menor que 24 horas não afeta desfavoravelmente a estabilidade de Neulastim.

Neulastim em seringas preenchidas é produto exclusivamente para uso único. Depois de aberta a embalagem, o conteúdo da seringa deve ser utilizado imediatamente.

Característica física

A solução contida nas seringas de Neulastim é límpida e incolor. Antes da administração, a solução deve ser inspecionada quanto à presença de partículas visíveis e deve ser injetada apenas se estiver límpida e incolor.

A agitação excessiva pode causar agregação de pegfilgrastim, tornando-o biologicamente inativo.

Número de lote e datas de fabricação e validade: Vide embalagem.

Descarte de medicamentos não utilizados e/ou com data de validade vencida

O descarte de medicamentos no meio ambiente deve ser minimizado. Os medicamentos não devem ser descartados no esgoto, e o descarte em lixo doméstico deve ser evitado. Utilize o sistema de coleta local estabelecido, se disponível.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

População Especial

Uso em idosos

Não há recomendações especiais de dose nessa faixa etária.

Uso em pacientes pediátricos

Não há informações suficientes para que o uso de Neulastim possa ser recomendado para crianças e adolescentes com idade até 18 anos.

Gravidez e amamentação

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há informações sobre o uso de Neulastim em mulheres durante a gestação. Estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva. O risco potencial para o embrião humano ou feto é desconhecido. Neulastim não deve ser utilizado durante a gestação, a menos que absolutamente necessário.

Não há experiência clínica em mulheres durante a lactação, e, portanto, Neulastim não deve ser administrado a mulheres que estejam amamentando.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos de Neulastim na capacidade de dirigir e usar máquinas.

Até o momento, não há informações de que Neulastim (pegfilgrastim) possa causar doping. Em caso de dúvida, consulte o seu médico.

Dizeres Legais

MS 1.0244.0005.

Farm. Resp.: Monica Carolina Dantas Pedrazzi CRF-SP 30.103.

Importado por: Amgen Biotecnologia do Brasil Ltda. Rua Patrícia Lúcia de Souza, 146. Taboão da Serra – SP. CNPJ: 18.774.815/0001-93. Fabricado por: F. Hoffmann-La Roche Ltd, Kaiseraugst, Suíça.

Embalado por: Amgen Europe B.V., Breda, Holanda.

SAC - 0800 264 0800.

Uso restrito a hospitais.

Venda sob prescrição médica.

Preço

A partir de R$4.04
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